domingo, 10 de junho de 2018

Introdução - Parte 8


As 42 Jornadas no deserto

TEXTO: Nm 33.1-3

Graças as Deus nós vamos dar continuidade a última palavra, estamos perto de entrar na primeira estação desta jornada de 40 anos. Nós vamos caminhar por todas as 42 estações aonde o povo de Israel teve durante aquela peregrinação de 40 anos no deserto. Eu quero ler aqui em Números capítulo 33, versículos do 1 e 3, que dizem:
1 - São estas as caminhadas dos filhos de Israel que saíram da terra do Egito, segundo os seus exércitos, sob as ordens de Moisés e Arão.
2 - Escreveu Moisés as suas saídas, caminhada após caminhada, conforme o mandado do SENHOR; e são estas as suas caminhadas, segundo as suas saídas:
3 - partiram, pois, de Ramessés no décimo quinto dia do primeiro mês; no dia seguinte ao da Páscoa, saíram os filhos de Israel, corajosamente, aos olhos de todos os egípcios.

Muito bem, aqui nós vemos que cada jornada é uma saída, saída de algo e também uma entrada numa nova etapa. Todas essas jornadas significam diversas experiências, as quais se indicam pelo nome das respectivas estações onde o povo de Israel esteve então essas paradas ou estações estão intimamente ligadas às experiências espirituais em nossa vida cada estação tem dois aspectos: chegada e saída. Eu quero ler ainda aqui 1 Corintios capítulo 10 para que a gente possa seguir na mesma linha da última palavra que foi compartilhada. Diz assim os versículos 6 e 7:  

6 - Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram.
7 - Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; porquanto está escrito: O povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se.

Meus irmãos e irmãs, eu penso que se você leva uma vida muito tranqüila, faz muito tempo que você está vivendo o mesmo estilo de vida cristã esse não é um bom sinal para você. Lá em Oséias vamos recordar um texto que já estudamos. Oséias capítulo 7 verso 8 diz: Efraim se mistura com os povos e é um pão que não foi virado. Nós sabemos que é preciso virar o pão, para que cozinhe ambos os lados, o que acontece quando não se vira o pão? Queima-se um lado e o outro fica cru, isso fala de maturidade espiritual. O que é maturidade espiritual? É conhecimento espiritual, é experiência cristã e quando nós vivemos a vida cristã em busca da maturidade nós sabemos que nunca vamos chegar ao fim desta maturidade, numa única experiência necessitamos de outras experiências.
Veja aqui em 1 corintios capítulo 10, versículo 6, diz “que estas coisas sucederam como exemplo, veja que aqui está no plural são muitos exemplos e diz mais afim de que não cobicemos as coisas más como eles cobiçaram”.
Observe algo aqui, como foi que eles cobiçaram. Igual nós muitas vezes temos cobiçado com o nosso contexto de vida. Porque Deus quando Ele deu estas experiências para o povo no deserto Ele estava pensando em nós quando levou aquele povo caminhar aqueles 40 anos Ele tinha em vista nós hoje é o que você lê neste capítulo 10 de 1 corintios, é isso que o Espírito Santo está ministrando a nós há muitas lições ali que precisamos aprender, aqui neste texto. Diz assim no versículo 7 de 1 corintios 10, que o povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para se divertir. Como foi que eles foram idólatras? Talvez aqui esteja uma referência a êxodo capítulos 32 versos de 4 a 6. Aquele episódio de idolatria deles perante aquele bezerro, mas aqui faz uma referência do tipo de idolatria, a comer e a beber a divertir-se. Não é errado comer, não é errado beber, não é errado divertir. Errado é quando essas coisas se tornam uma prática comum no nosso viver e assim nós perdemos a centralidade de cristo nestas coisas. Essa idolatria que está em foco aqui é você divertir, dedicar fazer todas essas coisas sendo que isso não é a centralidade de Cristo. Como sendo isso a prática do seu viver nós temos que entender que a nossa vida tem que ser uma vida vivida na experiência de viver Cristo. Talvez essa distração ou este estilo de distração que Israel viveu no deserto é o que o Espírito Santo deseja chamar a nossa atenção, esse é o cuidado que o Senhor tem conosco porque muito da vida Cristão hoje não passa de entretenimentos. Perdemos a seriedade do estudo sistemático da Palavra de Deus. Estamos vivendo numa geração aonde o povo não conhece mais a Palavra de Deus. Nossas reuniões têm se tornado muito em diversões, em entretenimentos. Temos perdido a profundidade da realidade do falar de Deus e talvez aqui Paulo faça essa referência, talvez em dois aspectos: primeiro pela realidade contextual. Aquilo que lhe foi informado pela casa de Cloé acerca da vida dos corintios. Também porque o Espírito Santo numa visão profética no coração de Paulo trás essas verdades para os nossos dias porque a vida cristã de muitas tem se resumido a entretenimentos; tem se resumido à experiências espirituais. É tremendo tudo isso meus irmãos e irmãs porque Deus deseja nos levar a coisas mais profundas, a coisas mais eficazes referentes à nossa edificação, então, aqui ele fala de exemplos porque são muitos exemplos. Observe que o contexto diz isso, porque são muitas provas, são muitos exemplos. Veja que foram 40 anos. 40 é o número de provas. É bíblico e também é um número de juízo, é para julgar, para nos tirar do Egito porque aquele povo lá de Israel você vai perceber que ao longo da jornada eles podem perceber que eles haviam saído do Egito, mas o Egito não havia saído deles. E uma das obras impressionantes da Cruz de Cristo é condenar o mundo dentro de nós. É condenar as nossas aspirações mundanas, por isso é que muitas vezes temos que passar por provações. Para que nós venhamos experimentar verdadeiramente o significado da vida Cristã. Nós somos peregrinos e estamos caminhando para uma terra que mana leite e mel. Estamos caminhando para a era vindoura para a glória de Cristo. Estamos caminhando para poder experimentar a Cristo Jesus. Se eu e você não entendemos o significado da nossa experiência Cristã ou o significado da nossa vida Cristã em experiência, então qual o sentido da vida Cristã? Que adianta viver a vida Cristã se não conhecemos a sua realidade na prática!
Veja que o Senhor ele nos tirou do Egito, essa é a referência a Ramessés. Aqui no versículo 3 de Números 33. Eu quero chamar a atenção aqui de vocês que estão me ouvindo nesta hora, porque para poder entender isso, a questão de sair do Egito, é preciso conhecer um pouco qual era a situação daquela estação onde Israel esteve que aqui nós vemos que o nome dela é Ramessés. É esta estação que nós precisamos notar aqui. Vamos nos deter um pouco em Ramessés para entender o que é está debaixo do governo em Ramessés. O que significa fazer tijolos para faraó. Nós precisamos entender isso. Porque precisamos saber de onde é que o Senhor está nos tirando, temos que saber aonde é que o diabo tem-nos muitas vezes privados, presos, enclausurados. Aonde muitas vezes Satanás tem nos mantidos enclausurados. Precisamos ser claros quanto a isso.
Vamos a uma passagem que se encontra em Apocalipse 11. Quero chamar a atenção de todos vocês, para o versículo 8. Olha o que diz esse texto: e o seu cadáver ficará estirado na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado. Aqui Apocalipse fala das testemunhas que testificaram contra a Besta, que logo depois as matam. Ele as mata e repartem presentes. Neste contexto essa expressão é muito importante que João coloca aqui: “seus cadáveres”, na praça da grande cidade. Preste atenção para esta expressão: que em sentido espiritual se chama Sodoma e Egito. Aonde também nosso Senhor foi crucificado. O Senhor utiliza e unifica três cidades: Jerusalém a velha, não a nova, Sodoma e Egito, porque são três? Porque são três aspectos da mesma cidade, porque diz ai aonde o Senhor foi crucificado, é Jerusalém. Bom, Jerusalém, aquela velha cidade que também é Sodoma e Egito. Numa visão pictórica tem um sentido espiritual, sim que o Egito tem um sentido espiritual também, por isso precisamos entender o que é o Egito? Não somente o que é o Egito, mas também o que é Sodoma? Meus irmãos e irmãs, muitas vezes o Senhor trata o seu povo de Sodoma, príncipes de Sodoma e as vezes é Jerusalém, observe que Jerusalém, aquela cidade onde o senhor morreu capital do pacto lá atrás da história, aqui ele está dizendo que ela é Sodoma. Existe um sentido espiritual para isso, no entanto se nós prestarmos atenção para essa expressão a essas conexões, Deus deseja mostrar-nos algo aqui. Veja que o Senhor tem nos tirado disso, Deus tem nos tirado deste caminho de religiosidade, de perversidade e de mundanismo. Por isso diz aqui no final do capítulo 8 de Apocalipse versículo 11 em sentido espiritual. Então a grande cidade observe isso; em sentido espiritual se chama Sodoma, como também se chama Egito, e nós sabemos que esta cidade onde nosso Senhor foi crucificado é Jerusalém. Aqui nós temos três aspectos: Jerusalém, Sodoma e Egito. Mas todos estes três são a mesma cidade, de maneira que o senhor nos tira do Egito, no sentido espiritual, mas resulta que o Egito também é Sodoma, de modo que o Senhor também nos tira de Sodoma, de modo que Sodoma também tem um sentido espiritual. E Jerusalém também tem um sentido espiritual. O Senhor quer nos livrar de tudo isso. Porque Jerusalém fala de religiosidade, lembra da lei, como aquele povo era religioso. Egito nos fala do mundo, Sodoma nos fala da carnalidade é destas coisas que o Senhor deseja nos libertar. Essas são as saídas do povo de Deus, nós fomos libertados disto, não podemos ser escravo disso, Deus deseja nos tirar completamente. Sair de Ramessés significa isso. Sair aqui significa que nós estamos livres do governo do pecado, governo da carne, governo da religiosidade, do governo do mundo. Esta é a saída. É disso que o Senhor nos livrou quando nos tirou lá do Egito. Alguns aspectos espirituais que nós temos que nos deter, porque quando Deus estava para tirar o povo de Israel do Egito, vocês se lembram meus irmãos e irmãs, que Faraó dobrou o serviço para que o povo não pudesse sair, para que o povo trabalhasse mais, para que eles ficassem envolvidos naquele trabalho no Egito de modo que eles não poderiam sair essa é uma realidade que muitos irmãos e irmãs têm vivido. De modo que o mundo tem ganhado de tal forma que hoje o seu trabalho tem se tornado um alvo forte na sua vida. A busca pelo poder, a busca pelo sucesso, a busca pela fama o dinheiro, tem corroído a vida de muitos cristãos, o mundo os tem sufocado, o mundo os tem mantido em uma prisão espiritual, eles não percebem o quanto estão perdidos nestas coisas. Aqui nós precisamos atentar, porque o Senhor deseja nos livrar destas coisas, o senhor deseja que tenhamos uma vida livre para Ele. O nosso trabalho, o nosso casamento, os nossos filhos, seja lá o que for não pode ser o foco da nossa vida a não ser Cristo. O reino dos céus tem que ser prioridade em nossas vidas. Sair de Ramessés significa isso. Significam o rompimento com todas estas coisas que não agradam mais a Deus, que atrapalha a nossa vida espiritual, coisas que estão entre nós e Deus e que estão roubando Deus de nós, estão roubando o nosso tempo, que estão roubando a nossa consagração, que estão roubando o nosso serviço a Deus. Sair de Ramessés significa isso.
Que Deus de uma forma gloriosa e poderosa venha falar ao seu coração venha trazer a você o verdadeiro significado sobre o que significa sair de Ramessés. Que Deus no poder do seu grande e poderoso Espírito inunde o seu coração da sua doce e santa e poderosa Palavra. Amém.



