quarta-feira, 13 de maio de 2009

OS VENCEDORES E A HERANÇA



“Aquele que vencer herdará todas as coisas, e eu serei o seu Deus, e ele será o meu filho” (Ap. 21:7).
Estas palavras, que encontramos quase no final do livro de Apocalipse, resume o propósito que o Senhor tem neste livro, e não só neste livro, mas também no desígnio de sua vontade. Isto é o que Deus tem proposto fazer.
Esta sentença resume o propósito do Senhor com respeito à igreja. Claro que não é tão evidente como nós gostaríamos; mas, se olharmos com atenção e tratarmos de descobrir o seu significado, vemos que, efetivamente, neste versículo, o Senhor está nos dizendo algo essencial, que resume a sua vontade.

Um chamado para vencer
«Aquele que vencer herdará todas as coisas…». O Senhor está nos dizendo que há uma condição para herdar todas as coisas – que sejamos vencedores. Se formos vencedores, herdaremos todas as coisas, ele será nosso Deus, e nós seremos seus filhos.
Também observamos que está no singular. Embora possamos falar no plural, e é evidente que a promessa se refere a nós como igreja, por alguma razão fundamental, o Espírito quis que ficasse registrada em termos singulares, dirigida a cada um de nós como filhos de Deus considerados individualmente.
A resposta a este chamado diz respeito a nossa responsabilidade particular. Não podemos delegá-la a outros; não podemos dizer: ‘Senhor, porque os outros não venceram, eu não venci’. Ou: ‘Senhor, a condição do seu povo era tão baixa, e eu também estava dentro dessa condição’. Mas o Senhor está nos dizendo, a cada um em particular: «Aquele que vencer...».
Há aqui, então, a intenção do Espírito de nos dizer, como também o vemos nas cartas às igrejas no princípio: ‘Não importa qual seja a condição que te rodeia; você está sendo chamado a vencer. Você é, em particular, quem está sendo chamado a vencer’.
Além disso, é interessante observar o seguinte: Diz: «…e eu serei o seu Deus, e ele será meu filho». Observe o tempo futuro dos verbos. Na primeira parte, quando diz: «…herdará todas as coisas», é mais claro, porque é evidente que o herdar todas as coisas é um acontecimento futuro. Mas o que não é tão evidente é o que segue: «…e eu serei o seu Deus».
Nós podemos dizer com certeza que o Senhor é hoje o nosso Deus. No tempo presente, ele é o nosso Deus. E também no tempo presente, podemos acrescentar que somos seus filhos. E, no entanto, a promessa está no tempo futuro: «…eu serei o seu Deus, e ele será meu filho». Deve significar algo mais do que entendemos habitualmente. Há algo aqui que está no tempo futuro, e que nos fala de um propósito que vai além da nossa experiência presente.
Vamos tratar, então, com o socorro do Espírito do Senhor, de entender esta promessa, porque ela foi dada à igreja, para um tempo de decadência e de ruína espiritual. Precisamente, o livro está intimamente ligado, em significado, com as promessas que aparecem no final do livro de Isaías.
A última parte do livro de Isaías foi escrita para uma nação que tinha sido derrotada, que tem caído na ruína espiritual, e precisa recuperar a sua posição nos pensamentos de Deus para ela; uma nação a qual Deus não abandonou; porque, embora nos esqueçamos dos seus propósitos, ele jamais se esquece dos seus planos para conosco.
Recordem o que está escrito: «Eu nunca me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das mãos eu te gravei; diante de mim estão sempre os teus muros» (Isaías 49:15-16). Embora nós sejamos tardios para escutar a sua voz, embora nós sejamos obstinados para fazer a sua vontade, mesmo assim, ele sempre insiste, e uma e outra vez vem o seu chamado: «Levanta-te, resplandece, porque é vindo a tua luz».
