quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

SEU PODER DO COMEÇO AO FIM

Continuação do estudo do livro de Efésios.

Exposição sobre Efésios

CAPÍTULO 35

"E qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, que mani­festou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos, e pondo-o à sua direita nos céus." - Efésios 1:19-20
Eis a mais urgente questão prática para todos os cristãos:
Ü Estarí­amos cientes do fato de que o poder onipotente de Deus está agindo em nós? Compreenderíamos que somos única e inteira­mente pela graça e pelo poder de Deus? Damo-nos conta em nossas vidas e experiências pessoais de que é este extraordinariamente gran­de poder de Deus que explica tudo o que ocorre na vida cristã?
Volto a insistir nestas perguntas porque estou convencido de que o principal problema da maioria de nós é a nossa incapacidade de perceber a grandeza da salvação a que fomos levados, e que todos desfrutamos. Não se pode ler o Novo Testamento, e especialmente o livro mais lírico, que denominamos livro de Atos dos Apóstolos, e também as Epístolas, observando a sua terminologia, sem perceber que havia uma qualidade jubilosa, de fato emocionante, quanto aos cristãos primitivos, os cristãos do Novo Testamento. Vê-se isso claramente na Epístola aos Filipenses, o que num sentido é um gran­dioso refrão sobre o tema do regozijo:
"Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos" (Fp 4:4).
Regozijo é o tema do Novo Testamento todo:
Ü O propósito é que o cristão seja uma pessoa que se regozija;
Ü E, todavia, se formos sinceros, teremos que admitir que muitíssimas vezes não damos a impressão de regozijo, e sim de depressão.
Damos a impressão de que ser cristão é levar um grande fardo nos ombros e ter infindáveis preocupações, aborrecimentos e ansiedades. De fato, o mundo caricaturiza o cristão dessa maneira pelo que somos tão frequentemente. "Zombar dos prazeres e viver dias laboriosos" demasiadamente é a ideia do que a vida cristã é e significa. Indubitavelmente deve-se isso ao fato de que:
Ü Por alguma razão não nos damos conta da grandeza da nossa salvação. Não nos aperce­bemos da grandeza do que aconteceu conosco; ou da grandeza do que nos está acontecendo, o processo pelo qual estamos passando agora mesmo. E não compreendemos a grandeza da perfeição para a qual estamos indo e para a qual estamos sendo preparados.
Isso leva, não somente à falta de regozijo, mas também à ausência de um sentimento de encanto. Não se pode ler estas Epís­tolas de Paulo sem sentir constantemente que ele se admirava consi­go próprio. Vejam uma notável declaração dele na Epístola aos Gálatas:
"Vivo, não mais eu..." (Gl 2:20).
Paulo não pode entender a si próprio. Ele se tornou um enigma e um problema para ele próprio. Este assombro face a si próprio deve-se à sua compreensão do tre­mendo feito que Deus está realizando nele. Nós deveríamos ficar igualmente espantados com nós mesmos, e deveríamos pôr-nos de pé, olhar para nós mesmos e dizer: "Será possível? Será verdade a meu respeito? Todavia não eu, mas Cristo vive em mim". Essa é uma das melhores provas da nossa profissão de fé cristã.
Ü É devido nos faltar esse elemento que - para tomar emprestada a linguagem do apóstolo - não "resplandecemos como astros (como luzes) no mundo, no meio de uma geração corrompida e perversa" (Filipenses 2:15).
De um modo ou de outro, não captamos a ideia desta poderosa ação de Deus na salvação. Muitas e muitas vezes só pensamos nela em termos de perdão. Pensamos na vida cristã ape­nas como uma questão de saber que estamos perdoados, e então viver a vida cristã o melhor que pudermos. Omitimos o drama, a grandeza e a grandiosidade disso tudo, e especialmente este poder que o apóstolo está desejoso de que os efésios conheçam. Concebe­mos a vida cristã em termos que não postulam como necessidade absoluta "a excessiva grandeza do poder" do onipotente Deus. Con­tudo a vida cristã é isso.
Ao que parece, falta-nos esta concepção até quando considera­mos o próprio Senhor nosso. Não compreendemos a grandeza do que aconteceu quando Ele, o Filho de Deus, veio à terra. Porventura pensamos habitualmente nesse evento em termos do capítulo 2 da Epístola aos Filipenses, versículos 5-9 –
"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sen­do em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou­-se a si mesmo, sendo obediente ate à morte, e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome"?
Essa é a medida da salvação e do poder que estava envolvido em Cristo e em Sua obra. Parece que esquecemos que, quando Ele morreu na cruz, ofereceu-Se, como se nos diz na Epístola aos Hebreus, "pelo Espírito eterno" (9:14). Ficamos tão familiarizados com os fatos acerca da cruz e da morte do Senhor que parece que perdemos o senso do poder que estava envolvido ali. E quando chegamos à ressurreição do Senhor Jesus Cristo, aca­so compreendemos que ela foi a mais grandiosa manifestação da energia da força do poder de Deus que o mundo já conheceu? Segundo as Escrituras, nada senão o onipotente poder de Deus poderia ressuscitá-lO dentre os mortos e exaltá-lO à alta posição na qual Ele está neste momento, à direita de Deus. Esquecemos que Ele foi "declarado Filho de Deus em poder... pela ressurreição dos mortos" (Romanos 1:4).
Ü Parece que nos falta essa ideia de poder em todos os aspectos da vida cristã. É um milagre que exista um único cristão no mundo, ou que alguma vez tenha existido. Por natureza nenhum de nós creria ou poderia crer no evangelho; nada, senão o poder de Deus, pode fazer-nos crentes.
Mas é também por esse mesmíssimo poder que continuamos na vida cristã:
Ü Requer-se o mesmo poder que nos capacitou a crer, para capacitar-nos a simplesmente continuar na vida cristã.
Não seríamos capazes de resistir uma hora sequer na vida cristã, não fora este poder que está agindo em nós. Isso é verdade, apesar do fato de que temos em nós um novo princípio de vida, bem como uma nova mente e uma nova perspectiva. E quando pensarmos na perfeição à qual fomos destinados, deveria ser óbvio que, sem este poder de Deus, a nossa situação seria completamente sem espe­rança, se não tivéssemos nada senão a nossa própria força e poder.
Não há dificuldade em mostrar que o que o apóstolo ensina aqui, nesta Epístola, é fartamente confirmado por outras declarações que constam nas Escrituras. Fazemos isso, porque esta questão é vital para o nosso gozo da vida cristã.