Introdução - Parte 7


As 42 Jornadas no deserto
Introdução - Parte 7
TEXTO: Nm 33.1

Aqui quero que vocês prestem atenção para a forma plural, não só “as jornadas”, mas o Espírito Santo inspirou para que fosse escrito dessa forma no plural, vejam isto, são “as jornadas”, porque nossa caminhada não vai sempre a um mesmo tom, numa mesma tônica, pois, às vezes temos que entender que há mudanças e muitas dessas mudanças são abruptas. De uma etapa para a outra. Na vida cristã há várias etapas e são diferentes umas das outras por isso nós vemos aqui jornadas, no plural. Há várias etapas que nós temos que passar, são várias jornadas, é como se Deus nos tivesse dito: “filhos por todas essas experiências vocês terão que passar não tudo de uma vez, mas pouco a pouco”, uma coisa vem primeiro, outra coisa depois. É assim que nós vemos.
A Bíblia diz que Moises escreveu estas saídas conforme suas jornadas por mandado do Senhor. Veja esta frase: “Por mandado do Senhor”. Aqui certamente vemos que o interesse do nosso Deus não é só meramente histórico, não escreveu história somente pela história, nós sabemos que Deus, Ele escreve a história. Romanos capítulo 15.4 e 5, nós vemos isso. Porque as coisas que foram escritas esta no livro das jornadas, isso é uma das coisas que foram escritas para o nosso ensino. Os santos do novo testamento, os cristãos, não somente eles estavam agora olhando para aquela história, mas eles sabiam que eles estavam vivendo era essa história. Deus não está interessado que sejamos antiquários da história. Ele quer que tiremos proveito da história, para hoje, para agora, tanto para nós como para aqueles que caminham conosco, que peregrinam conosco.
Ainda em Romanos, nesse mesmo texto, afirma “a fim de que, pela paciência e pela consolação das escrituras, tenhamos esperança”. Essa palavra “esperança” no grego é “ELPIS” – fala de um antegozo. Irmãos e irmãs, na medida em que estamos caminhando nessas jornadas espirituais, nós estamos tendo um antegozo da era vindoura. Ai ele diz: “Ora, o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus”. Então vejam bem, as jornadas, a história dessas jornadas, foram escritas para quê? Nós sabemos que foi pelo mandado do Senhor. Moisés escreveu essas jornadas por mandado do Senhor. Isto é, O Senhor lhe mandou escrever estas coisas. É dito para quê? Para o nosso ensino, ou seja, em cada uma dessas coisas vamos encontrar uns nomes estranhos, mas todos esses nomes têm significado espiritual em nossa vida. E algo aconteceu em cada uma dessas estações e há uma lição ou mais de uma, que nós precisamos aprender em cada estação e estas estações às vezes muitos largas.
 Parece que a nossa experiência é uma via-crúcis, mas que todos nós entendamos que foi escrita para que tenhamos paciência pela consolação das escrituras, isto é, o antegozo de tudo o que nos aguarda na era vindoura. Que coisa maravilhosa! Note bem, é isso o que a bíblia diz, para que tenhamos paciência. Foram escritas nas escrituras para que tenhamos esperança, para que a escritura nos dê, pelo seu Espírito, primeiro paciência e consolação. Pela paciência e pela consolação tenhamos esperança, isto é, aconteceram para o nosso ensino, foram escritas para o nosso ensino. O que aconteceu com Moisés e todas aquelas pessoas não aconteceu somente com o sentido histórico, arcaico. Não foi isso, meus irmãos e irmãs. Aquelas jornadas foram dirigidas por Deus. Cada saída e cada chegada foram dirigidas pela chegada da nuvem da glória do Senhor. O Senhor se levantava e dizia quando sair, aonde ir e para onde eles deveriam ir, e parar e quanto tempo eles deveriam ficar em cada estação. Tudo isso foi ensinado por Deus a Israel e foi ensinado em vista à nossa própria experiência cristã hoje. Quando Deus estava dirigindo-se a Israel ele não estava pensando somente em Israel. Deus estava, através de Israel, pelo caminho e com o Espírito santo, escrevendo a sua Palavra. Deus estava preparando as escrituras [ensino, paciência, consolação e esperança]. É isso que vemos em Romanos capítulo 15 e os versos 4 e 5. Então o ensino nos guia à paciência e quando temos paciência temos consolação e pela consolação temos a esperança. Todas essas jornadas foram escritas para nós.
 Há muitas passagens na Bíblia onde estas jornadas são resumidas e nesses resumos temos também essas lições para aprendermos, mas a intenção agora não é ler os resumos, é ler jornada após jornada, estação após estação, cada uma destas paradas onde temos grandes e preciosas lições para aprendermos na vida cristã. Uma coisa é chegar a uma estação outra coisa é sair dela e esta é uma experiência que temos que aprender. Às vezes chegamos a uma determinada estação e o Senhor quer nos levar a uma situação completamente diferente, mas não o mesmo chegar a uma determinada estação como em um mero avanço. E quando chegamos é um momento de sair de uma determinada estação e não entendermos nada, nenhuma delas, em cada estação deve haver uma experiência e cada saída deve haver também uma experiência. É isso que Deus deseja em nós. Uma estação pode ser boa quando é um avanço, pode ser algo mal quando é uma fixação, isto é quando você pretende permanecer ali. Resumir sua vida cristã toda numa só situação, numa só experiência, quando, todavia não temos experimentado algo. Está bem, chegamos a isso, mas o Senhor quer que nós avancemos. O Senhor vê que é conveniente que nós devemos levantar e ir para outra experiência.  Nós não podemos ficar parados na vida cristã. Nós precisamos avançar. Há situações em nossa vida em que não podemos permanecer do mesmo jeito. E só o Senhor sabe a hora de nós sairmos. Quando o Senhor vê que chegou à hora de sair, então vamos sair, vamos levantar do arraial, então vamos sair. Em cada uma dessas situações nós iremos aprender princípios espirituais.
 Veja aqui em Números capítulo 33, versículo, 3 quando diz: “partiram, pois, de Ramessés no décimo quinto dia do primeiro mês; no dia seguinte ao da Páscoa, saíram os filhos de Israel, corajosamente, aos olhos de todos os egípcios”. Aqui nós temos a PRIMEIRA JORNADA, quando eles saíram de Remesses. E a bíblia diz que eles saíram de Ramessés e acamparam em Sucote. Acampar em Sucote significa uma coisa, acampar em estação é uma coisa completamente diferente da outra, e sair aqui é outra experiência. Aqui nós temos que ver algo, veja bem, no versículo v4 diz assim:  

4 - enquanto estes sepultavam todos os seus primogênitos, a quem o SENHOR havia ferido entre eles; também contra os deuses executou o SENHOR juízos.
5- Partidos, pois, os filhos de Israel de Ramessés, acamparam-se em Sucote.