E essas mesmas palavras se repetem no livro de Apocalipse: «Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas». Embora a ruína seja grande, embora pareça que tudo está morto (como em Sardes), ou embora pareça que tudo se tornou mundano (como em Laodicéia), no final, sempre há uma promessa: «Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas».
Irmãos amados, não há condição espiritual de ruína e de morte em que a igreja possa cair, da qual o Senhor não a possa levantar. Sempre é possível que sejamos levantados, porque ele é poderoso. Bendito seja o seu nome para sempre!
E aqui temos, então, esta situação parecida, mas agora nos tempos do Novo Testamento, e não muito diferente do que acontece com a cristandade em nossos dias. Também vemos que os males que se descrevem no livro de Apocalipse, e que se descrevem com respeito à nação de Israel no tempo passado, estão hoje ao nosso redor.
No entanto, as palavras do Senhor permanecem vigentes – o chamado a que sejamos vencedores. Essa é a resposta do Senhor a esta situação.
Em uma situação de derrota, qual é a resposta do Senhor? Um chamado à vitória. Mas esse chamado está dirigido a cada um; porque nem todos escutam a voz do Espírito, nem toda a igreja vai responder a esse chamado do Senhor; mas, com aqueles que respondam, ele vai realizar a sua vontade. A promessa está associada, então, para aqueles que respondem à voz do Senhor.

O significado de «adoção»
Essa é a promessa do livro de Apocalipse: «Eu serei o seu Deus, e ele será meu filho». Para entender por que está no tempo futuro, podemos observar que a palavra filho, que a Escritura usa aqui, em grego, é huiós. No grego do Novo Testamento, há duas palavras diferentes que se traduzem como filho. A primeira, a mais comum, é teknós. Por exemplo, em João 1:12: «Mas a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus», a palavra filhos, em grego, é teknós.
E, no entanto, cada vez que a Escritura fala do Senhor Jesus Cristo, como Filho de Deus, a palavra grega ali é huiós. É importante entender a diferença, pois o nosso idioma não tem equivalentes que possam traduzir com exatidão o significado das palavras em grego. E esse é o significado que invoca o Espírito Santo ao usar estas palavras.
Então, temos duas palavras gregas que têm um significado distinto, e que se aplicam de maneira diferente, segundo o caso. Quando se fala de nós, exceto em alguns casos como o que vemos aqui em Apocalipse, usa-se a palavra teknós, que poderia ser traduzida, mais ou menos, como um menino pequeno, um menino que está sob a autoridade de seus pais, sendo formado para a vida adulta.
E um filho huiós, a segunda palavra, é um filho que chegou à idade adulta, não só em termos biológicos, mas, sobretudo em termos mentais, morais e espirituais; um menino que se converteu em adulto, porque aprendeu o significado, a responsabilidade e as habilidades necessárias para a vida adulta.
Então, observe bem: Jesus Cristo o Senhor é sempre chamado Huiós de Deus, Filho de Deus, no sentido de um filho maduro, adulto, perfeito, completo, que tem todas as responsabilidades, habilidades, conhecimentos e capacidades para a vida adulta; enquanto que nós somos nomeados normalmente como meninos sendo preparados para a vida adulta, mas que ainda não somos adultos.
E agora, conhecendo essa diferença, podemos entender melhor o versículo de Apocalipse. «Eu serei o seu Deus…». A palavra Deus, no Novo Testamento, quando se usa Deus com o significado de Pai, vai sempre precedida de um artigo que não se pode traduzir, porque não tem sentido. Se fosse traduzido literalmente teria que dizer: «Eu serei o Deus deles», e se refere sempre ao Pai.
Por exemplo: «No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus» (João 1:1). Se traduzirmos não fica claro a distinção; mas no grego é muito claro, porque quando diz: «…e o Verbo estava com Deus», aí Deus tem um artigo e, portanto, refere-se ao Pai. E quando diz: «…e o Verbo era Deus», não leva artigo, portanto se refere que o Filho, o Verbo, é Deus. Porque João não quer dizer que o Pai e o Filho são idênticos; ele está claramente dizendo que, sendo Deus, não é a mesma pessoa do Pai.
