terça-feira, 17 de janeiro de 2017

CAPÍTULO 7: A IGREJA EM TESSALÔNICA (PARTE 1)



INTRODUÇÃO

(Leitura: Atos 17:1-10)


Temos meditado na vida das primeiras igrejas, especialmente daquelas descritas no livro de Atos, para ver como os irmãos nelas vivam juntos, que testemunho trouxeram para o mundo, em que áreas pessoais foram abençoados e em que aspectos foram advertidos. A razão para isso é aprendermos com elas as lições que o Espírito Santo quer nos ensinar hoje. Assim, continuaremos nosso estudo baseado na vida da igreja em Tessalônica. Após Paulo e Silas terem sido requisitados a sair de Filipos, eles viajaram para a cidade de Tessalônica, que distava aproximadamente 160 quilômetros de Filipos. Ainda estavam na Macedônia, pois Tessalônica era a capital da Macedônia naquela época. Não era apenas um centro político, mas também um centro comercial. Havia uma sinagoga ali, ao contrário de Filipos, onde não havia nenhuma. O costume de Paulo era ir à sinagoga e pregar as boas-novas do evangelho de nosso Senhor Jesus, porque aqueles que iam ali eram pelo menos familiarizados com o Antigo Testamento. Portanto, Paulo foi até eles e arrazoou com eles de acordo com as Escrituras, mostrando como Cristo deveria primeiramente sofrer e, então, ser glorificado, e que o Cristo não era nenhum outro senão Jesus, a quem anunciava. Por três sábados, ele foi à sinagoga e arguiu com eles, baseado nas Escrituras, que Jesus é o Cristo, que Ele é o Messias que Deus havia prometido ao Seu povo escolhido. Como resultado, alguns judeus creram e se ajuntaram a Paulo e Silas. Entre os adoradores gregos, grande multidão creu no Senhor Jesus, e não poucas mulheres proeminentes creram também.
Quando a palavra foi pregada em Tessalônica, Paulo disse: “Porque o nosso evangelho não chegou até vós tão somente em palavra, mas sobretudo em poder, no Espírito Santo e em plena convicção, assim como sabes ter sido o nosso comportamento entre vós, e por amor de vós.” (1 Ts 1:5). A palavra foi pregada com o poder do Espírito Santo; mas, além disso, a palavra foi confirmada pela vida dos pregadores. A maneira pela qual viviam diante das pessoas reforçava a palavra que haviam pregado. Por causa disso, muitos vieram ao Senhor num período curto de tempo. Foi tão tremendo, que aquelas pessoas creram no Senhor em meio à tribulação com a alegria do Espírito Santo; e, por causa disso, a notícia se espalhou por toda a Macedônia, até mesmo na Acaia. As pessoas sabiam como Paulo, Silas e Timóteo chegaram até os tessalonicenses, como a palavra foi pregada e como, no meio da tribulação, eles haviam recebido a palavra de Deus com a alegria do Espírito Santo; e a fé deles foi noticiada em toda parte. Isso fez com que os judeus ficassem com inveja e usassem alguns rebeldes para criar um grande alvoroço. Os homens cercaram a casa de Jasom, onde Paulo, Silas e Timóteo estavam, mas não os encontraram. Então trouxeram Jasom e alguns irmãos ao magistrado da cidade; acusaram-nos de serem responsáveis por transtornar todo o mundo e de pregar contra os decretos de César, anunciando que havia outro rei. Finalmente, as autoridades libertaram Jasom e os demais após receberem fiança. Naquela mesma noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Beréia. Esse foi o princípio da igreja em Tessalônica


Extraído do Livro: A Vida da Igreja, o Corpo de Cristo – Stephen Kaung

O SEGREDO DA VIDA DE PAULO




CAPÍTULO 6: A VIDA DA IGREJA, O CORPO DE CRISTO (PARTE 8) – Stephen Kaung



Leitura: Filipenses 1:21; 2:5; 3:10; 4:13


A carta aos filipenses é uma carta de amor, e, devido àquele relacionamento de amor, Paulo foi capaz de derramar seu coração para eles. Qualquer um que leia a carta aos filipenses reconhece que ela revela a pessoa de Paulo mais do que qualquer outra carta escrita por ele. Paulo foi capaz de abrir-se realmente para os filipenses e dizer: “Isso é o que eu sou”.