Aqui nós temos que ver duas coisas: sair de Ramessés é uma coisa, entrar em Sucote é outra coisa. Assim temos que ver Sucote em dois sentidos: o sentido da chegada, que é algo muito bom, porque Deus nos tira de algo mais atrasado pior, e nos leva durante um tempo durante a peregrinação e chegamos a algo muito bom, Sucote. Mas depois vai chegar o momento em que é necessário sair de Sucote, o Senhor ver que há algo em nós que foi ganho, algo que temos ganhado e aprendido. Ai sim é a hora de sair. Durante um tempo é bom, mas chega o momento em que tem que sair. Por isso é dito no novo testamento, veja o que diz Hebreus no capítulo 5, verso 11 e 12.

11 - “A esse respeito temos muitas coisas que dizer e difíceis de explicar, porquanto vos tendes tornado tardios em ouvir”.
12 - “Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim, vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido”.

Não seguimos adiante à perfeição, mas ficamos parados, alguns cristão estão assim, por isso todas essas jornadas continuam até que se tenha chegado à maturidade. Não podemos ficar parados, há momentos que nós temos que permanecer, mas depois não poderemos ficar ali. Temos que avançar na vida cristã.  È isso que aprendemos nessas jornadas.
Aqui nós vemos a palavra RUDIMENTOS. São os princípios elementares da fé cristã. Esta bem que haja um tempo para os rudimentos, o ABC da vida cristã. Veremos vários destes rudimentos nas primeiras estações. Chega o momento em que depois de tanto tempo é preciso sair deles e ir adiante, até a maturidade. Porém não se chega à maturidade de repente, mas é de glória em glória, de estação em estação, de triunfo em triunfo, de prova em prova, de circunstância em circunstância. É claro que a palavra triunfo é mais importante, mas a palavra nos diz “para que fôssemos provados”. Devemos ser levados para o deserto para que assim, provados, devemos ser levados para o deserto, por todos os lugares, para que venhamos alcançar o triunfo da vitória de Cristo.
Então já vimos o que significam essas jornadas, essas experiências espirituais do povo de Deus. E essas experiências são progressivas, cada estação tem dupla face. Bem aventurada chegada! Aonde chegamos isso é como algo novo, precioso, e acampamos ali. E graças a Deus pelo tempo que seja necessário que se possa ficar ali caminhando, aprendendo. O Senhor sabe que logo é hora de sair porque havia sido bom até aqui. Havia sido muito agradável chegar ali, havia sido muito maravilhoso aquela experiência de chegada, mas da mesma forma temos que sair, de maneira que cada estação tem dois aspectos o da chegada e o da saída. Vamos para um texto que se encontra em 1 Corintios v3. Neste capítulo podemos ler os resumos nos primeiros versículos, inclusive leia até o versículo 14, você poderá entender isso melhor. Paulo diz isso no capítulo 10, versículo 1 ao 5:

1 -“Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar,
2 - tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés. Todos eles comeram de um só manjar espiritual
4 - e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo.
5- Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto.

Você pode ler isso até o versículo 14, você vai poder entender melhor. Veja que o Apóstolo Paulo começa a chamar a atenção da Igreja nessas jornadas em que o povo de Israel passou pelo deserto. “Não quero que ignoreis” disse Paulo, isto é, que isso são coisas  que a Igreja não deve ignorar, escritas para  o nosso ensino, afim de que, pela paciência, pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança. Por isso foi Moises mandado por Deus. Deus deu ordens a Moisés: “Escreve estas jornadas em ordem”, isto é, Deus está interessado em que isso não se apague e fique apenas como registro histórico e arcaico e  arqueológico, Deus quer isto seja ensino, seja vida para nós. Paulo diz: “não quero, irmãos, que ignoreis”. Aqui ele faz o resumo onde nossos Pais estiveram debaixo da mesma nuvem e todos passaram pelo mar. Observe como Paulo está recordando todas as jornadas, ele está dizendo à Igreja: “não ignore isso”. Todos eles beberam da mesma Pedra Espiritual, veja como Paulo vai transcrevendo aqui aquelas experiências de Israel pelo deserto. Mas ele disse que: “Deus não se agradou de muitos deles, razão por que ficaram prostrados no deserto”. Haviam saído e batizados, haviam estado debaixo da nuvem, porém ficaram travados em algumas estações. Algo aconteceu em alguma estação que fez com que alguns, não avançassem ficassem neste nível. E o que foi que aconteceu? Ele nos diz: “ficaram prostrados no deserto”. Agora veja o verso seguinte; “Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçam”. Quais são todas essas coisas mencionadas por Paulo? Aqui ele está resumindo em quatro versículos todas aquelas jornadas do povo de Israel. Ele está chamando nossa atenção sobre alguns pontos importantes, preponderantes daquelas jornadas. Ele diz “estas coisas” ou todos estes acontecimentos e lições, distintas que se sucederam naquelas jornadas serviram de exemplo para nós, para que devamos estudar estes livros das jornadas minuciosamente. Para que venhamos aprender as lições práticas para a nossa vida, pois são exemplos para nós. Se nós queremos viver a vida cristã na comunhão com Deus, uma vida guardada em Cristo, uma vida escondida em Cristo, precisamos dar atenção a essas jornadas que aqui começam. Alguns pontos importantes da nossa vida cristã hoje, irmãos e irmãs. Vocês precisam entender isso, estamos numa peregrinação espiritual, jornada espiritual, nós não podemos vacilar, não podemos errar, nós precisamos ser atenciosos, cuidadosos quanto a nossa vida cristã e Deus coloca diante de nós a sua Palavra como correção e como disciplina para que nós não venhamos vacilar, para que nós não venhamos errar, para que o Senhor através das jornadas venha nos disciplinar, irmãos e irmãs, sobre o nosso caminhar, como é que estamos vivendo a nossa vida cristã.
Que Deus te abençoe através dessa palavra. Eu prossigo ainda compartilhando sobre isso na esperança de que o Deus de toda graça, no poder do seu Espírito Santo, através da sua Palavra fale poderosamente ao seu coração.