Em outras palavras: «Eu serei seu Pai, e ele será meu filho maduro». O que vencer será esse filho. Então, vamos ver o que quer dizer isto, no pensamento do Novo Testamento.
«…em amor nos havendo predestinado para sermos filhos de adoção por meio de Jesus Cristo, segundo o puro afeto de sua vontade…» (Ef. 1:5). Quando traduzimos: «…filhos de adoção», não quer dizer a mesma coisa que entendemos hoje por adoção. Para nós, significa que um casal que não pode ter filhos, e quer ter um, pega um menino pequeno e faz uns trâmites legais, pelos quais este –não tendo sido gerado por eles– se converte em parte legal da família.
Mas, no Novo Testamento, a adoção não se refere –ainda que seja evidente, seja verdade– ao momento em que nós somos nascidos do Espírito, regenerados e nascidos de Deus. Refere-se ao momento em que chegamos a ser filhos maduros, refere-se ao propósito eterno de Deus conosco.
Para chegar a sermos filhos maduros, primeiro temos que nascer de Deus e nos converter em teknós de Deus, e através de um processo de formação, debaixo da sua mão amorosa, debaixo da disciplina do seu Espírito, finalmente, chegarmos a filhos maduros.
Essa é a meta de Deus; mas ainda não chegamos até lá, ainda estamos nesse caminho. Por isso, Apocalipse nos diz: «Aquele que vencer herdará todas as coisas, e eu serei o seu Deus, e ele será meu filho». Trata-se, então, deste processo. E o que o apóstolo Paulo tem em mente, quando diz que nos predestinou «para sermos filhos de adoção», não é só o ato em que Deus nos gera como seus meninos. Inclui, é evidente, porque esse é o ponto de partida; mas ele está pensando na meta final.
A palavra grega que aqui se traduz como ‘adotados’ é huiothesía. Pode-se traduzir literalmente ‘pôr no lugar de filho’. A palavra huiothesía se referia, no tempo antigo, a uma cerimônia que se efetuava quando um menino alcançava a maior idade – os judeus aos doze anos; os gregos e os romanos, aos quinze anos.
Nessa cerimônia, o pai de família fazia uma grande festa, e convidava a todos os seus parentes e amigos, a todos os seus escravos, seus servos e suas servas. E no meio dessa festa, ele trazia o seu filho, apresentava-o, e diante de todos dizia: ‘Este é meu filho; reconheço-o como meu huiós. De agora em diante, ele é dono de tudo o que eu tenho; de agora em diante, ele me representa em todos os direitos e deveres. Este é meu filho. Essa era a huiothesía.
Irmãos amados, para isso nós fomos predestinados. Para um dia reunir a todos seus seres criados, a todos os seus anjos, a todas as criaturas do universo, e dizer: «Aqui estão os meus filhos! Tudo que é meu é deles, e tudo o que eu criei é deles agora. E eles reinarão comigo pelos séculos dos séculos». Glória ao Senhor!
Apocalipse 3:5: «Aquele que vencer será vestido de vestiduras brancas; e não apagarei o seu nome do livro da vida, e confessarei o seu nome…». Recordam? O pai chama os seus servos, e lhes diz: ‘Este é meu filho’. E o que o Senhor fará conosco? «…confessarei o seu nome diante de meu Pai, e diante dos seus anjos».
Apocalipse 2:26: «Ao que vencer e guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e as regerá com vara de ferro, e serão quebradas como vasos de oleiro; como eu também a tenho recebido de meu Pai».
Apocalipse 3:21: «Ao que vencer, dar-lhe-ei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci, e me sentei com meu Pai em seu trono».
