terça-feira, 22 de junho de 2010

ESTUDO DAS 42 JORNADAS NO DESERTO

CAPÍTULO 64
UMA VISÃO GERAL DE RAMSÉS ATÉ SINAI
Por: Ir. Luiz Fontes

“Possamos compreender por que o Senhor nos conduz de estação em estação; de experiência em experiência”.

Amados irmãos e irmãs, nós estudamos até aqui nessas estações, de Ramsés até o Sinai. A primeira estação foi Ramsés, a segunda Sucote, a terceira foi Etã; a quarta estação foi Pí-Hairote, a quinta foi Mara, sexta foi Elin, a sétima foi Mar-Vermelho, a oitava foi o deserto de Sim, nona Dofca, a décima foi Alus, décima primeira Refidim, a décima segunda monte Sinai. Então nós vemos a peregrinação que os filhos de Israel realizaram até aqui. Precisamos continuar estudando. Vemos que eles marcharam desde o Egito até a terra de Canaã. Ali Deus os levou para uma escola importante, para lhes poder ensinar as verdades do seu coração. Ramsés foi o início da marcha. O caminho direto de Ramisés para Canaã teria sido pela terra dos filisteus; ao norte dos lagos, e ao logo da orla setentrional. Mas amados, preste atenção, Deus não permitiu que eles fossem por esse caminho, essa direção lhes foi proibida (Êxodo 13, 17-18), Deus impediu que eles fossem por esse caminho. Teria sido uma viagem mais rápida de aproximadamente uns 30 dias, mas Deus não permitiu. Mas depois de um certo tempo eles tomaram o rumo oriental, prosseguindo para o sul; aqui nós vemos que faraó os perseguiu e nós vemos que eles acamparam primeiro em Sucote, ali eles passaram a noite. Que não deveria ter sido uma viagem muito longa porque de Sucote a Ramsés é muito perto. Pela segunda tarde chegaram à orla do deserto em Etã. Provavelmente agora deveriam ter seguido para o oriente, mas foi-lhes ordenado lá em Etã que retrocedessem e que acampassem defronte de Pi-Hairote entre Migdol e o mar, diante de Baal-sefon; isto está em Êxodo 14:12; era um estreito desfiladeiro, perto da costa ocidental do golfo, entre os montes que guarnecem o mar e uma pequena baia ao sul; irmãos e irmãs, ficaram deste modo desorientados, eles não estavam entendendo porque Deus os mandou retroceder; porque olhando naturalmente este tipo de movimento atraiu faraó para junto deles; e agora eles estavam sem saída porque aos lados estavam as montanhas, à frente o mar-vermelho e atrás vinha o exército de faraó; esse movimento foi muito interessante. O desígnio de alterar desta forma a linha da marcha Deus havia revelado a Moisés (Êxodo 14:17). Os egípcios aproximaram-se dos filhos de Israel quando eles estavam ali acampados diante do braço ocidental do mar-vermelho; nós sabemos que o Senhor operou ali uma notável mudança no decorrer desses últimos 300 anos. Em virtude de uma grande acumulação de areia; por essa razão impossível determinar por onde os filhos de Israel atravessaram, eles passaram pelo mar em seco para o lado oriental perto do sítio chamado “aiunmuzá” poços de Moisés; principiando aqui o deserto de Sur (Êxodo 15:22) ou mesmo desde Etã (Num 33:8); o deserto de Sur e o deserto de Etã fala do mesmo deserto e aplica-se a parte superior do deserto, este deserto estende-se desde o Egito até a praia oriental do Mar-Vemelho e alarga-se para o norte até a palestina. O caminho que os filhos de Israel tomaram é uma larga vereda pedregosa entre as montanhas e a costa, na qual corre no inverno vários ribeiros que nascem nos montes, nesta ocasião tudo deveria estar seco. O lugar onde, provavelmente, eles tiveram que estacionar foi Mara e ali eles experimentaram aquelas águas amargas onde foi operado o milagre de se tornar aquela água doce (êxodo 15:23-25). Aquela estação onde isto aconteceu é onde hoje é chamado “Ain Ralvara”; perto de um riacho chamado de “uadin amará”; que tem o mesmo significado de Mara; a seguinte estação