Introdução - Parte 06


As 42 Jornadas no Deserto

Texto: Nm 4: 5,6


Nós temos visto aqui algumas seqüencias algumas prioridades na nossa jornada espiritual. Nós vemos aqui primeiro a arca, porque aqui a arca fala de Cristo, fala dos planos da centralidade de Cristo. Depois para aqueles que acompanham comigo essa seqüência maravilhosa do estudo das peregrinações no deserto, nós podemos ver que este versículo 5, de Números capítulo 4, nos leva para Atos dos Apóstolos capítulo 2, aonde nós podemos ver ali a mesma seqüência.
Se nós lermos Êxodo capítulo 25, quando o Senhor ordena a Moisés que construa o Tabernáculo, nós vemos que ali havia uma ordem de coisas a serem construídas. Então primeiro nós vemos o que? Nós vemos a arca. Então a centralidade de Cristo é algo nós precisamos notar. Então primeiro a arca, depois a mesa, candelabro, o altar do incenso com o incensário, esta é a ordem. Se nós lermos Atos capítulo 2, versículo 42, nós vamos ver que primeiro eles perseveravam na “doutrina dos apóstolos” isso fala da arca, porque lá no capítulo 5, de Atos, versículo 42 diz que a doutrina dos apóstolos era “Cristo”, diz assim: “E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo”. Essa é a essência da doutrina dos apóstolos, a doutrina é a “centralidade de Cristo”. Aqui nós temos a figura da arca. Depois nós temos o que? Temos a comunhão. Temos o partir do pão, temos as orações. Vimos o primeiro item dessa questão – a centralidade de Cristo.
Na primeira carta aos Corintios capítulo 15, vemos como o apóstolo estabeleceu essas prioridades. Então aqui teremos estas prioridades: primeiro vemos que é Cristo; a segunda o Espírito e a terceira o Corpo de Cristo. Quando Paulo escreve aos irmãos aqui no capítulo 15, versículos 1 ao 5, de Corintios, ele diz assim: “ademais, vos declaro irmãos”, isso é uma declaração apostólica do que é o Evangelho em sua primeira essência, “o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais”; “por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão”. “Porque, primeiramente” aqui está a ordem de prioridade, “vos entreguei o que também recebi”, ou seja, o que ele também recebeu desta mesma maneira, “de Cristo” aqui está o primeiro item, é a Pessoa, o Senhor Jesus, o Filho de Deus. Ele diz “que Cristo”, aqui está o primeiro grande aspecto. Aqui está a doutrina apostólica, Cristo. Ai ele diz “que morreu pelos nossos pecados”, ou seja, a morte de Cristo vem em segundo lugar. A morte de Cristo segundo todas as riquezas da Palavra de Deus. A Pessoa de Cristo e agora a Obra de Cristo, veja a seqüência. Continuando, “e que foi sepultado”, veja a seqüência. Então primeiro nós temos Cristo, depois temos a morte de Cristo, depois temos o sepultamento de Cristo, e “que ressuscitou”, olhe uma nova seqüência, “ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras”, “E apareceu a Cefas e, depois, aos doze”. Nós lemos os versículos do 1 ao 5, de 1 Corintios capítulo 15.
Portanto meus irmãos e irmãs, nós podemos ver que Paulo segue dando uma lista de todas as pessoas que foram testemunhas oculares da ressurreição do senhor Jesus. Mas precisamos focar no que Paulo havia estabelecido. Aqui ele estabeleceu um fundamento e ninguém pode lançar outro fundamento sobre o que já está posto, “o qual é o Senhor Jesus Cristo”. Este é o principal, o primeiro, o único fundamento. Quem é Jesus Cristo? O Evangelho trata de Jesus Cristo, de nos apresentar ao Senhor Jesus. Pra mim e pra você depende de quem seja Jesus para nós. Porque só assim nós poderemos chegar a Deus. Se o Senhor Jesus Cristo é apenas um personagem histórico que passou pela terra e ensinou uma ética, mais ou menos, algumas coisas rabínicas, morais, muito pouco você pode desfrutar do que Deus tem para nós. Tudo o que Deus tem para nós, o tem na Pessoa, Obra e Doutrina do Seu Filho Jesus Cristo e o tem em Seu Espírito. Então meus irmãos e irmãs, o senhor Jesus é o tema central, toda a centralidade da doutrina dos apóstolos é Cristo. Os apóstolos no que se relaciona com a pessoa do Senhor Jesus eles eram muito cuidadosos, nós não podemos ser diferentes. Se quisermos perseverar nessa doutrina temos que andar na mesma linha, temos que sair do centro, do foco, e deixar que todo foco no Corpo de Cristo, nas reuniões da Igreja estejam sobre a Pessoa do Senhor. Entre outras coisas João nos diz que não devemos receber em casa determinada pessoas em relação a Pessoa do Senhor Jesus que estão desviando os assuntos. Olhe o que ele diz na sua segunda epístola, capítulo 1, versículo 10: “Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas”. O que lhe diz bem-vindo participa de suas más obras. A igreja tem que conhecer estas pessoas que na verdade não trazem essa doutrina acerca de Cristo, acerca da Pessoa de Cristo.
Veja em Romanos capítulo 1, versículo 1, diz: “Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus”. Aqui Paulo está citando Atos capítulo 13, quando o Espírito disse: “Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado”. Agora ele diz nesta epístola aos Romanos que ele foi separado para que? Para o “Evangelho de Deus que ele havia prometido antes por seus profetas nas Santas Escrituras”. Aqui ele se refere ao Antigo Testamento. O Antigo Testamento é a preparação de Deus para do Evangelho Deus, era a intervenção divina através dos profetas para tipificar, anunciar e fundamentar tudo que é relativo ao Evangelho. Veja que Paulo no versículo 3, nos diz qual é o tema central do Evangelho no que se trata o Evangelho de Deus, diz que ele “havia prometido antes por seus profetas” através das Escrituras do Evangelho acerca do seu Filho, ou seja, o tema central do Evangelho de Deus “é o Filho de Deus”, “é o Senhor Jesus”. Aqui começa tudo, esse é o fundamento, nosso Senhor Jesus Cristo. Agora identifica que é o Filho de Deus. Diz que é Jesus, ele é o Messias.
Em Mateus capítulo 16, versículos 16 aos 18, aqui Simão Pedro fez aquela magna declaração: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Ai o Senhor Jesus afirma:

17 - Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.
18 - Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

Quando o Senhor fala: “Sobre esta pedra”, não diz sobre Pedro. Agora estava apontando para Ele “sobre esta Rocha”, “edificarei a minha Igreja”. Você acaba de confessar o que o Pai te revelou. Esta é a revelação. E essa é a confissão acerca de Jesus, é que Pedro está confessando, está declarando “o Filho de Deus” como o “messias de Deus”, “o Cristo”. “Sobre esta Rocha edificarei a minha Igreja”, ai está o fundamento! Todos nós precisamos saber disto. A Igreja está edificada sobre o Filho de Deus, sobre o “Messias de Deus”, sobre Cristo, sobre “esta Rocha edificarei a minha Igreja”. Ai está o fundamento, sobre o Filho de Deus. Morto por nossos pecados, ressurreto, o Senhor da glória. Sobre ele está edificada a Igreja. Ele tem que nos revelar. Temos que conhecer o Filho de Deus porque ele revela-nos o Pai. Deus se agradou em revelar no seu Filho ele mesmo. Não foram carne nem sangue que revelou para Pedro, foi o Pai. A Igreja tem que estar centrada desfrutando do Senhor Jesus, conhecendo-o. Precisamos irmãos e irmãs, estar perplexos por conhecer a cada dia mais e mais a revelação de deus em Cristo na comunhão da Igreja, na vida da Igreja.
Irmãos e irmãs entendam de uma ver por todas Deus não recebe outro sacrifício de nossa parte, mas somente o que o Senhor Jesus fez em nosso favor. Ninguém pode chegar-se a Deus tendo como base qualquer outra coisa senão o Senhor Jesus Cristo. O melhor sacrifício que podemos apresentar é a nossa fé no senhor Jesus, é o nosso amor, o nosso apreço, o nosso conhecimento por ele. Não um conhecimento intelectual, mas um conhecimento experimental, espiritual. Aqueles que conhecem ao Senhor são os que apreciam o senhor, que agradam que confiam no senhor, este é o único sacrifício que deus realmente recebe. É o apreço que nós temos pelo Seu Filho. Não é nada que nós temos em nós mesmos, não que mereçamos que podemos. Quem é Jesus em nós para nós? O que nós confessamos dele? Qual é o nosso apreço em relação a pessoa bendita do Senhor Jesus? Até que ponto nós o conhecemos? Será que nós temos compreendido isso? Porque é isso que importa para Deus, essa é a prioridade, esse é o fundamento. Isso tem valor para Deus! Precisamos confiar verdadeiramente no Seu Filho, crer Nele de todo o nosso coração.
Irmãos e irmãs, todos os sacrifícios que Deus deu, que no Antigo Testamento para que se apresentasse diante Dele, para que pudesse receber do seu povo, todos esses sacrifícios apontavam para a Pessoa do Senhor Jesus, representava o Senhor Jesus. E quantos sacrifícios eram? Eram de muitas classes. Era necessária uma quantidade de bezerros, cordeiros, touros, pombinhos, milhares tinham de ser sacrificados. Quando havia festas, tinha que sacrificar muitíssimos animais, por que o sacrifício do senhor Jesus é muito grande não pode ser representado com mesquinhez, tinha que ser representado com abundância, porque Ele é abundante! Como Igreja nós nos reunimos em torno da Pessoa do Senhor Jesus, debaixo unicamente do Seu nome para nos alimentar Dele, para apreciá-lo, para receber Dele o testemunho daquilo que ele fez lá na cruz do Calvário. O Evangelho de Deus é acerca do Seu Filho, é disso que trata o Evangelho de Deus. Há algo em deus que tem complacência com a Pessoa do Seu Filho, antes ainda de criar tudo. Ele fez toda a criação para o Seu Filho, e a fez Nele, e o seu anuncio é acerca Dele para que conheçamos o Seu Filho, a Pessoa do Senhor Jesus a quem Ele tem enviado, e Ele é a nossa vida eterna doada do Pai para nós. O evangelho acerca do Senhor Jesus era a linguagem dos profetas, era a linguagem que Davi cantou. Ai começa o Antigo Testamento a ter sentido para nós.
No Antigo Testamento foi revelado para nós que o Messias viria para nos resgatar, olhe Isaias capítulo 53, ai nós veremos esta grande verdade. Devemos ler o capítulo 7 e 9, de Isaias. Veremos a revelação gloriosa acerca Dele e da Pessoa do Senhor Jesus. Todas essas coisas apontam para Ele. Se olharmos para o Antigo Testamento, a partir do capítulo 25, do livro de Êxodo veremos lá no Tabernáculo a grandessíssima revelação acerca da Pessoas do Senhor Jesus em cada detalhe, em cada uma daquelas mobilhas, naquelas pequenas peças, por mais pequenas que sejam elas revelam coisas grandes acerca da Pessoa do Senhor Jesus. É isso que o Pai deseja que nós pensemos que nós entendamos. É isso que nós temos que ver que temos que enxergar, senão perderemos por completo a visão da Pessoa do Senhor Jesus.
Que Deus possa nos levar para dentro disso. Para a revelação dessa verdade no Seu Espírito, que isso venha tocar profundamente o nosso coração. Que possamos guardar essa Palavra no nosso coração, para que possamos a cada dia ser edificado e edificar, como membros do Corpo de Cristo Jesus.