«Ao que vencer…». Quem são os que vencem? Os que chegam à estatura de filhos maduros, a quem ele dá em herança todas as coisas. Eles recebem autoridade sobre as nações; eles recebem vestiduras brancas, e o seu nome é confessado diante dos anjos, para que estes, assim como obedecem a Cristo, obedeçam também aos que estão com Cristo.
Esse é o propósito de Deus; disso nos fala o livro. Quando nós estamos em um tempo de ruína, de adversidade, de dificuldade, como estas palavras nos consolam, como nos consola saber o propósito que Deus tem conosco. Não importa o que ocorra, não importa o que acontecer com este mundo, um dia, se formos fiéis, se vencermos, nos sentaremos com ele em Seu trono. Bendito seja o seu nome!
Ele está nos preparando para esse dia. O Pai vem trabalhando em nós para nos preparar, para um dia nos dar em herança todas as coisas. Este é o chamado do livro de Apocalipse, a vencer, e que se cumpra em nós o propósito eterno de Deus.
«Eu lhe darei…», diz o Senhor Jesus, «porque eu já o obtive». Ele é o primeiro dos vencedores, o primeiro que entrou na posse da sua herança, para que nele e com ele nós também possamos entrar na posse da herança. Por isso está escrito: «somos … herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo». Porque ele herdou todas as coisas, agora também nós podemos herdar com ele todas as coisas.

O Filho de Deus herda todas as coisas
O capítulo 5 de Apocalipse nos mostra um pouco mais esse momento em que o próprio Senhor Jesus herdou todas as coisas. Ele, já sabemos, é Deus e é Filho de Deus desde a eternidade. Quanto a sua Divindade, ele não precisava ser reconhecido como Filho, porque ele eternamente tem sido Filho de Deus.
Mas o Verbo foi feito carne, foi feito como um de nós; e então, em sua humanidade perfeita, ele deveria percorrer o caminho que nós estamos chamados a percorrer, por nós e a favor de nós. O caminho que ele percorre para a glória, foi percorrido não por sua causa, mas por causa de nós, e então ele vem a este mundo, e vive a vida que todos nós estamos chamados a viver.
E assim também, então, converte-se em um menino pequeno, e fica sob a autoridade dos seus pais, e debaixo da autoridade de seu Pai celestial. E cresce, e aprende. «E Jesus crescia em sabedoria e em estatura, e em graça para com Deus e os homens» (Lucas 2:52). Assim o Senhor Jesus cresceu, e aprendeu tudo o que tinha que aprender, sendo um homem. Aprendeu a obedecer a seu Pai, e a guardar as obras de seu Pai, para ouvir a voz de seu Pai, e foi aprendendo a caminhar com seu Pai pelo Espírito, e aprendendo a ser um Filho de Deus, até que um dia chegou a ser um Filho maduro, adulto – Estou falando como homem, em sua humanidade.
E assim, um dia, você se lembra, quando João Batista estava junto ao rio Jordão, e veio o Senhor Jesus para ele, e João o batizou, no momento em que ele subia da água, o Espírito do Senhor desceu como uma pomba sobre ele. E veio uma voz do céu que dizia: «Este é o meu Filho amado». Nesse momento, o Pai, pela primeira vez, reconheceu-o como seu Filho. Recebeu a adoção do Pai – Não que ele antes não fosse Filho de Deus, mas adoção no sentido em que se usa a palavra no Novo Testamento.
É o momento em que o Pai reconhece a seu Filho e delega nele o seu poder e a sua autoridade. Você lembra que o Senhor cresceu em silêncio, em secreto durante trinta anos? Ninguém sabia quem ele era. Ele não falou palavra alguma, não ensinou nada. Mas chegou o dia. Ele tinha mais ou menos trinta anos, quando foi reconhecido como Filho, e começou o seu ministério. Desde esse dia em diante, ele teve autoridade para dizer: «Eu e o Pai, somos um… Quem me viu a mim, viu o Pai».