Ü Se não conhecemos este poder, mais cedo ou mais tarde ficaremos deprimidos e infelizes, e começaremos a indagar se afinal somos cristãos; e depois começa­remos a indagar se poderemos continuar e por fim chegar à glória. O diabo logo nos desencorajaria completamente.
No capítulo 3 desta Epístola o apóstolo diz:
"Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera...'' (versículo 20).
Ou vejam a declaração que há na Segunda Epístola aos Coríntios, capítulo 5:
"Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus." (versículo 1).
Ü Caso morrêssemos ou fôssemos mortos, tudo estaria bem; isso nós sabemos!
Depois ele prossegue e diz:
"Quem para isto mesmo nos preparou foi Deus" (versículo 5).
Ü Fomos produzidos, fomos feitos, fomos modelados, fomos formados por Deus, pelo poder de Deus para este destino. Essa é a nossa esperança, aquilo em que descan­samos, a base da nossa segurança.

Depois há a declaração registrada na Epístola de Paulo aos Filipenses:
"Operai a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade." (Filipenses 2:12-13).
No capítulo 3 da mesma Epístola o apóstolo nos diz que o seu maior desejo era, "conhecê-lo e à virtude (poder) da sua ressurreição" (versículo 10). Ele desejava conhecer mais e mais deste mesmo poder de Deus que se manifes­tou na ressurreição de Cristo. Esse mesmo poder está atuando agora nos crentes. O apóstolo Paulo, que dera largos passos em seu progresso na vida cristã, deseja conhecer acima de tudo mais o poder da ressurreição do seu Senhor. Diz ele: "Não que já a tenha alcançado"; mas deseja alcançá-la. Por isso esquece as coisas que atrás ficam, sua conversão inicial, sua primeira experiência, e prossegue "para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus". Essa é a sua oração por si e por todos os outros crentes.
Há ainda a notável declaração disso tudo no último capítulo da Epístola aos Hebreus:
"Ora, o Deus de paz, que pelo sangue do concerto eterno tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo, grande pastor das ovelhas, vos aperfeiçoe em toda a boa obra, para fazerdes a sua vontade, operando em vós o que perante ele é agradável" (13:20-21).
Ü Aquele que deseja agir naqueles cris­tãos hebreus é "o Deus de paz, que tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo". É uma exata repetição do que vimos na passagem que estamos estudando em Efésios, capítulo 1, versículo 20. Somente Ele pode "aperfeiçoar-nos em toda a boa obra".

Mas vejam mais um exemplo, tomado do apóstolo Pedro. Diz ele que como cristãos fomos gerados de novo
"para uma viva espe­rança, pela ressurreição de Jesus Cristo, dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável, e que se não pode murchar, guardada nos céus para vós, que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação já prestes para se revelar no último tempo" (1Pe 1:3-5).
Ü Somos pelo poder de Deus; e sem isso não poderíamos resistir.
Pedro escreve também na sua Segunda Epístola:
"Visto com o seu divino poder nos deu o que diz respeito à vida e piedade" (1:3).
Ü O Seu "divino poder" deu tudo.

De igual maneira, o apóstolo João, escrevendo como ancião, próximo do fim da vida, para encorajar os cristãos que ele ia deixar para trás neste mundo cruel, e que estavam sendo um tanto abala­dos por falso ensino, falsa maneira de viver e falsas práticas, diz:
"Maior é o que está em vós do que o que está no mundo" (4:4).
Ü É unicamente o poder de Deus que pode segurar-nos e sustentar-nos, até chegarmos à glória.

Depois também podemos ver a bênção que consta no fim da Epístola de Judas:

"Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória...".

Ü E Ele não somente pode guardar-nos, impedindo que caiamos, mas efetivamente o está fazendo.

Acima de tudo, no entanto, vamos às palavras do nosso bendito Senhor. Já à sombra da cruz Ele ora ao Seu Pai, e eis a Sua oração:
"E eu já não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós" (João 17:11).
Diz Ele:
"Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal" (VA: "... que os guardes do maligno).
Ü Seu eterno coração de amor pensa neste pequeno grupo de crentes que Ele está prestes a deixar neste mundo mau, pecaminoso, e a Sua petição é: "Pai, guarda-os", pois se o Pai não os guardar, eles estarão perdidos.
Por que este poder é essencial? Por que é importante que conheçamos este excessivamente grande poder que está operando em nós? Há duas respostas principais, uma negativa, outra positiva.

1) Aspecto negativo:
O mundanismo
A primeira é que devemos conhecer e compreender este poder por causa do poder das forças que se põe contra nós. O cristão nesta vida e neste mundo é como o seu Senhor antes dele; e há certas coisas que ele tem que enfrentar. Ele tem que travar uma constante luta contra a mente e a perspectiva do mundo. Receio que muitos de nós não estão cientes do sutil poder do mundanismo - de tudo aquilo pelo que o mundo luta. Permitam-me citar de novo o apósto­lo João:
" 15 Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; 16 porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo." (1 João 2:15-16).
Nada é tão perigoso para a alma, por causa da sua sutileza, como o mundanismo com que nos deparamos a cada passo. Você começa isso com os seus jornais de manhã. Eles não se limitam a importantes notícias internacionais ou nacionais, a matérias de urgência e de crise, ou a ameaças de guerra, porém constantemente em suas notícias e opiniões sugerem luxúria, desejo e tudo o que se opõe aos mandamentos de Deus. A mesma influência perniciosa vê-se na interminável sucessão de livros e filmes de maneira muito sedutora e atraente.
A soberba da vida
Depois há o que o apóstolo descreve como "soberba da vida", tudo o que é representado pela "vida social", assim chamada, orgulho dos antepassados e de classe, e a pompa e a exibição exteriores. É tão agradável e tão encantador para o homem natural, e tanta gente boa participa nisso! Esta é certamente a maior luta que a Igreja Cristã tem que empreender na hora pre­sente. Houve um rebaixamento dos padrões morais em toda parte. Temos nos desviado para muito longe dos dias do puritanismo. A ilha entre a Igreja e o mundo é quase invisível, e o povo de Deus não sobressai mais em sua singularidade como outrora. O Novo Testamento está cheio de advertências acerca deste tremendo e sutil poder do mundo, que quer arrastar-nos para longe do Cristo em quem cremos, que quer fazer com que O neguemos na prática e quer reduzir-nos ao estado descrito pelas palavras:
"Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela" (2 Timóteo 3:5).
A carne
Não temos, porém, que lutar somente contra o mundo, mas também contra a carne. "Carne" nem sempre significa pecado gros­seiro; pode aparecer na forma de letargia e ociosidade. Como é fácil sentir-nos indispostos, física ou intelectualmente, para ler a Bíblia! Você sente um impulso para ler a Bíblia, mas diz: "Estou cansado, tive um dia pesado no escritório, minha mente não está boa para isso, e não é direito ler as Escrituras quando não se está nas melhores condições; por isso vou ler o jornal agora, mais tarde lerei as Escrituras, quando me sentir renovado e melhor". O resultado é que você var dormir sem ter lido as Escrituras. Temos que travar uma constante batalha contra a letargia e a preguiça, e contra a igualmente sutil tentação para a procrastinação. São instrumentos que o diabo usa para estorvar o nosso progresso.