Introdução - Parte 05


As 42 Jornadas no Deserto
Introdução - Parte 05
Texto: Nm 33: 1-49

Vamos dar continuidade a este estudo da peregrinação do povo de Israel pelo deserto, nestas 42 estações por onde eles passaram. Vamos estudar ainda alguns detalhes, embora não entramos em nenhuma das estações, mas é importante que nós tenhamos toda esta visão do pano de fundo que compõem estes episódios que se sucederão quando nós começarmos a estudar uma por uma destas estações.
Quando estudamos o livro de Êxodo, vemos que o povo judeu estava acostumado a fazer cada um o que bem lhe parecia, alem disso depois de serem escravos no Egito, nós vemos que eles saíram e da maneira como que desordenadamente, nós vemos que Deus começou colocar as coisas em ordem. Assim como no princípio lá no livro de Gênesis no capítulo 1, encontramos uma situação de caos, de desordem e a Bíblia diz que o “Espírito Santo começou a se mover sobre a face da águas”. Começou a colocar as coisas em ordem. Ele começou a trazer luz, depois ouve a separação entre o dia e a noite, separação com aquilo que era de cima com aquilo que estava embaixo e logo começou a brotar a vida. Ali Deus começou a edificar o homem como um lugar aonde ele pudesse ter comunhão. Ele criou o homem conforme a sua imagem e semelhança. Esse foi o trabalho do Espírito Santo de Deus.
Meus irmãos e irmãs, quando Israel saiu do Egito, nós vemos aqui uma situação de caos, mas o senhor começou a mover-se sobre eles, a trazer ordem sobre eles. O Senhor começou a levantar um santuário. Nós vemos naquela obra do santuário algumas determinadas disposições divinas, nós vemos que era desejo de Deus habitar no meio deles e logo que eles saíram, nós começamos a ver o trabalhar de Deus. Aqui nós podemos ver esta questão de ordem especificamente no livro de Levítico. O Livro de Levítico se tornou necessário porque o povo começou a viver em função da casa de Deus. Ali nós vemos os arranjos conforme a santidade de Deus, nós vemos as ofertas estabelecidas por Deus e nessas ofertas nós encontramos os diferentes aspectos da Cruz de Cristo. O sacerdócio do Senhor Jesus. Disso é o que nós aprendemos no livro de Levítico.
Quando esta etapa se cumpriu nós chegamos ao livro de Números. Se compararmos a situação do livro de Êxodo, quando estava recém saído e como que o Senhor estava colocando seu povo em ordem, através de suas diferentes jornadas. Nós podemos ver que através de cada nova jornada havia uma revelação do senhor. Ai o Senhor vai trazendo luz, colocando todas as coisas no seu devido lugar. Então aqui, no livro de Números, começa-se colocar em ordem o povo. Primeiro nós vemos que eles pareciam que queriam ir com seus próprios caminhos, mas agora, o Senhor levanta o Tabernáculo. E esse Tabernáculo iria mudar a direção do povo, porque eles tinham que andar de acordo com o mover da nuvem sobre o Tabernáculo, Deus estava mostrando para eles como é que eles deveriam agir. Eles estavam sendo disciplinados por Deus. O Senhor estava ensinando para eles quando é que eles deveriam levantar e quando eles deveriam ficar parados. No princípio tudo era um caos, cada um saia por onde queria. Veja o livro de Juízes no capítulo 21, versículo25, diz: “Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto”. Não havia rei em Israel e Cada um fazia o que lhe bem parecia.
Agora em Deuteronômio capítulo 12, versículos 4 e 5, o Senhor diz para o povo:
4 - Assim não fareis para com o Senhor vosso Deus;
5 - Mas o lugar que o Senhor vosso Deus escolher de todas as vossas tribos, para ali pôr o seu nome, buscareis para sua habitação, e ali vireis.
Essa é a determinação que nós encontramos aqui em Deuteronômio, ou seja, em Cristo, no Espírito e no Corpo de Cristo. Porque isso é o que representa o Santuário de Deus onde o Senhor põe o Seu nome. Isto representa primeiramente a Cristo, representa também o nosso Espírito no lugar santíssimo, representa também a Igreja que é o Corpo de Cristo. Um só Santuário e ali lhe servireis. Não fareis como haveis feito até agora cada um como lhe bem pareça, mas o Senhor vai se movendo em meio ao Seu povo e já ensinando ao seu povo a ordem da marcha. Então por isso diz lá em Números capítulo 9, versículo 23, diz assim: “Segundo o mandado do SENHOR, se acampavam e, segundo o mandado do SENHOR, se punham em marcha; cumpriam o seu dever para com o SENHOR, segundo a ordem do SENHOR por intermédio de Moisés”. Estão vendo aqui, é um princípio. É assim que deve ser a nossa vida cristã hoje.
Irmãos e irmãs, o que temos visto à parte da Palavra de Deus na experiência cristã nos nossos dias é que cada um faz conforme acha. Cada um faz conforme uma nova revelação que diz ter, cada um faz conforme a mais lucrativa, conforme pode atrair mais o povo para poder suplantar o povo através de dízimos e ofertas. Dízimos e ofertas são princípios espirituais. Mas nós não podemos usar disso para poder sufocar o povo de Deus. Quantas coisas mesmo que seja com nomes bíblicos, nós temos inserido na vida da Igreja para poder conduzir o povo de Deus. Nós temos que ser conduzidos pelo Espírito Santo através dos ministérios constituídos e estes ministérios devem estar de acordo com a Palavra de Deus. Eles não precisam apenas ter títulos ministeriais (porque tem muita gente com título ministerial sem expressão ministerial). Mas que o Espírito Santo por meio dos quais ele chamou e por meio dos quais ele mesmo está agindo, venha trazer direção para o povo de Deus. Porque não temos o direito, mesmo debaixo do nome de Cristo Jesus fazer o que queremos, não podemos viver esta “acheologia”, nós temos que viver o Evangelho de Cristo Jesus.
Veja que em Números capítulo 4, versículo 5, temos uma explicação clara, a frase na qual nós iremos nos deter é assim: “Quando partir o arraial”, porque irmãos e irmãs, o Senhor sabia da jornada do Seu povo, sabia das várias mudanças do arraial todas dirigidas por ele, mas cada uma era uma nova etapa. E o arraial tinha que mudar quando era hora, quando o Senhor dava o sinal e a nuvem se levantava e começavam a se mover em algum lugar, em algum sentido. Então o Senhor, somente ele sabe quando nós estamos necessitando de experiência, quando é que nós precisamos passar por alguma nova experiência, por alguma nova etapa. É assim que a nossa vida cristã é vivida. Talvez não entendamos, mas a vida cristã é vivida de etapas em etapas, de circunstâncias e circunstâncias. É com a “luz da aurora”, lá de provérbios 4:18, que “vai brilhando, brilhando até ser dia perfeito”. Então tinham que levantar e seguir a nuvem. Esta era uma ordem estabelecida por Deus e esta ordem é a que está justamente aqui no capítulo 4, e o versículo 5, do livro de Números. Porque Números é o livro que trata da “ordem da disciplina das coisas de Deus”, por isso é que se chama Números. Porque é para por em ordem: primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto e assim por diante. Este é o princípio espiritual. o que estiver em quinto não deve vir primeiro, o primeiro não deve vir em décimo, o primeiro e o sétimo não deve vir em quarto. O primeiro é o primeiro, o segundo é o segundo, o terceiro é o terceiro, o quarto é o quarto e assim sucessivamente. Há uma ordem na qual o Senhor está se movendo sobre o Seu povo. Seu povo está um povo desordenado para ser colocado em ordem e disciplina, então primeiro o Senhor começa a tratar. Aqui nós temos um translado do arraial. É como diz no versículo 5 e 6, de Números 4:

5 - Quando partir o arraial, Arão e seus filhos virão, e tirarão o véu de cobrir, e, com ele, cobrirão a arca do Testemunho;
6 - e, por cima, lhe porão uma coberta de peles finas, e sobre ela estenderão um pano, todo azul, e lhe meterão os varais.