Mas ainda faltava uma etapa por cumprir, e essa é a etapa que encontramos em Apocalipse 5. Ele deveria morrer na cruz e ser ressuscitado. E então foi exaltado. E isto é o que ocorreu quando o Senhor chegou aos céus: «Vi na mão direita do que estava sentado no trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. E vi um anjo forte que apregoava com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e desatar os seus selos? E ninguém, nem no céu nem na terra nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem mesmo olhar para ele. E eu chorava muito, porque não se achou ninguém digno de abrir o livro, nem de lê-lo, nem de olhar para ele» (Apoc. 5:1-4).
Na mão direita de Deus há um livro escrito por dentro e por fora. O que representa esse livro? No tempo antigo, essa era a maneira em que se escreviam os testamentos. A vontade de um pai era escrita em um testamento. Esse livro é o testamento de Deus, que contém a vontade de Deus, os propósitos de Deus. E quem deve executá-lo? O seu Filho, o seu herdeiro. Mas ocorreu algo que impediu que essa vontade fosse executada.
Algo atrapalhou, até este momento, o cumprimento dessa vontade. Os planos de Deus estão detidos. Por isso, João chorava muito, porque ele entende o que esse livro contém. Não havia ninguém suficientemente digno de tomar esse livro em suas mãos e executar o que nele está escrito; nem sequer os anjos. Por mais poderosos que sejam os anjos, mesmo assim, o livro não é para eles.
«E um dos anciões me disse: Não chore. Eis aqui que o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e desatar os seus sete selos». Aleluia! «Aquele que vencer herdará todas as coisas». Aqui temos o primeiro e grande Vencedor; que entrou como precursor, além do véu, na presença de Deus. Como precursor, o primeiro de muitos. Bendito seja o Senhor! «…venceu, para abrir o livro e desatar os seus selos», quer dizer, executar a vontade de Deus.
Na Escritura, quando um livro está selado, significa que não se pode cumprir o que está escrito. Recordem que, quando Daniel terminou de escrever o seu livro, o anjo lhe disse: «Sela o livro, porque isto é para o tempo do fim. Quando chegar esse tempo, os selos se abrirão, e o conteúdo da sua profecia se cumprirá».
O que foi dito a João? «Não sele as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo». O livro selado significa que está todo detido, e quem desata os selos é aquele que vai permitir que se cumpra o que está escrito. E quem desata os selos é o Senhor Jesus Cristo. Bendito seja o seu nome!

Muitos filhos maduros na glória
Irmãos amados, podemos dar um passo a mais. Qual é a vontade do Pai? O que estará escrito dentro desse livro? Vejamos Hebreus 2:5-8: «Porque não sujeitou aos anjos o mundo vindouro, sobre o qual estamos falando; mas alguém testificou em certo lugar, dizendo: Que é o homem, para que dele te lembres, ou o filho do homem, para que o visites? Um pouco menor do que os anjos o fizeste, de glória e de honra o coroaste, e lhe pôs sobre as obras das tuas mãos; tudo lhe sujeitaste debaixo dos teus pés. Porquanto lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou que não fosse sujeito a ele; mas ainda não vemos que todas as coisas lhe sejam sujeitas».
Ainda não vemos que o homem governe sobre todas as coisas. Por todos os lados, vemos como a criação se rebela contra ele. E vemos os terremotos, os furacões e as calamidades da natureza, e o aquecimento global, o sol que queima e os microorganismos que matam. Toda a criação se rebela contra o homem.
«Mas vemos aquele que foi feito um pouco menor do que os anjos, a Jesus, coroado de glória e de honra…». Então, temos estas duas coisas: Por um lado, nada nos obedece; mas a ele tudo lhe obedece. Aleluia! «…coroado de glória e de honra, por causa da paixão da morte, para que pela graça de Deus provasse a morte por todos». Hebreus nos diz que, o que Cristo experimentou e o que Cristo ganhou, não o fez por ele – fez por nós. Glória ao Senhor!