As condições físicas

Depois há a luta contra as condições físicas, como saúde enfer­ma: Se vocês lerem as vidas dos santos, verão que os homens que mais realizaram neste mundo muitas vezes eram homens que foram obrigados a lutar muito contra alguma fraqueza ou doença física. Contem quantos livros estão sob o nome de João Calvino, por exemplo. Todos aqueles comentários das Escrituras, e outras obras, foram produzidos por um homem que foi um mártir a vida inteira, padecendo asma e indigestão crônica, e que morreu com a idade de 55 anos. Mas nós temos a tendência de fazer das nossas fraquezas físicas uma desculpa. Tudo isso mostra que, se não fosse o poder de Deus, nunca faríamos coisa alguma, não resistiríamos nem por um momento, estaríamos arruinados.
A força dos hábitos
Considerem a seguir a força dos hábitos. Vocês entraram na vida cristã sabendo da regeneração e tendo a experiência dela. Vocês se regozijaram com a declaração de que "as coisas velhas já passa­ram; eis que tudo se fez novo" (2 Coríntios 5:17). Mas o novo convertido logo descobre que estas coisas não significam exatamente o que ele pensava que significavam. É o seu entendimento que está em falta, encorajado, talvez, por uma falsa evangelização. Ele começa a ver que há certos hábitos de há muito arraigados ne1e e que são muito difíceis de romper. Os hábitos tendem a persistir e a velha natureza não é aniquilada. Ela continua ali, e ele tem que lidar com ela. Recebemos ordem para mortificar "as obras do corpo" (Romanos 8:13). Os maus hábitos não desaparecem todos subita­mente da nossa vida. Deus, em Sua graça, pode remover alguns deles, e às vezes o faz, porém deixa outros. A força do hábito é um poder terrível, tão grande que não há nada, exceto o poder de Deus, que possa livrar-nos e preservar-nos contra ele. Apesar de termos uma nova mente, uma nova perspectiva e um desejo de viver a nova vida, certos hábitos tendem a impedir-nos, Somente o poder de Deus pode habilitar-nos a vencê-los.
O diabo
Depois há o diabo. Às vezes penso que a nossa falha em não nos darmos conta da extraordinária grandeza do poder de Deus deve-se ao fato de que nunca nos damos conta do poder do diabo. Quão pouco falamos sobre ele! E, contudo, no Novo Testamento as suas atividades são mencionadas enfaticamente! Se tão-somente compreendêssemos algo do poder do diabo, faríamos esta oração que Paulo elevou em favor dos efésios, no sentido de que "os nossos olhos fossem abertos para vermos a grandeza do poder de Deus" em nós. A Bíblia ensina que o poder do diabo só vem em segundo lugar depois do de Deus. O poder do diabo mostra-se terrivelmente claro na história de Adão e Eva. Ambos eram perfeitos. O homem foi feito à imagem e semelhança de Deus; estava em comunhão com Deus, falava com Deus, conhecia a Deus. Além disso, ele estava no Paraíso - ambiente perfeito. Ele nunca tinha pecado, e não havia nele nada que o arrastasse para baixo - nenhuma cobiça, nenhuma corrupção. Fora dada a ele uma justiça original; ele se mantinha íntegro, e na verdade era um reflexo de Deus. E, apesar disso, ele caiu; e caiu por causa do poder e da astúcia do diabo. Todavia, muitos cristãos consideram o diabo quase como uma cria­tura de brinquedo, e podem até negar a sua existência. Por isso eles não se dão conta da sua necessidade deste poder de Deus. Adão, o homem perfeito, foi derrotado e derrubado por este inimigo pode­roso. Judas nos diz em sua Epístola que o poder do diabo é tão grande que até o arcanjo Miguel, quando contendia com ele acerca do corpo de Moisés, "não ousou pronunciar juízo de maldição con­tra ele; mas disse: o Senhor te repreenda" (versículo 9). O arcanjo sabia do poder do diabo. O apóstolo Pedro escreve: "O diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, bus­cando a quem possa tragar" (l Pedro 5:8). Porventura sabemos disso, como o apóstolo Paulo sabia, e como ele no-lo faz lembrar no versículo 12 do capítulo 6 desta Epístola aos Efésios:
"Não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, e potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais"?
Por causa destas coisas precisamos ser iluminados com relação ao poder de Deus operante em nós. Nenhuma outra coisa pode capacitar-nos a resistir contra as ciladas do diabo.