Veja que o primeiro que tem que ser visto aqui é véu, isto é estupendo, é impressionante. Tudo começa pelo lugar Santíssimo. Tirar o véu para colocar ali os panos, a arca coberta com os panos azuis e seguir avançando. É uma ordem estabelecida por Deus. O primeiro que se trata aqui é em relação com Cristo, inclusive antes das mesas dos pães, antes do candelabro, antes do incensário, é o assunto da arca, do lugar Santíssimo. Começa pelo lugar Santíssimo. Isso aponta para a nossa vida cristã elevada nessa jornada. Nossa vida cristã é vivida nas alturas no propósito de Deus. Preste atenção no que diz o texto; “Arão e seus filhos virão”, ou seja, o Sacerdócio. Aqui nós temos o Ministério. Todo o povo do Senhor nós sabemos são sacerdotes, mas aqui está representando a autoridade delega do Sacerdócio de Cristo e diz “tirarão o véu de cobrir, e, com ele, cobrirão a arca do Testemunho”. Primeiro é a arca, porque a parte que corresponde com a nuvem é primeiramente a arca e todo o Tabernáculo, mas primeiramente a arca, é toda mobilha do Tabernáculo, mas primeiramente a arca.
Quando vemos em Êxodo capítulo 25, quando o Senhor lhe diz: “E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles”. O primeiro que se descreve, a primeira mobilha é a arca, depois vêm a mesa, o candelabro, e assim nós vemos todos os materiais das mobilhas.
Veja que em Atos dos Apóstolos no capítulo 2, diz que: a igreja perseverava primeiro - na doutrina dos apóstolos. O que era a doutrina dos apóstolos? Era cerca de Jesus Cristo. Depois na comunhão uns com os outros, no partir do pão, que se relacionava com os pães da proposição, o candelabro. Depois as orações, ou seja, o altar do incenso, o incensário. Essa é a ordem que nós vemos lá em Êxodo capítulo 25. Veja o quanto isso é claro e deve ser prático na nossa vida. Essa ordem aparece aqui, são quatro coisas: a arca, a mesa, o candelabro e o altar do incenso. São as primeiras coisas que são transladadas, e estas quatro coisas correspondem-se com aquelas quatros coisas que vemos aqui no livro de Atos dos Apóstolos capítulo 2, versículo 42. Aqui está o caminho da igreja. É assim que nós devemos entender, olhe o que diz: “perseveram na doutrina dos apóstolos”.
Em Atos capítulo 5, versículo 42, nós vamos entender o que significa aqui a “doutrina dos apóstolos”, olhe o que diz este texto: “E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo”. Esta é a doutrina dos apóstolos, vemos aqui claramente. Vemos que este é o fundamento, está relacionado com a pessoa do Senhor Jesus. Porque nenhuma coisa tem algum sentido se estiver separado de Cristo Jesus. Em Cristo as coisas tem sentido, tem valor, tem realização, tem redenção, porque esse é o centro da doutrina apostólica do Senhor Jesus. Então a primeira coisa que nós vemos aqui, nessa ordem de coisas é a “centralidade de Cristo”. Claro que quando nós lemos as cartas dos apóstolos, vemos que estas cartas falam de muitas coisas, mas em todas elas está sendo revelado Deus por Cristo Jesus, ou seja, Cristo é o tema central dos apóstolos, o Senhor Jesus sendo ensinado e pregado. A palavra grega “didaquê” que significa ensinamento didático e a palavra “kerigma” que significa proclamação. É o ensinamento didático corrente, ordenado a tudo que se relaciona a pessoa de Jesus Cristo. Sua Pessoa, Sua Obra e Sua Doutrina, o que é essencial. A igreja não pode ter como centro, a igreja não pode estar girando através de nenhuma outra coisa, a igreja tem que ter esta centralidade, não pode ser descuidada em nada que se relacione a Cristo. Ela tem que focar diretamente a Cristo. O tesouro da igreja é o Senhor Jesus. O que a igreja tem que entender é o Senhor Jesus cristo. O que a igreja deve conhecer é Jesus Cristo. O que a igreja deve viver é Jesus Cristo. O que a igreja tem que testificar é Jesus Cristo. A igreja tem que glorificar a Jesus Cristo, ou seja, a igreja tem que estar centrada em Jesus Cristo. Às vezes nós centralizamos o nosso viver como igreja em muitas outras coisas. Às vezes organizamos alguma coisa em função de algo particular onde o centro não é o Senhor Jesus. Mas aqui diz a Palavra do Senhor que os apóstolos “todos os dias no templo e nas casas”, não cessavam de fazer duas coisas: “ensinar”, aqui está o aspecto didático de forma ordenada, seqüenciada, que é o que está debaixo da palavra “didaque”, de forma didática que se traduz ensinamento. E também a palavra “kerigma” que quer dizer “proclamação”, ou seja, aquele tema cultural de aplicações do Senhor Jesus a qualquer conjuntura, a qualquer necessidade. A igreja em qualquer momento deve pregar a Jesus Cristo e apresentar a Jesus Cristo como qualquer coisa que se apresente no caminho. Não somente se prega como também, ensina. Não somente se ensina, mas também, se prega. Não podemos ficar só com o ensinamento porque constantemente temos necessidades práticas e esquecemos-nos do depósito que nos foi dado como encargo da igreja. Como conselho de Deus centrado no ministério de Cristo para estar constantemente recebendo integralmente e transmitindo constantemente. Por isso é necessário que Jesus Cristo seja ensinado e seja pregado, esse é o centro da doutrina dos apóstolos, por isso é que quando ali diz que a igreja, o povo do Senhor, em seu perseverar, em seu caminhar, estava centrado nestas quatro coisas. A primeira delas era a “doutrina dos apóstolos”, ou seja, eles eram “Cristocêntricos”, porque os apóstolos ensinavam e pregavam a Jesus Cristo.
Meus irmãos e irmãs, que Deus no seu amor infinito e graça, fale ao nosso coração, possa levar-nos a compreender a prioridade das coisas de Deus, nesta jornada espiritual que nós estamos sendo conduzidos pelo Espírito Santo. Que nós venhamos entender, que nessa jornada, há princípios que não podem ser desprezados, há um viver que nós não podemos desprezá-lo. Nós precisamos ser ajudados pelo Espírito de Deus através da sua Palavra para que nós entendamos a nossa própria situação, o nosso próprio viver. Podemos até julgar que estamos muito bem alegremente vivendo a vida cristã, mas sem a essência cristã, sem a realidade cristã. Isso pode com certeza nas nossas vidas atrasar o propósito de Deus. Muitas vezes podemos estar perdidos nas nossas próprias concepções e doutrinas humanas, enquanto a verdade de Cristo é outra coisa completamente diferente.
Que o Senhor nos ajude que nos guarde, que nos leve para a centralidade da sua Palavra, porque ali nós encontraremos Cristo, a “centralidade de Deus”. Que venhamos ser ricamente abençoados por esta Palavra.