«Porque convinha que aquele –Deus o Pai– por cuja causa são todas as coisas…». E aqui está o conteúdo do livro, esta é a vontade do Pai: «…convinha que aquele por cuja causa são todas as coisas, e por quem todas as coisas subsistem, que havendo de levar muitos filhos à glória…». A vontade do Pai é levar à adoção, à glória, muitos filhos maduros.
E o que teve que fazer para obter isso? «…aperfeiçoasse por aflições ao autor da salvação deles». Para levar muitos filhos à glória, o Pai teve que entregar o seu Filho à aflição e à morte, para que, através da sua morte, esses muitos filhos fossem levados à glória. Por isso, João escuta o ancião que lhe diz: «Não chore. Eis aqui que o Leão da tribo do Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e desatar os seus selos».
Quando você ouve uma declaração assim, e você se volta para ver quem é, o que espera encontrar? Um leão poderoso. E o que João encontra? «E vi que no meio do trono e dos quatro seres viventes, e no meio dos anciões, estava em pé um Cordeiro como imolado…». Convinha ao Pai, por cuja causa são todas as coisas, por cuja vontade existem e foram criadas, e foram criadas para, um dia, os seus filhos a herdarem; mas, para que os seus filhos pudessem entrar na posse da herança, o seu Filho unigênito tinha que padecer e morrer.
«…um Cordeiro como imolado». Quando ele morreu na cruz, nossa dívida foi cancelada, nossos pecados foram apagados; aquilo que nos separava da glória do Pai, foi tirado; a ata de decretos que havia contra os seus filhos foi tirada do meio de nós, na cruz. E agora, irmãos amados, o caminho para a glória está aberto, pela carne bendita do Senhor Jesus Cristo, que foi partida por nós; por suas chagas, entramos na glória do Pai. Bendito seja Deus!
«Porque o que santifica e os que são santificados, de um são todos…». Somos todos filhos. Não só o Senhor é Filho; nós, também. «…pelo qual não se envergonha de lhes chamar irmãos». «…confessarei o teu nome diante de meu Pai». Um dia, o Senhor confessará o teu nome, e dirá: ‘Este é meu irmão, e esta é minha irmã; e todos os que estão aqui são meus irmãos; porque eu lhes dei a minha vida, para que sejam meus irmãos’. Bendito seja o Senhor!
«E veio, e tomou o livro da mão direita daquele que estava assentado no trono. E quando tinha tomado o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciões se prostraram diante do Cordeiro; todos tinham harpas, e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos; e cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir os seus selos; porque tu foste imolado, e com o teu sangue nos tem redimido –outras versões dizem «os tem redimido»– para Deus…».
A quem redimiu? A aqueles filhos que ele deve levar à glória. Ele os redimiu com o seu sangue, e por isso é digno de abrir o livro. Ele tem o poder de levar esses filhos, pela vontade de Deus, à glória. Se você o segue, é através da morte, e em seguida pela ressurreição; mas a meta final é a glória. Siga a ele por qualquer lugar que ele vá, como está escrito em Apocalipse, e ao final, você chegará com ele à glória.
«…e nos fizeste para o nosso Deus reis e sacerdotes, e reinaremos sobre a terra». «O que vencer herdará todas as coisas». Bendito seja o seu nome! Porque, irmãos, ele tem proposto nos levar à glória, e nos apresentar diante do Pai um dia, amadurecidos, perfeitos, preparados para herdar com ele todas as coisas.
Mas ainda não chegamos... Somos seus filhos, nascidos dele, mas ainda não chegamos à glória. Há obstáculos, há dificuldades, e há um inimigo que está decidido a impedi-lo. Mas, bendito seja Deus! Aquele que vai adiante de nós é o Cordeiro de Deus que venceu e tem aberto o livro. Essa é a mensagem. A partir do capítulo 6 de Apocalipse, o Cordeiro começa a desatar os selos, e então vemos como começa a cumprir o propósito eterno de Deus de levar estes filhos à glória.