2) Aspecto Positivo

Cristo nos chama para guardarmos os Seus mandamentos

Até aqui estivemos examinando o nosso problema negativa­mente. O lado positivo é que somos chamados para guardar os mandamentos de Deus. Cristo nos chama para guardarmos os Seus mandamentos. O propósito a nosso respeito é que honremos os Dez Mandamentos e a Lei Moral de Deus –
"Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segun­do o espírito" (Romanos 8:4).
Ü Somos chamados para obedecer a essa Lei Moral de Deus; somos chamados para viver de acordo com o ensino do Sermão do Monte; somos chamados para tomar a cruz e seguir a Cristo no "caminho estreito", e viver como Ele viveu. É essa a nossa vocação:
"Sede vós perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus" (Mateus 5:48).
O capítulo 13 da Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios também é uma descrição do que fomos destinados a ser. Não fomos destinados simplesmente a crer que os nossos pecados estão perdoados, e então procurar algum poder de Deus para viver uma vida virtuosa.
É quando compreendemos a natureza da nossa elevada vocação que começamos a entender o capítulo 7 da Epístola aos Romanos:
"O querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Miserável homem que eu sou!" (versículos 18,24).
Somente então nos vemos cantando de coração, não meramente com os lábi­os, o hino de Augustus Toplady -
O labor de minhas mãos
Não pode cumprir Tua lei;
Nem meu incansável zelo,
Nem meu incessante choro
Podem pecado expiar;
Só Tu salvas, Tu somente.
Devemos entender claramente o que o apóstolo está pedindo em oração para os efésios:
Ü Não é que percebam a sua necessidade de poder, e então que o peçam a Deus; ele ora no sentido de que eles compreendam que este poder está neles.
O conceito sobre o cristão que o retrata como alguém que pode ter vivido anos sem este poder de Deus, e de repente chega a perceber a sua necessidade e procura seu atendimento e o obtém, é um conceito antibíblico.
Ü Você não poderá ser cristão nem por um momento, se o poder de Deus não o sustentar.
Permitam-me sugerir um paralelo. Muitos parecem pensar na criação natural nestes termos: acreditam que Deus criou o mundo no princípio, e depois (para usar a velha ilustração), como faz o fabricante de relógios com um relógio, tendo feito o mundo, deu-lhe corda e o deixou continuar funcionando por si. Mas isso não é verdade. Segundo o ensino da Bíblia, Deus fez este mundo e o sustenta todos os momentos. Se Deus retirasse o Seu poder, o mundo entraria em colapso imediatamente; é o Espírito de Deus que dá vida, existência e sustento, a todas as coisas. Dá-se precisa­mente o mesmo na nova criação. É uma falácia completa pensar que Deus cria um homem novo, e depois o deixa entregue a si mes­mo; e que esse homem, quarenta ou cinquenta anos mais tarde, talvez se dê conta da sua necessidade de poder e o peça. Ele não poderia resistir por um momento, não fosse este poder de Deus que nele está. É a nossa compreensão disso que varia; entretanto:
Ü Desde o momento em que Deus põe Sua mão sobre um homem e o leva ao novo nascimento e à nova vida, Ele continua a exercer este poder nele.
O modo como o Seu poder opera em nós é exposto pelas pala­vras de Paulo aos filipenses, quando ele diz:
"Deus é o que opera em nós tanto o querer como o efetuar" (Filipenses 2:13).
Ü O poder de Deus se manifesta e opera em nós por meio da Palavra escrita e por meio do Espírito Santo.
Ele opera em minha personalidade, afeta a minha vontade, e cria desejos e anseios dentro de mim. Repentina­mente sinto o desejo de ler a Palavra, ou de orar a Deus. É resultado da operação de Deus o Espírito Santo gerando uma oração, ou me estimulando a alguma outra atividade. Ele está constantemente esti­mulando a minha vontade e me dando poder para agir. Como Isaac Watts nos lembra, "O Seu poder subjuga os nosso pecados". Ele está operando em nós constantemente; o seu Espírito "sopra sobre a Palavra" e ilumina o nosso entendimento, que, por sua vez, en­ternece os nossos corações e estimula as nossas vontades. O que precisamos compreender é que:
Ü Deus está operando, e que às vezes, mesmo quando não sabemos disso, Ele está operando.
Além disso:
Ü Se ignorarmos os Seus impulsos, as Suas solicitações e a Sua dire­ção, de repente poderemos ver-nos castigados por Deus. Então nos despertaremos para o fato de que nos esquecemos dEle e da nossa necessidade da Sua força e poder; e voltaremos para Ele e começaremos a orar pedindo perdão e forças. Esse é outro aspecto da operação de Deus em nós.
"Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo" (Hebreus 10:31).
Se vocês são filhos, diz o autor da Epístola aos Hebreus, estejam preparados para castigos. Se vocês têm em si a vida de Deus, se Ele começou em vocês a "boa obra", Ele não desistirá, Ele a levará à perfeição. Se vocês não se deixarem levar por Ele, serão levados à força; se recusarem ser induzidos e atraí­dos, serão castigados. Deus quer o nosso aperfeiçoamento, e Ele não Se deterá por nada menos que isso. A obra continuará, o poder de Deus continuará sendo exercido em nós até ficarmos sem defei­to; até que nos tornemos todos uma "igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante". Ele quer que sejamos santos e sem mancha em Sua presença.
Poderia haver algo mais importante para nós do que conhecer isso tudo? Estamos nas mãos de Deus, e Ele está operando em nós. Ele nos deu poder para crer, Ele está agindo em nós agora, modelando-nos, amoldando-nos, aperfeiçoando-nos. Não podemos fugir disso; estamos em Suas mãos, e ele continuará realizando a obra. Bendito seja o Seu nome!
Ah, se pudéssemos conhecer isto mais e mais, e compreender o alto privilégio da nossa vocação, a maravilha, o milagre desta nova vida que nos vem, toda ela, de Deus e por Deus. O meu conforto, a minha consolação, a minha força, a minha segurança, é saber que Deus está agindo em mim; e que Ele nunca cessará de agir em mim, até quando eu estiver diante dEle na glória.