Ele tentou contar-lhes o segredo de sua vida. Qual era o segredo da vida de Paulo? Na carta aos filipenses ele o revelou; ele disse:

“Para mim o viver é Cristo” (Fp 1:21).

Esse é o segredo. A razão pela qual Paulo podia viver como vivia era porque, para ele, o viver era Cristo. Em Filipenses 2:5, ele diz:

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.”

Não apenas ele possuía a vida de Cristo, mas possuía também a mente de Cristo, a qual é humilde, sem egocentrismo. Em Filipenses 3:10, ele nos mostra sua paixão, o que ele perseguia na vida para ganhar a Cristo.

Em Filipenses 4:13, ele nos diz o segredo de ser vencedor em qualquer circunstância.

“Tudo posso naquele que me fortalece.”

Esse é o viver cristão, a vida cristã, e ele compartilhou o segredo com os crentes filipenses.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

1ª Estação – Ramessés - Parte 03



As 42 Jornadas no deserto

TEXTO: Nm 33:1-4

                       Bem, amados irmãos e irmãs, retornando ao estudo acerca das 42 jornadas do deserto, estamos na primeira estação, que é Ramessés. E temos estudado até aqui, a condição em Ramessés, que é uma condição de verdadeira escravidão. Aqui, podemos ver a questão das nossas transgressões, dos nossos pecados, o que temos feito de errado, a questão do poder do pecado e do mal dentro de nós. O pecado se refere à natureza pecaminosa, escrava, a natureza que herdamos de Adão.
                        Vemos que, com exceção ao Senhor Jesus, todos nós herdamos a natureza pecaminosa. O pecado é algo muito grave em nós. Quando você olha para a questão do pecado, dos pecados, do pecador, à luz da Bíblia, vemos que este assunto é muito sério. De maneira que a saída de Ramessés, não é só sair da culpa, mas também sair daquilo que somos. Quando estudamos sobre a libertação do povo de Israel, de Ramessés, do Egito, isto fala não somente quanto a nossa saída da culpa, do pecado, mas também, daquilo que nós somos. Devemos ser libertos do que fizemos ser liberto daquilo que somos. A raiz do pecado, dos pecados, dos pecadores, deu origem há um sistema, há uma civilização que se chama “Mundo”. E agora, com o estudo da Palavra de Deus, vemos que a intenção de Deus é livrar-nos deste poder mundano. A Bíblia não só nos fala de sermos libertos dos pecados, mas também, do pecado e do velho homem, da carne, de nós mesmos e também do mundo.
                         Mas, irmãos e irmãs, o que resulta é que o mundo, quer dizer, o sistema mundano, tem príncipes, ele tem potestades, principado. Isto significa que nós precisamos ser libertos deste principado, do príncipe deste mundo, das potestades. O Egito está representando o mundo espiritual, isto é, o Mundo no aspecto maligno. Esta é a sua expressão natural aqui na terra. Podemos ver que o Mundo, através de Ramessés, está expressando também o modo de vida do homem natural, do homem caído, do homem vendido ao poder do pecado. Vemos, pois, que Ramessés é realmente uma situação muito complexa. Quando você quer estudar Ramessés na Bíblia, você tem que estudar do capítulo 1 ao capítulo 12, do livro de Êxodo.                     