Introdução - Parte 04



As 42 Jornadas no Deserto

Texto: Nm 33: 1-49

O Livro de Números é o quarto livro da Bíblia. Seu título provém da Vulgata que é uma tradução latina da Bíblia feita por Jerônimo que viveu entre os anos 340 a 420 d.C..  A Vulgata foi declarada a versão oficial do Catolicismo no Concílio de Trento. O título Vulgata em latim é Numere que por sua vez é uma tradução do título da Septuaginta Aritmoi. O Livro é assim designado porque nele há referência de dois recenseamentos do povo judeu.  O primeiro nos capítulos de um a três, e o segundo no capítulo vinte e seis.
Se você deseja compreender toda essa jornada de 40 anos pelo deserto, onde o povo de Israel peregrinou, é necessário que leia todo o capítulo 33 do Livro de Números. À primeira vista parece um pouco estranho para os que não estão acostumados a estudar a Bíblia de um modo sistemático, mas quero que prestem atenção em cada detalhe, pois tudo nesse capítulo foi inspirado pelo Espírito Santo de Deus. E cada assunto foi escrito para nos admoestar; para que nós tenhamos uma compreensão da jornada espiritual do povo de Israel e também da nossa jornada hoje, nesse mundo, até a consumação do plano de Deus em nós.
Todas essas jornadas significam diversas experiências que são indicadas pelos nomes dos respectivos acontecimentos. No total, foram 42 estações. Partiram, acamparam, partiram e acamparam. E assim sucessivamente, até completarem a última jornada, até entraram na terra de Canaã.
Vejamos o que o versículo 1 de Números 33 diz: “São estas as caminhadas dos filhos de Israel...” A palavra hebraica para caminhada é Maca que significa Jornadas. Outro detalhe que devemos notar nesse texto é que esta palavra está no plural (jornadas). Na Revista Corrigida, lemos: Jornadas. Deus usa o plural porque ao andar uma jornada estamos em processo, isto é, caminhamos de processo em processo. Chegamos a um determinado ponto, em outra situação, então avançamos mais um pouco, mas ainda não é o final.
Irmãos e irmãs! É assim, a vida cristã! É dessa maneira que estamos caminhando! É dessa maneira que Deus está nos conduzindo! Isso nos diz que cada jornada é uma saída de algo e uma entrada em uma nova etapa. Algo velho tem que ser deixado para trás e algo novo deve acontecer, deve vir. Ramissés era uma das cidades onde o povo de Israel estava escravizado, fazendo e carregando tijolos, oprimido por Faraó. E assim começaram as jornadas.
Desde a escravidão, aquelas pessoas passaram a prosseguir por etapas em direção à terra prometida, à bênção de Deus. Vejamos que durante essas 42 jornadas, sempre estavam mudando de acampamento. Qual o significado das mudanças de acampamento? Ora, se estudarmos essas 42 jornadas, veremos que aquele povo estava sempre levantando acampamento e mudando para outra estação, para outro lugar.
O objetivo de Deus é sempre nos levar à maturidade, que é um ponto especial no processo da nossa edificação. Na vida espiritual existe uma sucessão de experiências, uma mudança de circunstâncias, as quais se manifestam como jornadas, e estas são segundo as maturidades. À medida que amadurecemos, Deus nos leva a outra experiência. Quando já se tem aprendido algo, é necessário avançar, prosseguir. Por isso se fala no Pentateuco em mudar o acampamento de tempos em tempos. Quando o nosso Bendito Pai Celeste julga que uma lição já foi aprendida - se Ele ver que é a época para começar e aprender outra lição - com certeza Ele vai nos levar a uma nova experiência. Essas são as mudanças de acampamento em nossas vidas. Precisamos entender isto!
Há um texto que já foi citado, de Provérbios 4.18, onde diz que “... a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”. Avança-se um pouco, prossegue-se um pouco mais na vida cristã. Não podemos permanecer sempre na mesma dimensão. Oséias no capítulo 7, versículo 8 nos diz que “Efraim se mistura com os povos e é um pão que não foi virado”. Ou seja, de um lado ele está bem cozido, mas do outro ele está cru. Às vezes passamos anos na mesma experiência. Esse lado do pão já está cozido, mas há outro que ainda não está. Existem áreas em nossa vida que ainda não progrediram. Por isso precisamos perceber a necessidade de se virar o pão para que seja completamente assado; esteja completamente pronto, preparado, para que possa dar o verdadeiro sabor. É por isso que chega o ponto em que Deus decide virar o bolo, mudar a nossa vida para novas circunstâncias, ensinar-nos novas lições.
Jeremias, no capítulo 48, versículo 11, nos diz:“Despreocupado esteve Moabe desde a sua mocidade e tem repousado nas fezes do seu vinho; não foi mudado de vasilha para vasilha, nem foi para o cativeiro; por isso, conservou o seu sabor, e o seu aroma não se alterou.” Que texto incrível!
Irmãos e irmãs, olhem o quanto é significativo, esse texto!  Pessoas estão há muito tempo nas congregações, nos locais de reuniões da Igreja e continuam sendo crianças em Cristo. Não tem amadurecido! Por isso, Deus diz a Moabe que lhe enviará esvaziadores que romperão os seus odres e os esvaziarão. Somente assim poderá amadurecer! Somente assim eles poderão experimentar o verdadeiro mover de Deus. Somente assim, na verdade, Deus poderá se agradar de nós!
Os odres velhos não servem para o vinho novo. As velhas estruturas eclesiásticas, que têm amordaçado o Espírito Santo, não servem para agradar a Deus! Por isso o Senhor precisa romper os odres velhos para poder dar vinho novo ao seu povo e levá-los a experiências mais profundas. Talvez esta seja a hora para muitos de nós, cujos odres precisam romper. Precisamos mudar de acampamento. Sair das estações velhas e começar uma nova jornada, como um bolo virado, para não ficarmos crus nas muitas coisas que Deus ainda deseja alcançar em nós. Nosso Deus é o Deus das Jornadas! Ele faz assim com o Seu povo para levá-lo ao amadurecimento, para que ele possa verdadeiramente ter sabor, para que se exale o verdadeiro perfume de Cristo. Esse é o desejo de Deus para nós. Este é o desejo de Deus para a minha vida, para a sua vida.
Em Números, capítulo 4, versículo de 1-5, diz assim: “Disse o SENHOR a Moisés e a Arão: Levanta o censo dos filhos de Coate, do meio dos filhos de Levi, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais; da idade de trinta anos para cima até aos cinqüenta será todo aquele que entrar neste serviço, para exercer algum encargo na tenda da congregação. É este o serviço dos filhos de Coate na tenda da congregação, nas coisas santíssimas. Quando partir o arraial, Arão e seus filhos virão, e tirarão o véu de cobrir, e, com ele, cobrirão a arca do Testemunho;”
Irmãs e irmãs, prestem atenção! Aqui nesses textos parece haver uma ordem de prioridade na marcha, quando eles mudavam de acampamento. Vejam: “Quando partir o arraial, Arão e seus filhos virão, e tirarão o véu de cobrir, e, com ele, cobrirão a arca do Testemunho;”

Sabemos que nessas peregrinações o acampamento sempre estava de mudança, sempre eles estavam avançando. À medida que a nuvem guiava o acampamento, o Senhor começava a mover-Se em uma determinada direção. A palavra de Deus diz que quando a nuvem se levantava, o povo se levantava também.
Números, capítulo 9, versículo 15, diz: “No dia em que foi erigido o tabernáculo...”. Esta é uma expressão da Casa de Deus, o lugar da Habitação da Glória de Deus. O Corpo de Cristo. Esta é uma figura da Igreja. “... a nuvem o cobriu, a saber, a tenda do Testemunho; e, à tarde, estava sobre o tabernáculo uma aparência de fogo até à manhã.” Aqui podemos contemplar o dia de Pentecostes. Aquela coluna de fogo se repartiu em línguas de fogo sobre o verdadeiro Tabernáculo que é a Igreja.
Números, capítulo 9, versículos 16 e 17, diz: “Assim era de contínuo: a nuvem o cobria, e, de noite, havia aparência de fogo. Quando a nuvem se erguia de sobre a tenda, os filhos de Israel se punham em marcha; e, no lugar onde a nuvem parava, aí os filhos de Israel se acampavam.”
Irmãos e irmãs! Deviam parar porque a nuvem guiava o povo por várias estações. Ficava um tempo em um lugar, enquanto estavam aprendendo uma determinada lição naquele lugar. E quando o Senhor julgava que era hora de dar um passo a diante, então, a nuvem os guiava a outra estação, a outro lugar. Então, por isso diz:

“Quando a nuvem se erguia de sobre a tenda, os filhos de Israel se punham em marcha; e, no lugar onde a nuvem parava aí os filhos de Israel se acampavam. Segundo o mandado do SENHOR, os filhos de Israel partiam e, segundo o mandado do SENHOR, se acampavam; por todo o tempo em que a nuvem pairava sobre o Tabernáculo, permaneciam acampados. Quando a nuvem se detinha muitos dias sobre o Tabernáculo, então, os filhos de Israel cumpriam a ordem do SENHOR e não partiam. Às vezes, a nuvem ficava poucos dias sobre o Tabernáculo; então, segundo o mandado do SENHOR, permaneciam e, segundo a ordem do SENHOR, partiam. Às vezes, a nuvem ficava desde a tarde até à manhã; quando, pela manhã, a nuvem se erguia, punham-se em marcha; quer de dia, quer de noite, erguendo-se a nuvem, partiam. Se a nuvem se detinha sobre o Tabernáculo por dois dias, ou um mês, ou por mais tempo, enquanto pairava sobre ele, os filhos de Israel permaneciam acampados e não se punham em marcha; mas, erguendo-se ela, partiam.” Nm 9.17-22
Esse é o caminhar do povo de Deus. Às vezes a nuvem se detinha por um período de tempo em uma estação, até que Deus julgava que o Seu povo já havia aprendido a lição. Quando o Senhor julgava que eles estavam amadurecidos, prontos, eles podiam partir, porque somente em Seu poder estão os tempos e a nossa maturidade. Quando Deus julga que é tempo de virar o bolo é porque já está assado de um lado e Ele tem que assar o outro, então a nuvem se levanta, se detém em outro lugar que Ele conhece. Nesse lugar começa um novo processo, porque o que estava cru em uma parte agora começa a assar. Às vezes tinham que partir de dia, às vezes de noite, às vezes no dia seguinte, às vezes era depois de um tempo, dois dias, um mês, um ano. Enquanto a nuvem se detinha no Tabernáculo sobre os filhos de Israel, eles continuavam acampados. Tinham que deixar o Senhor estar sobre essa situação, assim como a galinha fica sobre os seus pintinhos, e não se levanta antes do tempo, porque do contrário morrem os seus pintinhos que estão dentro dos seus ovinhos. E quem sabe quanto tempo tem que ficar ali sentada é a galinha. Quando chega a hora, os pintinhos começam a bicar e abrir os ovinhos e aí nascem os pintinhos. Só então a galinha se levanta e começa a andar com os seus pintinhos atrás dela. Assim, só o Senhor sabe quanto tempo deve estar sobre nós. Ele fez essa comparação.
Ele disse em Mateus 23.37: “... Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes...”
Oh, meus irmãos e irmãs! Quantas lições preciosas! Muitas vezes você encontra-se parado em uma estação onde o Senhor já partiu já se foi, e você ficou lá atrás. Quantas vezes o Senhor tem te levado a situações a fim de que você aprenda a lição e você não aprende! Será que nós não estamos perdidos com relação ao propósito de Deus? Será que nós não temos ficado muito para trás, dentro da direção de Deus na nossa vida? Será que nós não estamos vivendo uma vida cristã equivocada? Será que nós não estamos vivendo uma vida cristã sem direção? É por isso que muitos cristãos estão envolvidos com tanto ativismo, tantas coisas, que só tem servido como oportunidade para o diabo continuar a enganar-lhes numa roda de coisas e obsessões, de religiosidade. Nós precisamos entender a voz de Deus; precisamos compreender a maneira como Deus nos guia; precisamos compreender a maneira como o mover de Deus está sobre nossas vidas.
A minha oração é que Deus abra os seus olhos por meio da Sua Palavra. Que essa Palavra seja como um colírio para os seus olhos, trazendo a você discernimento espiritual, em relação a sua vida, em relação ao mover de Deus, em relação à vontade de Deus, ao plano de Deus.
Que Deus te abençoe.