Fonte: D.M Lloyd Jhones

CARNAVAL

O Carnaval, essa festa que arrebata multidões para as ruas, promove desfiles suntuosos, comilança, excessos em geral e também muita violência, liberalidade sexual etc. Ao estudarmos a origem do Carnaval, vemos que ele foi uma festa instituída para que as pessoas pudessem se esbaldar com comidas e festa antes que chegasse o momento de consagração e jejum que precede a Páscoa, a Quaresma.
Veja o que a The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 nos diz a respeito:
"O Carnaval é uma celebração que combina desfiles, enfeites, festas folclóricas e comilança que é comumente mantido nos países católicos durante a semana que precede a Quaresma. Carnaval, provavelmente vem da palavra latina "carnelevarium" (Eliminação da carne), tipicamente começa cedo no ano novo, geralmente no Epifânio, 6 de Janeiro, e termina em Fevereiro com a Mardi Gras na terça-feira da penitência (Shrove Tuesday)." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)
Em contra partida vemos que isso era apenas um pretexto para que os romanos e gregos continuassem com suas comemorações pagãs, apenas com outro nome, já que a Igreja Católica era quem ditava as ordens na época e não era nada ortodoxo se manter uma comemoração pagã em meio a um mundo que se dizia Cristão.
"Provavelmente originário dos "Ritos da Fertilidade da Primavera Pagã", o primeiro carnaval que se tem origem foi na Festa de Osiris no Egito, o evento que marca o recuo das águas do Nilo. Os Carnavais alcançaram o pico de distúrbio, desordem, excesso, orgia e desperdício, junto com a Bacchanalia Romana e a Saturnalia. Durante a Idade Média a Igreja tentou controlar as comemorações. Papas algumas vezes serviam de patronos, então os piores excessos eram gradualmente eliminados e o carnaval era assimilado como o último festival antes da ascensão da Quaresma. A tradição do Carnaval ainda é comemorada na Bélgica, Itália, França e Alemanha. No hemisfério Ocidental, o principal carnaval acontece no Rio de Janeiro, Brasil (desde 1840) e a Mardi Gras em New Orleans, E.U.A. (dede 1857). Pré-Cristãos medievais e Carnavais modernos tem um papel temático importante. Eles celebram a morte do inverno e a celebração do renascimento da natureza, ultimamente reunimos o individual ao espiritual e aos códigos sociais da cultura. Ritos antigos de fertilidade, com eles sacrifícios aos deuses, exemplificam esse encontro, assim como fazem os jogos penitenciais Cristãos. Por outro lado, o carnaval permite paródias, e separação temporária de constrangimentos sociais e religiosos. Por exemplo, escravos são iguais aos seus mestres durante a Saturnália Romana; a festa medieval dos idiotas inclui uma missa blasfemiosa; e durante o carnaval fantasias sexuais e tabus sociais são, algumas vezes, temporariamente suspensos." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade) .
A Enciclopédia Grolier exemplifica muito bem o que é, na verdade, o carnaval. Uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã, assim como fizeram com o Natal. Os romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria. A Bacchalia era a festa em homenagem a Baco, deus do vinho e da orgia, na Grécia, havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega Dionísio era o deus do vinho e das orgias. Veja o que The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 diz a respeito da Bacchanalia, ou Bacanal, Baco e Dionísio e sobre o Festival Dionisiano:
"O Bacanal ou Bacchanalia era o Festival romano que celebrava os três dias de cada ano em honra a Baco, deus do vinho. Bebedices e orgias sexuais e outros excessos caracterizavam essa comemoração, o que ocasionou sua proibição em 186 dC." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade). Essa descrição da Bacchanalia encaixa como uma luva em Carnaval. "Da Mitologia Romana, Baco era o Deus do vinho e da orgia. O filho de Semele e Júpiter, Baco era conhecido pelos gregos como Dionísio. Sua esposa era Ariadine."
"Dionísio era o antigo deus grego da fertilidade, danças ritualísticas e misticismo. Ele também supostamente inventou o vinho e também foi considerado o patrono da poesia, música e do drama. Na lenda Órfica Dionísio era o filho de Zeus e Persephone; em outras lendas, de Zeus e Semele. Entre os 12 deuses do Monte Olimpo ele era retratado como um bonito jovem muitas vezes conduzido numa carruagem puxada por leopardos. Vestido com roupas de festa e segurando na mão uma taça e um bastão. Ele era geralmente acompanhado pela sua querida e atendido por Pan, Satyrs e Maenades. Ariadine, era seu único amor."
"O Festival Dionisiano era muitas vezes orgíaco, adoradores algumas vezes superavam com êxtase e entusiasmo ou fervor religioso. O tema central dessa adoração era chamado Sparagmos: deixar de lado a vida animal, a comida dessa carne, e a bebida desse sangue. Jogos também faziam parte desse festival." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)
O Festival Dionisiano então, não parece ser a mesma coisa que a Bacchanalia e o Carnaval?
Nós, os Cristãos, não devemos concordar de modo algum com essa comemoração pagã, que na verdade é em homenagem a um falso deus, patrono da orgia, da bebedice e dos excessos, na verdade um demônio. Pense nisso.
Irlan de Alvarenga CidadeFonte: http://www.vivos.com.br/150.htm