E por isso, Apocalipse termina nos mostrando os filhos de Deus na glória. «E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, descer do céu, de Deus… e ele habitará com eles; e eles serão o seu povo». Aí está o cumprimento. Cristo venceu, por todos nós. Bendito seja o seu nome para sempre!
Rodrigo Abarca

O BOM DEPÓSITO (PARTE 2)

Em 1ª Coríntios capítulo 2 também se fala dos dois aspectos que havemos tocado na revista anterior. Isto é, por um lado, o depósito espiritual, e por outro, a administração falada desse depósito, o ministério da Palavra.
Vou ler à partir de 1ª Coríntios 2 no verso 9, para ter um contexto um pouco mais amplo, onde, dos dois aspectos que Paulo falou em 2ª Timóteo 1:13-14, ele dá outros detalhes, o qual nos ajudará, nos ilustrará e nos estabelecerá.
«Ao contrário…». Este «Ao contrário…» é em contraste com a sabedoria dos príncipes deste século. Do verso 6, Paulo está contrastando a sabedoria oculta de Deus com a sabedoria dos príncipes deste século, que não conheceram a Deus e por isso crucificaram ao Senhor. O mesmo contraste que faz também Tiago, quando fala da sabedoria que vem do alto, que é primeiramente pura, que é pacífica, amável, cheia de bons frutos, contrastada com a sabedoria meramente terrestre, que Tiago a chama inclusive animal e diabólica.
E esse mesmo contraste que faz Tiago, Paulo faz aqui. Mas no verso 9, depois de ter feito já o contraste das duas, ele agora vai falar da sabedoria predestinada por Deus para a glória da igreja. Da glória da igreja está no verso 7.
«…falamos sabedoria de Deus em mistério…». A sabedoria oculta, mas não são os ocultismos nem os hermetismos típicos da sabedoria terrestre, animal e diabólica, mas a de Deus. «…a qual Deus predestinou antes dos séculos para a nossa glória». Paulo se deu conta que Deus queria nos glorificar; não para nos autoglorificar. O próprio Jesus Cristo não procurava a sua própria glória, mas a glória do Pai, e isso é o que nós devemos fazer.
Mas, ainda buscando a glória do Pai, o Senhor Jesus Cristo sabia que, assim como o Filho buscava a glória do Pai, o Pai buscava a glória do Filho. «Eu não busco a minha glória, mas há quem a busque, o meu Pai, que vós dizeis que é vosso Deus», disse aos judeus. Jesus sabia que o Pai queria glorificar o Filho; mas o Filho queria glorificar o Pai.
E agora é a mesma coisa: Nós queremos glorificar o Filho, e o Filho quer glorificar à igreja. Agora, se a igreja quer glorificar a si mesma, e em vez de pregar a Jesus pregamos a nós mesmos, ele vai ter que ficar calado, e vai ter que nos envergonhar, para que aprendamos a lição.
«Pai, a glória que tu me deste, eu lhes tenho dado». Só que a igreja tem que ser treinada para portar a glória de Deus sem estorvá-la, sem distorcê-la. E para isso somos submetidos ao forno, para ser cristalinos, como a nova Jerusalém, que é cristalina, diáfana como o cristal. Ela não é vista, mas é vista a glória de Deus nela, e isso é o que o Senhor quer: que cada vez nos vejamos menos, para que ele possa ser mais visto.
«Ao contrário, como está escrito: Coisas que olho não viu, nem o ouvido ouviu, nem subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam». Deus é um Deus que prepara surpresas para os que o amam. Alguém que ama é alguém que quer dar surpresas à pessoa amada.