                         Sair de Ramessés não é uma coisa tão simples, por isso necessita que Deus venha intervir com a sua mão poderosa. Se nós devemos sair do mundo, temos que sair pelo poder de Deus, pelo poder de sua mão. Meus irmãos e irmãs, esta é uma obra do Senhor em nós, libertar-nos do poder do mundo, do poder da culpa, do poder do pecado, do poder dos pecados. É por isso, que temos que estar saindo, saindo, saindo. Nós temos que sair! É lógico que nesta progressão cristã saímos de uma situação e entramos noutra, mas, a primeira situação em que nós temos que sair, para avançar, é sair do mundo. É não permitir que o mundo, enquanto poder, nos governe, nos controle.
                        Quando olhamos nas Escrituras alguns textos, podemos ver alguns aspectos interessantes quanto a isso, especialmente no livro de Romanos. Ali em Romanos, encontramos o aspecto dos pecados, que são as transgressões que nós cometemos. E destas transgressões precisamos ser perdoados pelo Sangue, depois nós vemos a questão do pecado e depois vemos a questão da Lei do pecado em nossa carne. Então, quando você estuda a epístola aos Romanos, nos primeiros versículos da carta aos Romanos, Paulo mostra a condição caída do homem.
                        No capítulo 3, ele trata do assunto da nossa transgressão. Veja que no capítulo 4, versículo 7, da epístola aos Romanos, Paulo diz assim: “Bem-aventurados aqueles cujas iniqüidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos”. No capítulo 4, Paulo segue falando no plural, “de iniqüidades, transgressões, de pecados”. A princípio, fala dos pecados, isto é, as coisas más que nós cometemos. Então qual é o remédio para nós sermos livres, perdoados dos pecados? Você olha lá para Ramessés. Volte lá para Êxodo, você vai ver que lá em Ramessés, o Senhor preparou para o seu povo a Páscoa, preparou o derramamento do sangue do cordeiro, para que o sangue do cordeiro livrasse o povo da condição do Egito. Mas, não só havia de ter o sangue, havia de se fazer algo mais, eles tinham que comer o cordeiro, isto é, havia de constituir-se com o Cordeiro ou com aquilo que era o Cordeiro. Esse não é somente um aspecto judicial, jurídico, objetivo, mas também, um aspecto orgânico, experimental, subjetivo.
                        Objetivamente, diante de Deus, nossos pecados foram apagados pelo Senhor Jesus lá na Cruz, seu Sangue nos limpa do poder do pecado em nossa consciência. Isso, Ele realizou lá na Cruz, mas agora, esse Cordeiro que derramou seu Sangue, deve ser também partilhado por nós. Irmãos e irmãs, todos nós vivíamos no mundo, um mundo onde nós estávamos completamente ocupados. Ali, como também em Ramessés, o povo do Egito ou o povo de Israel, no Egito, estavam lá fazendo tumbas, pirâmides. Aquelas pirâmides eram tumbas.
                        Olhe para o livro de Gênesis, veja que Gênesis começa assim: “No princípio criou Deus os céus e a terra”, aqui, temos uma passagem linda, preciosa, porque tudo que nós estudarmos na Palavra de Deus concernente ao caráter, propósito, e a mente de Deus, está neste versículo: “No princípio criou Deus os céus”. No princípio, Deus. Agora, veja como termina o livro de Gênesis, olhe o capítulo 50, versículos 25 e 26, dizem:

25 - José fez jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará, e fareis transportar os meus ossos daqui. 
26 - Morreu José da idade de cento e dez anos; embalsamaram-no e o puseram num caixão no Egito.

                        Então, como termina o livro de Gênesis? Termina com os ossos mumificados de José, em ataúde, no Egito. Tudo começa maravilhosamente bem no capítulo 1, de Gênesis, versículo 1. Mas, voltemos agora, como vai começar o livro de Êxodo? Gênesis terminou com a morte, com os ossos de José, mas ele havia dito para os seus irmãos que não deixassem seus ossos no ataúde, no Egito. Ele pediu para os seus irmãos que levassem seus ossos de volta e os enterrassem na terra de seus pais, sabe por quê?  Porque José aguardava a ressurreição.
                        O início de Gênesis é lindo, o final de Gênesis é terrível. Ali nós temos ossos, múmias, ataúdes. O Egito é uma condição que representa o que nós temos feito, o que nós somos, e pra que servimos neste mundo e a quem nos submetemos, aos principados e potestades das trevas. É disso que Deus deseja nos libertar, na Obra da Salvação, em Cristo.
                        A Palavra do Senhor fala de sair de Ramessés, através da Páscoa. E quando você estuda isso, vai ver que são várias etapas. Primeiro, teriam que colocar-se debaixo do Sangue, segundo, teriam que comer o cordeiro com ervas amargas, com pressa, não poderiam deixar nada para amanhã. E logo após a saída, tinham que se despojar do Egito. Eles tinham que sair caminhar, cruzar o Mar Vermelho. São muitas coisas que nós vamos estudar, paulatinamente. Primeiro, eles tinham que ser tratados pelo Sangue.
                        A condição da nossa carne, da nossa vida no mundo, é algo muito, mas muito, sério à luz da Palavra de Deus. Nós precisamos ver como a Igreja é um espinho na carne de Satanás, como a Igreja tem causado a Satanás um grande desconforto, como a Igreja tem reduzido a liberdade de Satanás, aqui neste mundo. Mesmo estando no mundo, a Igreja, não apenas, deve recusar-se a cooperar com o desenvolvimento da obra de Satanás, mas também, precisa insistir em proclamar o Juízo de Deus sobre as obras das trevas, sobre o próprio Satanás. Por isso que a nossa vida, em relação às coisas do mundo, deve ser vista à luz da Palavra de Deus. A nossa condição em Ramessés precisa ser uma situação clara para todos nós que estamos debaixo do Sangue de Cristo Jesus.
                        Aqui iniciamos a compreender a relação da Igreja com o mundo. Temos que saber disso, que a Igreja é uma constante fonte de irritação para o mundo, de confronto. A Igreja está aqui como luz. Então do mesmo modo, o mundo é uma fonte constante de aflição para a Igreja do Senhor Jesus. Veja que o mundo está sempre desenvolvendo a sua capacidade de perseguir, de afligir a Igreja do Senhor Jesus. E a Igreja sempre deverá caminhar em expansão, progredindo nas suas jornadas espirituais. A Igreja tem que confrontar-se com as forças do mundo, hoje. A Igreja tem sido perseguida durante toda sua história. Embora, hoje, vejamos que nossa situação em relação ao mundo, e as obras das trevas, são situações diferentes daquilo que encontramos nos primórdios da história da Igreja, quando os filhos de Deus, a Igreja do Senhor Jesus, enfrentara uma perseguição aberta, na forma de ataque físico, exterior a eles mesmos.
                        Você pode ver isto em Atos dos Apóstolos, capítulo 12, e em II Coríntios, capítulo 11. Eles estavam sempre se confrontando com coisas materiais, coisas tangíveis, mas hoje, irmãos e irmãs, o problema principal que encontramos no mundo, é mais sutil. Aquilo que Paulo diz em Efésios, capítulo 6, sobre “as astutas ciladas”, a palavra “cilada”, no grego, é “methodeia”, fala da maneira sutil como o inimigo trabalha, como o inimigo tem procurado nos atingir. Hoje o problema principal que encontramos no mundo é mais sutil, é uma força intangível por trás das coisas materiais, que não é santa, mas, espiritualmente, perversa e maligna.
                        O impacto desta força espiritual, hoje, é ainda maior do que nos primórdios da história da Igreja. E não apenas é maior, mas há também um elemento presente, agora, que nós não encontramos nas primeiras perseguições enfrentadas pela Igreja do Senhor Jesus. Olhe o capítulo 9, de Apocalipse, versículos do 1 ao 4, ali lemos sobre um acontecimento que para o Apóstolo João era algo que estava no futuro, quando ele diz:

1 - O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na terra. E foi-lhe dada a chave do poço do abismo. 
2 - Ela abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço como fumaça de grande fornalha, e, com a fumaceira saída do poço, escureceu-se o sol e o ar. 
3 - Também da fumaça saíram gafanhotos para a terra; e foi-lhes dado poder como o que têm os escorpiões da terra, 
4 - e foi-lhes dito que não causassem dano a erva da terra, nem a qualquer coisa verde, nem a árvore alguma e tão-somente aos homens que não têm o selo de Deus sobre a fronte.

Vocês se lembram, no capítulo 7, e Apocalipse, versículos do 1 ao 4, como também lá, no capítulo 14, “nós temos a marca do povo de Deus”. No capítulo 13, de Apocalipse, nós temos a “marca do povo do Anticristo”, de uma geração que será marcada por ele, para ser dominada por ele, para ser dominada pelo seu comércio.
                        Irmãos e irmãs, aqui nós temos uma figura de linguagem, vemos que a estrela caída do céu, de uma forma clara, sabe que se refere a Satanás. E sabemos que o abismo sem fim é o seu domínio. É o lugar do seu governo, o lugar da sua administração. Podemos dizer, claramente, apesar de esta figura aparecer no final dos tempos, que está marcada por uma especial liberação dos seus poderes, de suas forças. E os homens vão se encontrar lutando contra um poder espiritual, contra o qual jamais tiveram que lutar antes.
                        Embora isso esteja de acordo com a realidade dos nossos dias, apesar de ser verdade que a violência e o pecado serão cada vez maiores ao final desta era, está evidente na Palavra de Deus que não será, especialmente, contra estas coisas que a Igreja terá que lutar. Mas, muito mais com apelo espiritual, com as coisas do nosso dia-a-dia.