A Fantasia do Carnaval

Mauricio Bernardes
Publicação: 05/02/2010
"O Senhor Jesus nos oferece aquilo que o carnaval só pode prometer".
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É nas metáforas de cada cultura que podemos encontrar a essência de um povo. Quando pensamos na precisão, disciplina e organização do povo britânico, por exemplo, entendemos com naturalidade porque o seu ícone cultural é o Big Ben. O mundo acerta a sua hora no relógio da Inglaterra.
Já a metáfora nacional do Brasil não está num relógio e, sim, na maior festa do mundo, o Carnaval. Este símbolo materializa em suas músicas, danças e fantasias um pouco do mistério de quem somos como brasileiros e, ao mesmo tempo, provoca uma erupção de imagens, idéias, sonhos, crenças e convicções que se fundem para formar uma parte crucial de nossa identidade nacional. A cultura é uma linda obra de arte que usa seu povo como tela, resume Erwin McManus.
A formação de uma cultura é algo natural e espiritual. No caso do carnaval, vemos claramente o genes da religião em sua composição. Há vários séculos atrás, os Católicos da Itália começaram a tradição de promover uma grande festa à fantasia no primeiro dia antes da Quaresma. Como os Católicos devem evitar comer carne durante esse tempo, esta festa foi chamada de carnevale, ou “deixar a carne de lado”. À medida que o tempo foi passando, o festival italiano foi ficando bastante popular nos países vizinhos como França, Espanha, Portugal e demais países Católicos da Europa. Então, quando esses países começaram a assumir o controle das Américas eles trouxeram consigo a tradição de se comemorar o carnaval.
No Brasil, a tradição carnavalesca sofreu fortes influências da cultura africana, aqui presente em virtude dos escravos. Assim, ao invés de ser um simples baile à fantasia, o carnaval no Brasil foi se transformando nisso que temos hoje. As antigas tradições africanas de se rodear vilarejos em procissão para trazer prosperidade, curar doenças e apaziguar parentes mortos enfurecidos gerou o desfile de rua de carnaval. Na tradição de se usar objetos naturais como ossos, vegetação, miçangas, tecidos e conchas na confecção de esculturas, máscaras e vestimentas, surgiram as fantasias como as que vemos hoje. As penas são freqüentemente usadas pelos africanos em sua terra natal montadas em máscaras e em acessórios de cabeça como símbolo de nossa habilidade como humanos de flutuarmos por sobre nossos problemas, doenças, decepções, e crises, para sairmos de uma situação desconfortável e irmos para uma terra melhor. Hoje, vemos que as penas são parte fundamental da maioria das fantasias de carnaval. A tradição musical da África dita em detalhes o uso da percussão, da dança, do uso de grandes bonecos, e até mesmo de movimentos corporais de caça e de guerra.
Além desses elementos culturais herdados, o carnaval do Brasil encontrou formas bem originais de expressar a alma de seu povo. A alegria desenfreada que se espalha por todo o país, a liberdade de se andar semi-nu (ou nu) e copular com qualquer pessoa, a anonimidade proporcionada pelas fantasias que gera a esperança de impunidade, a igualdade entre classes sociais que dançam no mesmo bloco e se vestem da mesma maneira, a superação de diferenças raciais no momento de se sambar, enfim, todas estas são marcas bem brasileiras no Carnaval que revelam necessidades frustradas por governos e projetos desde 1641, início do Carnaval no Brasil.
Assim, no carnaval encontramos um esboço do que nós como Brasileiros (e ao mesmo tempo seres espirituais) mais ansiamos na vida: felicidade, igualdade, liberdade, perdão, e força espiritual. O grande perigo, no entanto, está em acreditar que tais valores podem ser fabricados num evento passageiro e, ainda assim, serem genuínos e satisfatórios para a vida. É claro que não serão. E grandes esforços têm sido feito para corrigir este problema: estender a festa de 4 dias para 1 ou 2 semanas, hiper-valorizar o prazer sensual, amortecer a razão (e a emoção) com grandes quantidades de álcool, etc... Mesmo assim, todos estes esforços têm se mostrado inúteis no médio e longo prazo.
É seguro dizer que o carnaval se tornou atraente à maioria dos brasileiros porque ele apela às necessidades emocionais e espirituais que passamos a ter ao nascer como herdeiros do pecado de Adão. Porém, nesse sentido o carnaval passa a representar a grande distância que estamos dispostos a correr para não termos que lidar com Deus. Tentaremos de tudo, até mesmo negociaremos e nos contentaremos com menos. Desde que não tenhamos que ir até Deus.
Essa expectativa de condenação e desejo de fuga estava presente no Jardim do Éden quando Adão e Eva desobedeceram a Deus (Gênesis 3). Portanto, um senso de inadequação com Deus é algo que passou a ser da natureza humana (Romanos 1 a 3). Mas, a boa notícia é que Jesus Cristo foi punido em nosso lugar. Ele se fez pecado por nós (Isaías 53)! E, se confiarmos na promessa de Deus de reconciliar o mundo consigo mesmo através de Cristo na cruz do Calvário, veremos que a porta desta cela onde estamos se encontra aberta (Romanos 5 a 8). E lá, do lado de fora, estará Jesus de braços abertos dizendo através de Sua igreja: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve(Mateus 11:28-30).
Jesus nos oferece aquilo que o carnaval só pode prometer. Basta pararmos de fugir para descobrirmos isso de maneira prática e maravilhosa! Que tal agora?

Fonte: www.celebrandodeus.com.br

CONFLITOS NO ORIENTE MÉDIO




Irmãos e irmãs, vejam como as notícias dos jornais estão confirmando aquilo que a Bíblia já nos diz a muito tempo.
Cada dia que passa se aproxima aquele grande DIA em que Deus destruirá todos os inimigos de Israel e abrirá os olhos daquele povo que foi escolhido pela graça para ser povo de Deus. Quando o tempo dos gentios se completar Deus abrirá os olhos do povo de Israel e eles reconhecerão aqueles a quem transpassaram.
Olhemos atentamente para o que acontece em Israel pois esses eventos nos avisam a cerca do retorno iminente do Senhor Jesus.

CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO
O primeiro-ministro libanês Saad Hariri acusou Israel de ameaçar a paz no Oriente Médio e disse que, se for preciso, seu governo lutará ao lado do grupo militante xiita Hezbollah para se defender dos vizinhos.
"Dia sim, dia não, nós ouvimos muitas ameaças israelenses. E não são só ameaças. Nós vemos o que está acontecendo constantemente no solo e no nosso espaço aéreo ao longo dos últimos dois meses: todo dia nós temos um avião de guerra israelense entrando no nosso espaço aéreo", declarou Hariri em entrevista à BBC.
"Isso é algo que está se agravando, e isso é algo que é realmente perigoso", avisou o premiê, dizendo que teme uma nova guerra com o país vizinho.
O líder libanês foi além, dizendo que em caso de guerra contra Israel, seu país permanecerá unido para se defender, inclusive ao lado do grupo militante Hezbollah. Em 2006, os militantes enfrentaram Israel em uma guerra de 34 dias que matou mais de mil pessoas.
"Eu acho que eles estão apostando que haverá alguma divisão no Líbano, se houver uma guerra contra a gente. Bem, não haverá uma divisão no Líbano", afirmou Hariri.
As declarações de Hariri vieram dias depois dos ministros das Relações Exteriores da Síria e de Israel trocarem acusações agressivas, o que gerou apreensão sobre a possibilidade de uma nova guerra no Oriente Médio.
Nós vamos enfrentar Israel. Nós faremos isso ao lado de nossa gente.
Saad Hariri, primeiro-ministro do Líbano
A correspondente da BBC em Beirute, Natalia Antelava, disse que esse tipo de retórica é comum na região, mas que há sim o temor de que, desta vez, ela possa levar a um conflito mais sério.
Israel x Síria
Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, ameaçou “trucidar” o Exército da Síria e derrubar o presidente do país, Bashar al-Assad, no caso de uma guerra entre os dois países.
“Você e sua família perderão o poder”, afirmou Lieberman, acrescentando ainda que a Síria deveria abandonar seus sonhos de recuperar a região das Colinas do Golã, ocupadas por Israel.
A escalada verbal entre os dois países começou dias antes, quando o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse que se não houver um acordo de paz com a Síria, “poderá haver uma guerra generalizada”.
Em resposta, o ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid Moallem, declarou que os israelenses devem parar de se comportar como “bandidos” e afirmou que “os israelenses sabem que a próxima guerra pode atingir suas cidades”.