Introdução - Parte 03


As 42 Jornadas no Deserto
Texto: Nm 33: 1-49

Filipensses capítulo 1, versículo 6, diz: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus”.
Graças ao Senhor por isso, porque Ele tem uma Palavra rica que se renova em nós a cada dia e a cada oportunidade em que podemos ouvi-Lo. Nós estamos estudados sobre alguns aspectos da vida cristã baseados na peregrinação do povo de Israel pelo deserto. Uma das coisas que temos aprendido até aqui é que a vida cristã é vivida em estágios, é de estágio em estágio. Nós saímos de uma experiência e vamos para outra experiência.
2 Coríntios capítulo 3, versículo 18 diz assim: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”. Já vimos a primeira parte desta frase neste versículo “de glória”. Primeiro nós vimos a preposição “de”, “apo” na língua grega, que mostra a Salvação na esfera da eternidade. Agora nós estamos estudando a outra parte desta frase “em glória”, aqui a preposição é “eis”, até – a preposição aqui fala da conclusão. Enquanto que a preposição apo fala do ponto de partida, onde algo iniciou. Esta outra preposição fala da conclusão, fala durante o tempo em que Deus está trabalhando em nós. A vida cristã é assim! Eu e você temos que ter certeza que a vida cristã é assim.
Nesse texto de Filipensses capítulo 1, versículo 6, quero que você note algumas coisas preciosas. Veja que Paulo disse assim: “Estou plenamente certo “de que” “aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus”. Observe esses dois “quês”.

Primeiro – ele diz: “certo de que”. Vejam que o primeiro “que” é um pronome; no grego é “touto”. Agora ele diz: “que começou”, então ele diz “estou plenamente certo de que”, aqui nós temos o primeiro “que”.

Segundo – ele diz: “aquele que”. Esse “que” é uma conjunção; no grego é “hoti” que quer dizer “desde que”. Agora quero que prossiga no que Paulo diz: “começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus”. A palavra “completá-la” no grego é “epiteleo” que significa “concluir”. Isso indica que desde que Cristo começou trabalhar Sua Vida em nós, Ele não vai parar no meio do caminho, Ele vai concluir.

Hebreus, capítulo 2, versículo 10, diz: “Porque convinha (isto é, era necessário, já havia sido planejado, por que Deus quis) que aquele, por cuja causa (Cristo) e por quem todas as coisas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles”. Deus está fazendo isto por meio de Cristo, através do Seu Espírito.
Há outro texto que eu quero que você atente. Está em Efésios, capítulo 1, versículo 11: “nele, (isto é, em Cristo) digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz (olhe esta frase) todas as coisas conforme o conselho da sua vontade”. Esta expressão “faz” nos diz que Deus não é somente responsável pela iniciação do propósito, mas igualmente responsável pela execução.
              Em Filipensses capítulo 2, versículos 12 e 13, Paulo diz: “Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.” Note aqui o vocábulo “querer” no grego é “velo” que significa “ter em mente, estar determinado, propor-se”. Deus propôs! Paulo está dizendo que aquilo que Deus propôs em si mesmo ele vai realizar.
               Nós temos que entender que nesta Jornada Espiritual Deus está trabalhando em nós. Que as nossas experiências cristãs, o que nós temos hoje e o que teremos amanhã, esses estágios que nós passamos na vida cristã é o trabalhar de Deus, é um operar de Deus. Nós temos que ter certeza que Deus está trabalhando em nós tendo em vista a consumação do Seu plano nas nossas vidas. A consumação do plano de Deus visa a mim e a você. Irmãos e irmãs, nós temos que crer nisso! Veja o que Paulo diz: “naquele que faz”; faz todas as coisas conforme determinou fazê-las no conselho da Sua vontade.
Quando estudamos o Novo Testamento, temos uma visão desta trajetória, desse trabalhar de Deus, da cruz até a Nova Jerusalém. Aqui somos conduzidos ao livro de Apocalipse. Quando estudamos o livro de Apocalipse, vemos que este é um livro de profecia. Encontramos as profecias de Deus para o Seu povo. Esse tem que ser um livro amado pela igreja e não desprezado.

 Veja que Apocalipse capitulo 1, versículo 3, diz assim: “Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo”.

Em Apocalipse capitulo 22, versículo 7, diz: “Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro”.

 Irmãos e irmãs, este livro de Apocalipse é tão rico. Somos exortados a ouvir, a ler, a guardar as palavras do Senhor no livro de Apocalipse. Uma coisa que todos os que estudam este livro com muita dedicação a de descobrir: que os verbos, os predicados, na sua grande maioria, estão no tempo passado. Isto indica que todos os acontecimentos já ocorreram. Estudando o livro de Apocalipse descobriremos que ele está revelando aquilo que já aconteceu na mente de Deus; isto é, dentro de Deus tudo já está consumado. De acordo com o propósito de Deus, na sua eternidade, tudo está terminado, tudo está acabado, está consumado, mesmo que aos nossos olhos todas estas coisas estejam acontecendo, aos olhos de Deus tudo já ocorreu.

Vamos olhar duas coisas, apenas duas coisas que já ocorreram no livro de Apocalipse:

Primeiro – Satanás, o inimigo de Deus, segundo o livro de Apocalipse, ele foi julgado, foi condenado. Olhe o capítulo 20, versículo 10, onde diz assim: “O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos”. Veja isso, que coisa mais impressionante! Segundo o livro de Apocalipse, Satanás já está condenado, já foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre. É isso que nós vemos. Agora hoje, nós olhamos e vemos que ele tem um governo, tem um reino neste mundo, um reino de principados e potestades. Mas nós podemos levantar a Palavra de Deus e proclamar que segundo o seu propósito, “o propósito eterno de Deus, segundo a profecia de Apocalipse, Satanás já está julgado, condenado e lançado para dentro do lago de fogo e enxofre.
 Segundo - Podemos ver que há algo muito impressionante quanto a nós no livro de Apocalipse, que segundo a profecia deste livro já está consumada - é que o testemunho de Jesus é a sua Igreja. Nos capítulos 21 e 22 podemos ver a Nova Jerusalém. João viu que esta cidade é a composição máxima dos filhos de Deus. A Nova Jerusalém é o testemunho do Senhor Jesus. Nesta cidade está o cumprimento do eterno propósito de Deus em Seu Filho, para a Sua eterna Glória. Nós precisamos nos dar conta disso!
Se nós estudarmos o capítulo 21 de Apocalipse, veremos claramente que a Nova Jerusalém descerá como Noiva para Cristo. Indicando que a Nova Jerusalém não é uma cidade no aspecto físico, ela nos fala de uma ordem corporativa. Há duas coisas que nós temos que ver aqui: quando lemos este capítulo, vemos que para Cristo, a Nova Jerusalém será a Noiva para a Sua satisfação, mas para Deus, será o Tabernáculo para Sua habitação, onde Deus o nosso bendito Pai Celeste expressará a si mesmo. Então o que é a Nova Jerusalém? É a consumação, é a completação máxima da Obra da edificação de Deus no decorrer dos séculos. É a composição de todos os santos redimidos em Cristo Jesus.
Estudando Apocalipse capítulo 21, veremos as medidas da Nova Jerusalém, e perceberemos algo muito especial. E é interessante, amados irmãos e irmãs, vermos que existem dois temas fundamentais para a compreensão do propósito eterno de Deus. O primeiro tema que vemos é a criação de Deus. E o segundo é a edificação de Deus. Uma coisa muito importante que temos que entender é que na criação os materiais usados para a edificação de Deus foram produzidos. Quando lemos os capítulos 1 e 2, de Gênesis, veremos a criação de Deus. E do capítulo 3, de Gênesis até o capítulo 22 de Apocalipse, nós temos a edificação de Deus. Em Gênesis 2, temos o jardim, mas em Apocalipse 21, temos uma cidade. O jardim foi algo que Deus criou naturalmente, mas a cidade, a Nova Jerusalém, foi edificada. Veja que no Novo Testamento há uma progressão espiritual. E esta progressão espiritual está de acordo com o propósito eterno de Deus. Primeiro temos o Corpo de Cristo, depois a Noiva de Cristo e por fim a Esposa do Cordeiro, a Nova Jerusalém. É isso que nós vemos! É isso que Deus está falando! Aqui nós temos a Esposa, e a Esposa é para satisfação de Deus em amor.
Portanto amados irmãos e irmãs, nós temos que ver tudo isso a luz do grande Supremo propósito de Deus. Que nesta jornada espiritual Deus está nos edificando para isso. Deus está se revelando em nós tendo em vista isso. Deus está trabalhando em cada um de nós porque Ele tem este alvo, este foco; e aquilo que Ele determinou fazer, Ele cumprirá. Não há nada e ninguém que poderá impedir Deus de alcançar Seu propósito em nós. Não há nada que poderá impedir Seu trabalhar. Então escute! A nossa vida cristã é vivida de estágios em estágios.
Que Deus possa nos mostrar isso e abençoar o nosso coração, a nossa vida através da Sua Santa Palavra.