                        Lucas, capítulo 17, versículos do 26 ao 30,  nosso Senhor diz assim:

26 - Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem.
27 - comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos.
28 - O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam;
29 - mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos.
30 -  Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar.

                        Nesta passagem, podemos ver pontos importantes. Todas estas coisas, não são em si mesmas pecaminosas, são, simplesmente, coisas que estão no mundo. Você já tinha prestado atenção a tudo isso, você já tinha se dado conta de tudo isso? A boa vida quanto aos nossos dias, como estas coisas têm sido importantes para cada um de nós. A comida, o vestuário, estas coisas têm se tornado a preocupação de todos nós, hoje. O que comeremos? O que temos que beber? O que temos que vestir? Para muitos, esses assuntos são os que dominam as suas conversas, governam suas vidas.
                        Mas irmãos e irmãs olhem para a Palavra de Deus. Essas questões não podem nos dominar. Porque é o poder que faz com que você considere tais assuntos, tão importantes na sua vida, de modo que você se torna inquieto no seu espírito, por causa disso. Toda a sua existência clama para que você esteja preso a tudo isso. As Escrituras nos alertam para o fato de que “o Reino de Deus não é comida, nem bebida, mas justiça”. Romanos, capítulo 14, versículo 17, a Palavra de Deus, exorta-nos a buscar primeiro “o Reino de Deus e a sua justiça”. A Palavra de Deus nos assegura que “todas estas coisas nos serão acrescentadas”, isso está em Mateus, capítulo 6, versículo 33. Veja que a Palavra de Deus nos exorta, ainda, a “não andarmos ansiosos”. Veja o que o Senhor Jesus disse sobre isso em Mateus, capítulo 6, versículo 25: “Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?” Ainda olhem o que Paulo diz para os irmãos em Filipensses, capítulo 4, versículo 6: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.”
                        Irmãos, irmãs, se Deus cuida das flores do campo, dos pássaros, do ar, muito mais Ele cuidará de nós, que somos sua propriedade. Aqui está uma questão que merece uma ênfase especial. Esse estado de coisas, às vezes, tem sido anormal na nossa própria conduta, na nossa própria vida. Essa excessiva atenção que nós temos dado a nossa vida quer seja nos extremos da subsistência ou do luxo, que muitas vezes tem caracterizado a vida de muitos cristãos em nossos dias. Está muito longe de ser normal, é sobrenatural. Não estamos tratando apenas de comer e beber aqui, estamos lidando com operações dos demônios de uma forma sutil. Satanás concebeu e agora controla a ordem do mundo e está preparando tudo isso para usar o poder demoníaco sobre as coisas do mundo, a fim de nos atrair para o mundo. Os fatos atuais não podem ser explicados fora desse contexto.
                         Por isso, eu peço a Deus que de uma forma gloriosa Ele esteja falando ao seu coração, nesta hora. Que o seu coração se abra para a Palavra de Deus e venha ser ajudado por ela, para que você possa compreender que nesta primeira estação que estamos estudando, essa saída de Ramessés, seja a nossa libertação do poder do mundo.

Que Deus fale a você, que a Palavra Dele lhe alcance e lhe abençoe, mais uma vez. Amém

1ª Estação - Ramessés - Parte 02





TEXTO: Nm 33: 1-4 

Quando estudamos a última Palavra, sobre o poder do mundo, primeiro nós vimos como Israel passou a ser tratado lá no Egito. Nós sabemos que, na época de José, os Icsos é que estavam no trono. Mas, a partir de Tebas, um povo, uma nova dinastia egípcia se levantou. E eles expulsaram aquela velha dinastia dos Icsos. E esta nova dinastia, os Camitas, não foi favorável a Israel. Ao contrário, eles oprimiram a Israel. Se você ler os versículos 8 ao 12, de Números 33, poderá ver isto com maior clareza. Nós vemos que, o povo de Israel, lá no Egito, edificou as cidades de Piton e Ramessés. Piton significa serpente, é desta palavra que se deriva Pitonisa. Ramessés fala do Filho do Sol, nascido do sol. O trono de Faraó Ramessés II tinha umas tremendas serpentes no trono. Nós vemos que esta era uma nação identificada com a serpente. Aqui vemos o poder do Espírito do Anticristo, atuando na nossa geração.
Meus irmãos e irmãs, nós estamos vivendo uma Era, em que o Espírito do anticristo, tem se levantado, para poder imprimir nas vidas das pessoas, sua própria marca. Esta marca, agora é uma marca interior. Depois virá uma marca exterior. É isso que nos diz a Palavra de Deus em Apocalipse capítulo 13. Se você ler todo o capítulo 13 de Apocalipse, verá essa realidade, essa verdade. O versículo 16 e 17 de assim:  

16 - A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte,
17 - para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. Veja o quanto é sério tudo isso.