Em 2006, centenas de civis morreram por causa de bombardeios israelenses contra Beirute
O ministro sírio também disse que Israel “está plantando as sementes de um clima de guerra, ameaçando atacar o Irã, o Líbano e a Faixa de Gaza”.
Em 2006, um conflito de Israel com o Hezbollah durou 34 dias, causando a morte de mais de mil pessoas, principalmente civis libaneses.
A guerra começou depois do sequestro de dois soldados israelenses pelo Hezbollah na fronteira.
Como resposta, Israel invadiu o sul do Líbano e lançou um bombardeio contra o país vizinho, destruindo, por exemplo, o aeroporto internacional de em Beirute.
Fonte: Site da BBC

OS ANTICRISTOS E AS DOUTRINAS DE DEMÔNIOS

Quando vemos João, Paulo, Pedro, Judas e muitos outros ensinando sobre os anticristos e as doutrinas de demônios, logo pensamos que podem ser coisas ligadas ao espiritismo e que são facilmente reconhecidas e rejeitadas pela Igreja do Senhor. Pensamos que os anticristos são homens que abrem a boca em blasfêmias contra Jesus e a sua Palavra e exaltam a Satanás, mas não.
Paulo diz em I Timóteo, no capítulo 4, no verso 1, que "o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios". Veja que Paulo fala de espíritos enganadores e doutrinas de demônios dentro da denominada igreja do Senhor, e que alguns darão ouvidos apostatando de uma fé verdadeira para algo falso.
Pedro é mais enfático sobre isto quando diz: "E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade" II Pedro 2.1-2.
Judas ainda diz que se apresentam como pastores, e chegam até a banquetear com o povo de Deus: "Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas" Judas 1.12.
João quando fala em sua primeira carta, no capítulo 4, sobre os anticristos, não está se referindo ao anticristo, a besta de Apocalipse, mas aos falsos profetas. Homens que se apresentam como profetas de Deus, mas são anticristos e ensinam doutrinas de demônios. Não se apresentam como espíritas, apesar de serem, mas como cristãos; e estão no meio dos cristãos, passando-se por cristão para ensiná-los a se desviar de Cristo e da sua Palavra.
Mas como podemos distinguir um verdadeiro profeta de um anticristo, e uma doutrina verdadeira de uma doutrina de demônios? A primeira coisa que devemos estar certos é que esses anticristos e essas doutrinas de demônios estão mais pertos de nós do que pensamos, e também que os tempos posteriores que fala Paulo são o nosso tempo. E mais ainda, que não é Paulo, Pedro ou outro que está ensinando a Igreja, mas o próprio Espírito Santo: "O Espírito expressamente diz".
O Espírito Santo é o guardião da Noiva. Ele é o nosso Consolador, o nosso penhor e Ensinador. Ele cuida e nos guarda porque por nós mesmos não somos capazes de discernir. Por isso João diz que devemos provar os espíritos, para ver se o espírito é de Deus. O único espírito que procede de Deus é o Espírito Santo. E não é de se admirar que o próprio Satanás se transfigure em anjo de luz e os seus ministros em ministros da justiça (II Coríntios 11.14).
Bem, qual é a característica de um anticristo? Ele não fala palavras arrogantes contra Cristo, mas deixa Jesus de lado, rejeita a pedra angular, a pedra que sustenta toda a edificação de Deus. Eles se apresentam como edificadores da Igreja, mas desprezam a pedra de edificação: "E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina" I Pedro 2.7. No verso 8 seguinte, Pedro nos dá mais uma indicação quando diz: "E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados".
Portanto, um anticristo não é aquele que fala palavras arrogantes contra Cristo, mas se apresenta como um edificador para a Igreja do Senhor, mas exclui a Cristo, deixa Cristo de lado. Usam o nome de Cristo, mas o exclui de toda edificação e glória. Portanto, toda a edificação é feita em si mesmo: "Quem fala de si mesmo busca a sua própria glória; mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça" João 7.18.
Todo anticristo é aquele que toma o lugar de Cristo. E não somente isto, mas também o lugar do Pai e do Espírito Santo. Eles se acham os salvadores, porque pensam que neles, no nome e na obra que fazem é que esta a salvação. São soberanos porque se consideram donos, dominadores do rebanho, infalíveis. Cuidadores e ensinadores porque dizem que sem eles o rebanho pereceria. São anticristos, são contra Cristo: "Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis" II Coríntios 11.3-4
Como fazer para provar o espírito, se o espírito é de Deus? Se qualquer profeta traz a glória para si mesmo, e deixa Cristo de lado, ou fala sobre tudo, ensina tudo, mas não fala de Cristo, não é cristocêntrico, não glorifica a Cristo, e busca principalmente o proveito do homem, este é o espírito do anticristo. Temos que provar o espírito e ver se o ensino leva a Cristo, exalta a Cristo, glorifica a Cristo, porque esta é a obra do Espírito da Verdade: "Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar" João 16.13-14.
E o que é uma doutrina de demônio? É a doutrina que cogita das coisas que são dos homens e não das coisas que são de Deus (Mateus 16.23). A doutrina de demônios é a doutrina que busca satisfazer o homem, exaltar o homem; que busca a benção do homem, a sua prosperidade a sua saúde plena. A doutrina dos demônios prega o evangelho triunfalista, onde o homem determina todas as coisas e Deus as realiza. Onde o homem é o senhor e Deus o seu servo.
Satanás quando tentou Jesus através de Pedro disse: "E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso". Veja o que é a doutrina de demônios! Ela apela para a auto-compaixão, como se a compaixão de si mesmo pudesse impedir Deus de deixar o homem sofrer alguma coisa. Jesus então refutou tal proposta e disse a Satanás que ele só compreendia as coisas que são dos homens (v.23).
Se começarmos a provar os espíritos vamos nos dar conta que grande parte dos homens e ensinos hoje nos púlpitos e principalmente na TV não passam de anticristos ensinando doutrina de demônios. Muitas vezes e de muitas maneiras os cristãos tem sido tentados hoje pela Palavra de Deus. É a Palavra de Deus, mas não é da forma como Deus disse, não foi a forma para que ela foi enviada (Isaías 55.11). E isto é desde o Éden.
Isto é muito forte? Creio que o povo de Deus tem sido muito compassivo com as coisas que tem acontecido. Ao invés de condená-las estamos conformados, e até nos comunicando com estas obras infrutuosas das trevas. Judas nos convoca, convoca a verdadeira Igreja do Senhor a pelejar pela fé que de uma vez por todas foi dada aos santos.
Nós não recebemos o espírito do mundo, nem o espírito de covardia, mas o espírito de fortaleza que provém de Deus, a fim de compreendermos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus (I Coríntios 2.12). E como diz o apóstolo Pedro, nós somos os sacerdotes reais, a nação santa, o povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de anunciarmos as grandezas daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (I Pedro 2.9). Somente o seu povo particular poderá honrá-lo. Amém.