foi Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; um lugar muito lindo – um oásis no deserto. Este vale contem agora tamareiras e há caças de diferentes espécies. Obtém-se nesse lugar hoje água em abundância cavando poços e há também uma copiosa nascente com um pequeno regato. Depois de Elim os filhos de Israel foram para o deserto de Sim, entre Elin e Sinai (Ex 16.1). No sopé da escarpada cumeeira de “et-ti-e”, um nome que significa divagação. É um grande deserto, quase que totalmente desprovido de vegetação. Sabemos que logo depois de ter entrado neste deserto os israelitas obtiveram aquela milagrosa provisão de codornizes e também do maná. Os grandes eruditos da palavra de Deus supõem que eles tomaram em seguida a direção sul-este, marchando para a cordilheira do Sinai. Neste caso a sua passagem teria sido pelo extenso vale que os árabes chamam de “uaid feirã”. Passaram depois por Dofca, Alus; o vale feirã é o sitio mais perto de toda aquela região. E aqui que devemos encontrar Refidim, onde pela primeira vez foram atacados (Ex. 17:8-13). Depois temo Getro, sogro de Moisés que lhe visitou em Refidim e trouxe conselho sábio para que fossem nomeados juízes para cooperar com Moisés em toda ação judicial. (Ex. 18); e aqui entre elevados picos estava a rocha que por mandado de Deus foi ferida por Moisés, saindo dela depois abundância de água. Em seguida fizeram em seu acampamento no ermo do Sinai onde Deus revelou à multidão a sua vontade por meio de Moisés; foram dados os dez mandamentos ao homem, foi estabelecido o pacto; lá em (Êxodo 20:1-17; 24:7-8); neste deserto também se deu o caso do culto prestado ao bezerro de ouro e a enumeração do povo e a construção do tabernáculo; além disso Arão e seus filhos foram consagrados; celebrou-se a páscoa; também aqui tivemos, infelizmente, morte de Nadabe e Abiu porque eles ofereceram fogo estranho diante do Senhor, porque isso não é aprovado pela palavra de Deus. O monte Sinai, onde a lei foi dada, chama-se Orebe em Deuteronômio e Sinai nos outros livros do Pentateuco; provavelmente o primeiro nome designa todo o território e o outro simplesmente a montanha onde foi revelada a Lei. Permaneceram os filhos de Israel no Sinai por um período de aproximadamente onze meses, e aqui eles ficaram. Vemos que a nuvem do Senhor ficava ali manifestando a sua presença cobrindo todo o tabernáculo. Aqui Deus trouxe a visão do tabernáculo. Tabernáculo é uma figura da doutrina do entremesclar. Primeiro nós vemos a doutrina da pessoa de Cristo - Cristo o Cabeça; mas também vemos a doutrina do corpo de Cristo. Em Primeira instância tudo no tabernáculo revela Cristo, mas é incrível: se você olhar para Cristo, você vai ver não somente o Cabeça, Ele, o Senhor Jesus, mas também o seu corpo. Há verdades extraordinárias, preciosas, doutrinárias que nós encontramos o fundamento no novo testamento, reveladas no Tabernáculo. Então, assim, nós temos uma visão parcial e gloriosa daquilo que é o Tabernáculo; que Deus nos ajude a entender. Porque agora nós vamos para a décima terceira estação que é Quibrote-Hataavá. Eu sei que Deus tem algo glorioso para falar ao seu coração; que você, juntamente comigo venha estudar esta verdade, venha entender porque o Senhor está nos conduzindo assim, venha entender porque que ele nos conduz assim, de estação em estação; de experiência em experiência. Amados irmãos e irmãs, todas estas estações por onde o povo de Israel passou, revelam para nós verdades maravilhosas; revelam para nós a nossa peregrinação, como nós somos conduzidos pelo Senhor, como somos levados pelo Senhor de experiência em experiência. Que você possa compreender isso, que você possa entender isso. Que o Senhor venha ganhar o teu coração e te abençoar rica e poderosamente.

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