Essa marca da Besta é algo que um dia vai acontecer. Isto se aplicará a todo o mundo, menos àqueles que amam o Senhor, menos àqueles que decidirem hoje, ter a marca de Deus.
No capítulo 7, versículos de 1 ao 4, aqui mesmo no livro de Apocalipse, nós vemos a marca do Povo de Deus, a marca dos Filhos de Deus. Se você ler, Apocalipse capítulo 7, versículos de 1 ao 4, João diz:

1 - Depois disto vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, conservando seguros os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma.
2 - Vi outro anjo que subia do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo, e clamou em grande voz aos quatro anjos, aqueles aos quais fora dado fazer dano à terra e ao mar, 3 - dizendo: Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do nosso Deus.
4 - Então, ouvi o número dos que foram selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel:”

Irmãos e irmãs, o único modo de não termos a marca da Besta, é sermos selados com o Selo de Deus.
Ramessés, fala do mundo, do seu poder, que tenta nos consumir, nos controlar. É isso que Satanás está fazendo hoje. Ele está usando o seu poder, o poder do mundo, contra o Povo de Deus, para poder imprimir em nós, interiormente, a sua marca. Paulo escrevendo aos Gálatas, diz que “tinha a marca de Deus”. Nós temos que ter a Mente de Cristo. Escrevendo, aos Efésios, no capítulo 1, nos versículos 13 e 14 ele fala, “sobre o Selo do Espírito”. Nós temos que ter a Mente de Cristo, a Marca de Deus, o Selo do Espírito.
Quando estudamos o Livro de Êxodo, podemos ver o significado desse termo “Cerne”, que é muito usado no Novo Testamento e muito mal compreendido nos nossos dias. Em Êxodo, capítulo 21, versículos 5 e 6 diz assim:

5 - Porém, se o escravo expressamente disser: Eu amo meu senhor, minha mulher e meus filhos, não quero sair forro. Isto é, se ele não quiser ser posto em liberdade.
6 - Então, o seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta ou à ombreira, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre.

Segundo a Lei de Moisés, o escravo, depois de trabalhar seis anos, deveria ser colocado em liberdade no sétimo ano. Mas, se esse escravo amasse o seu Senhor, e preferisse permanecer escravo pelo resto de sua vida, receberia uma marca permanente.  Os servos de Deus são aqueles que possuem a Marca de Deus.
Será que somos, verdadeiramente, servos de Deus? Precisamos fazer uma abordagem sincera sobre esse assunto, para compreendermos, verdadeiramente, se temos o caráter do servo de Deus. Ser servo de Deus, neste contexto, significa o compromisso de assumir, com toda a obediência, um estilo radical de vida em relação ao poder deste mundo, em relação ao sistema deste mundo. Ser servo não significa viver para si e sim para o seu Senhor.
Uma das grandes características do mundanismo dos nossos dias é a compulsão exarcebada pelo consumo. Muitos cristãos hoje, têm se tornado escravos do dinheiro. Por isso é que a palavra de Deus é tão clara sobre isso. Nós precisamos ser ajudados quanto a isso. Paulo escrevendo a Timóteo, na sua primeira epístola, no capítulo 6, versículo 10 ele diz: “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores”.
Vejamos o que o Senhor Jesus ensinou sobre isso, em Lucas 16, versículo 13, diz: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas”.
É interessante, amados irmãos e irmãs, notar que a palavra “riquezas”, que o Senhor Jesus usou, é a palavra aramaica “Mamon”. Que fala de uma riqueza personificada indica algo que tem natureza pessoal e espiritual dentro de nós. Como um Deus que exige de nós devoção. Esse termo, no Novo Testamento, só foi usado pelo Senhor Jesus Cristo. Se nós olharmos hoje, veremos que o inimigo de nossa alma, está usando o poder do dinheiro para nos usar como instrumentos para preparar a vinda do Anticristo. Veja que o dinheiro possui muitas características de um deus. Primeiro ele dá segurança, segundo liberdade, terceiro poder, isto é, sensação de onipotência. E a Bíblia diz que o amor ao dinheiro, a confiança depositada no dinheiro libera um dos maiores males do coração humano. Por isso, precisamos permitir que o Senhor nos ganhe completamente, ganhe o nosso coração.
Veja em Lucas capítulo 19, versículo 8, o que aconteceu com Zaqueu. Quando o Senhor entrou no seu coração, logo, imediatamente, sentiu que era nessa área que ele era escravo. Era nessa área que ele tinha sido escravo, durante toda a sua vida. Veja hoje como muitos cristãos estão endividados. Muitos têm saído do seu próprio país, para poder ganhar dinheiro em outro país, para poder ter uma vida melhor. Para poder pagar às suas dívidas. Muitos cristãos, hoje, estão escravos de dívidas em cartão de crédito, cheque especial, em muitas áreas. A dívida é um julgo de escravidão, da qual a maioria das pessoas tem se tornado vítimas.  Provérbios 22, versículo 7, diz: “O rico domina sobre o pobre, e o que toma emprestado é servo do que empresta”. O que está acontecendo no nosso tempo, nessa vida, tipificada, por aquela estação de Ramessés. Essa vida mundana, em que os cristãos não estão vendo, o quanto estão escravos de dívidas. A compulsão por ter mais e mais, tem dominado a vida de muitos irmãos. Ninguém se contenta com o que tem ninguém se contenta com o seu salário. A Bíblia não afirma que é errado ter dinheiro.
Paulo, escrevendo a Timóteo, no capítulo 6, versículo 17, diz: “Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento” Deus pode nos dar riquezas e nela nos proporcionar o prazer. Mas para isso, é importante observarmos os princípios para se viver bem com o dinheiro. Veja os versículos 18 e 19, deste mesmo capítulo, aqui de 1 Timóteo 6, olha o que diz:

18 - que pratiquem o bem sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir;
19 - que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida.

Irmãos e irmãs, o grande problema não é o quanto ganhamos e sim, como gastamos. Veja o que Ageu escreveu, lá no primeiro capítulo, versículos 6 e 7, que diz:

 6 - Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos;
“7 - vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado”.

Aqui nós podemos fazer as seguintes considerações: primeiro - como estamos empregando o dinheiro que temos ganhado? Segundo - será que temos necessidade de ter mais, ou somos excessivamente ambiciosos?  Terceiro - vivemos uma vida governada pelos princípios bíblicos de mordomia cristã, com respeito ao dinheiro que o Senhor nos confiou, ou vivemos uma vida conforme o sistema controlado pelo mundo? Quarto - será que estamos mais preocupados em construir nossa casa, nossa vida do que a Casa de Deus? Estamos mais preocupados em serem ferramentas para o Espírito Santo, para preparar o caminho para a volta de Cristo?  Irmãos e irmãs, a definição bíblica do que seja liberdade financeira, não é ser rico, nosso alvo deve ser o de nunca tomar uma decisão com base em considerações financeiras, e sim, com relação à vontade de Deus.
Não estou afirmando aqui, que o simples comércio está errado, não é isso. Que Deus nos guarde disso. Mas podemos declarar, com base na Palavra de Deus, que o princípio de comércio, como nós temos visto hoje, da forma como vemos hoje, de acordo com o sistema do mundo, está ligado a Satanás.
Ezequiel, capítulo 28, nos dá uma descrição de Lúcifer. Veja o que diz o versículo 5: “pela extensão da tua sabedoria no teu comércio, aumentaste as tuas riquezas; e, por causa delas, se eleva o teu coração” Imagine, olhe que texto. Aqui fala de Lúcifer. Nós vemos esta Profecia, e é justamente isso que podemos ver com relação a muitos cristãos hoje. Que estão consumidos por esta ambição de ter mais, de ser controlado pelo sistema do mundo, pelo sistema que tem controlado o mundo. E é desta forma que Satanás está usando todo este poder, todo este sistema para preparar a plataforma do Anticristo. Então, eu quero reiterar, não que o comércio está errado, mas o sistema que o controla. É isso que nós podemos ver aqui em Ezequiel 28.
Meus irmãos e irmãs, o comércio é o campo em que, mais do que qualquer outro, as corrupções das paixões se revelam no nosso ser. Como diz em 2 Pedro capítulo 1, versículo 4., esta paixão nos persegue incansavelmente. Até mesmo um cristão que procura viver uma vida em Cristo Jesus, ela pode facilmente ser surpreendido e arruinado. Somente a graça de Deus para nos ajudar, somente a graça de Deus poderá nos guardar disto, pois estamos em um campo perigoso quando entramos em contato com o comércio, com a compulsão pelo prazer dessa vida hedonista que vive o mundo.
Se devido a nossa profissão temos a obrigação de nos envolver com isto, e se o fizermos com temor e tremor poderemos com a ajuda de Deus escapar da cilada do Diabo. Porque sempre estaremos sendo alvos dos ataques do inimigo. Mas, se vivemos uma vida, demasiadamente, confiante em nós mesmos, então não há esperança de escaparmos dos inescrupulosos poderes egoístas que o comércio gera dentro de nós, para nos fazer escravos.