Por; Ir. Edward Burke

A PEDRA FERIDA

O Senhor Jesus é a pedra que os edificadores desprezaram, a qual Deus converteu na principal pedra de esquina da sua edificação (Mat. 21:42). Uma pedra angular é a pedra que sustenta um edifício, a que lhe dá consistência e firmeza.
Quando Israel caminhava no deserto, e teve sede, Deus lhes deu de beber de uma Rocha. Contra toda lógica, a provisão do vital líquido não proveio de uma fonte de um oásis, mas sim de uma rocha, de uma rocha que os seguia (1ª Cor. 10:4). Esta rocha foi ferida com a vara por Moisés, para significar dessa maneira que o Filho de Deus também seria ferido (Ex. 17:6). Deus estava anunciando assim que daria de beber ao mundo por meio do seu Filho ferido na cruz.
Mas não só ali. O Senhor Jesus foi ferido desde o primeiro dia que habitou no mundo, pois o mundo não o recebeu. Bem no início Herodes quis destruí-lo; e assim durante toda a sua vida foi hostilizado, até que finalmente, na cruz do Calvário, o seu corpo foi ferido numa multidão de partes, para que dela emanasse a bendita água da vida. O ato de Moisés ao bater na Rocha foi como uma profecia perfeitamente cumprida em Cristo.
No entanto, não só a pedra angular do edifício de Deus é uma pedra ferida; os homens e mulheres que são postos sobre ela também o são. «Aquele que cair sobre ela será quebrantado…», disse o Senhor (Mat. 21:44). Tal como é Cristo, os que são de Cristo também. A edificação de Deus conforma uma pedra ferida em sua base, e muitas pedras feridas em sua superestrutura.
Estas são as pedras vivas de que fala o apóstolo Pedro. Se estivermos vivos para Deus, se tivermos de ser contados para a edificação de Deus, temos que receber os mesmos tratamentos que recebeu o nosso Senhor – embora em um grau imensamente menor do que ele. Homens e mulheres quebrantados, como aquele “varão de dores, experiente em sofrimentos…” (Is. 53:3). Homens e mulheres parecidos com aquele precioso Varão no qual Deus tem perfeito contentamento.
Uma Pedra ferida. Que maravilhoso contraste! Que precioso paradoxo! A firmeza de uma rocha e a fragilidade da ferida. A solidez de uma pedra angular convertida em bebedouro de vida. Essa assombrosa mescla assombrou o mundo, e não só a eles – também aos que por estes dias são quebrantados para ser como ele.

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A DESGRAÇA DE CAFARNAUM

Mal o Senhor começou o seu ministério, deixou Nazaré e se mudou para a vizinha cidade de Cafarnaum. Ali estabeleceu o centro das suas atividades.
Cafarnaum foi a cidade que mais o teve. Suas ruas o viram passar muitas vezes, já cansado pela viagem exaustiva, já renovado por um merecido descanso. Para os vizinhos da cidade, o rosto de Jesus era familiar, e os seus milagres chegaram a ser assunto cotidiano, tanto, que já não surpreendiam a ninguém.
Cafarnaum foi honrada em tal alto grau máximo, como nenhuma outra cidade antes nem depois. Por isso, o Senhor lhe disse: "É levantada até o céu" (Mat. 11:23). No entanto, a frase do Senhor não termina aí: "Até o Hades será abatida". De um extremo da exaltação baixa ao outro extremo da degradação. Do cume mais alto ao abismo mais espantoso. Por quê?
O Senhor mesmo nos dá a resposta: "Porque se em Sodoma fossem feitos os milagres que foram feitos em ti, teria permanecido até o dia de hoje". Cafarnaum teve uma sorte que Sodoma não teve; mas tem uma responsabilidade que aquela tampouco recebeu.
A responsabilidade é proporcional à honra. E Cafarnaum não foi fiel à honra que lhe foi conferida. Os milagres de Jesus ali não surtiram efeito no coração. Eles deram razão a Abraão, naquela história do rico e Lázaro, quando disse: "Se não ouvem a Moisés e os profetas, tampouco se persuadirão ainda que alguém se levante dos mortos" (Luc. 16:31). Os milagres não podem operar no coração mais do que opera a persuasão pela Palavra de Deus.
Conclui Jesus: "Portanto vos digo que no dia do juízo, será mais passível o castigo para a terra de Sodoma do que para ti". O fim é espantoso, lapidário. O que ficará da honra conferida a Cafarnaum? Só uma fumaça, testemunho dos justos juízos de Deus.
Mas nós não devemos nos espantar tanto com a sorte de Sodoma, como com a nossa própria se não crermos no Filho de Deus. Como escaparemos nós, se além das palavras do Senhor que nos julgarão naquele dia, operar também contra nós o exemplo de Cafarnaum?

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