Portanto, não precisamos descobrir como deixar de comprar e vender, comer e beber, casar e dar em casamento, o problema é fugir do poder que está por detrás destas coisas. Pois não podemos permitir que este poder triunfe sobre nós. Qual é então o segredo de conservarmos nossos bens materiais dentro da vontade de Deus. Certamente é conservá-los para Deus. Isto é, sabermos que não estamos acumulando valores inúteis ou acumulando vastos depósitos bancários. Mas acumulando tesouro para a nossa conta celeste, investindo naquilo que agrada a Deus. Gastando de acordo com o propósito de Deus, não nos tornando escravos das nossas compulsões e nem mesmo daquilo que procura nos proporcionar prazer e nos roubando da vontade de Deus.
Devemos estar perfeitamente, dispostos a nos separar de qualquer coisa, a qualquer momento, não importa se vou deixar dois mil reais ou dois milhões de dólares. Não importa! O que importa é se posso deixar qualquer bem que possu-o, sem o mínimo pesar no meu coração. Não estou dizendo que é necessário dispor de tudo o que temos, não é este o ponto. O ponto é que enquanto filhos de Deus, não podemos ficar acumulando coisas, pensando somente em nós. Se guardo algo é porque Deus falou ao meu coração, se me separo dele é porque Deus falou ao meu coração. Se conservo a mim mesmo dentro da vontade de Deus e não tenho receio de dar, de abrir mão, de ofertar, de dizimar, se Deus assim o faz, não guardo nada porque amo e assim, também, posso deixá-lo, se Deus assim deixar, sem qualquer pesar em meu coração.
Que o Senhor fale ao seu coração. Que a Palavra do Senhor possa tocar profundamente em sua vida, neste momento. Eu tenho certeza que, de uma forma maravilhosa, o Senhor está falando a você. Nós temos que ver isso com muita clareza. Precisamos ser sinceros com relação à essas verdades. O Senhor Jesus foi tão claro concernente à vontade celeste do Pai. Segundo as palavras do Senhor Jesus e, também, as palavras dos Apóstolos,  podemos ver que Deus tem uma vontade perfeita no céu e que esta vontade celeste flui sem nenhuma oposição, sem nenhuma resistência. Mas quando olhamos aqui da terra, vemos que há o Príncipe deste Mundo. Lá no Evangelho de João, capítulo 16, versículo 31, o Senhor Jesus disse isso. Paulo diz em 2 corintios capítulo 4, versículo 4, que ele é o “Deus deste século”. Em Efésios capítulo 6, versículo 12, Paulo diz que ele é “Príncipe da potestade do ar”.
 Embora Deus tenha o seu trono nos céus, “o mundo jaz no Maligno”, conforme disse João, em sua primeira epístola, capítulo 5, versículo 21. Por isso, temos que ser claros quanto a isso. Compreender que nós não podemos estar aqui, cooperando, construindo a plataforma do governo do Anticristo. Nós precisamos ser cuidadosos, precisamos ter os nossos olhos abertos, precisamos ser guiados pelo Espírito Santo, por meio da Palavra de Deus. Meus irmãos e irmãs, que Deus lhe abençoe, que você possa entender, como Deus quer que você seja cuidadoso, cuidadosa com relação as suas finanças, com relação aos seus bens, com relação a sua própria vida e o Senhor, para que isso não seja uma ferramenta do Diabo, que venha gerar ilusões no seu coração, compulsões no seu coração, lhe roubando da presença de Deus, lhe roubando da Palavra de Deus.
Que Deus, mais uma vez, venha falar e lhe abençoar através desta palavra.