Assim é o nosso Deus. Ele é um Deus que se agrada em nos assombrar. E nos dá umas surpresas! Porque nos diz. «Eu te amo, te amo». Essa é a surpresa. Claro, ele nos ama; sabemos que ele nos ama. Mas quando ele nos diz outra vez: «Te amo», ah, que lindo! Cada vez que diz isso, é um rhema, não é verdade? Não é só a doutrina do amor de Deus, senão que ele nos ama.
Então, o Senhor diz por Paulo: «Mas…». Por que diz, mas? Porque acaba de dizer que o olho não viu, que o ouvido não ouviu, que não tem subido ao coração do homem; ou seja, isto não tem origem no homem. «Mas Deus no-las revelou…». Essas coisas preparadas. «…no-las revelou pelo seu Espírito». Tudo isto se dá no plano da fé, da nova criação, do novo nascimento para cima, pelo Espírito.
«Deus no-las revelou…». As coisas que o olho não viu, que o ouvido humano não ouviu, que os corações dos homens, filósofos, grandes gênios da história humana, não lhes ocorreram, Deus as revelou à igreja «…pelo Espírito».
Paulo era um bom leitor do Antigo Testamento. Ele tinha lido em Provérbios, que diz: «O espírito do homem é a lâmpada do Senhor, a qual esquadrinha o mais profundo do coração». Ou seja, o que em nós esquadrinha nossas profundidades é o nosso espírito, e muito mais se é habitado pelo Espírito de Deus. Então, apoiado nisso, Paulo diz: «Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem que está nele?» (V. 11). Ou seja, se no caso do homem o espírito do homem é o único que sabe o que acontece no íntimo, quanto mais no caso de Deus!
Só o Espírito de Deus sabe o que há no coração de Deus, conhece plenamente o Pai e o Filho, a relação do Pai e o Filho, o propósito do Pai e o Filho, os caminhos do Pai e o Filho. Se isso acontece inclusive com o homem, Paulo diz que assim também acontece com Deus.
Então ele diz: «Assim também ninguém conheceu as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus». Ou seja, por isso, a única maneira de participar deste novo mundo, desta nova criação, é por meio do Espírito de Deus que já habita em nós, e que está aí, esperando a primeira oportunidade que lhe demos, para nos ajudar, para nos introduzir e para nos conduzir.
E em seguida Paulo diz: «E nós não recebemos o espírito do mundo…». Porque às vezes o recebemos. Esse é o problema; deixamos-nos poluir pela carne e pelo espírito, e então o Senhor se retrai. Nós fechamos o nosso coração. Já sabemos de onde vem o mundo, para onde vai, quem é, a quem lhe pertence. Embora estejamos no mundo, não somos do mundo. Há uma total separação entre o Espírito do Senhor e o espírito do mundo, e nós não recebemos o espírito do mundo. Não podemos ser adúlteros.
«E nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus…». Recebemos, porque isto já é um fato na igreja. Paulo não conduz os irmãos à confusão, mas à fé. Se for irmão, tem o Espírito.
O que faz o Espírito? Para que o Espírito vem? «…para que saibamos o que Deus nos concedeu». Ou seja, conheçamos. Este saber é ter experimentado e desfrutado «… do que Deus nos concedeu». Esse é o depósito, o pacote, a encomenda, o presente. Irmãos, é mais do que imaginamos, inclusive Deus nos dá isso antes que o conheçamos, porque ele não espera que conheçamos tudo para nos dar. Ele nos deu a si mesmo; só que ainda não entendemos tudo o que significa o que ele nos tem dado. Por isso é que Paulo orava.
Permitam-me, vou parar aqui. Vamos para Filemon, para ver ali uma expressão de Paulo que tem haver com isto, e para comentar essa frase: «…o que Deus nos concedeu». Esse é o depósito, essa é a realidade espiritual que o Senhor deu à igreja, e que os irmãos têm recebido ao receber ao Senhor.
«Dou graças ao meu Deus, fazendo sempre memória de ti em minhas orações, porque ouço do amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus, e para com todos os santos; para que a participação da tua fé seja eficaz no conhecimento de todo o bem que está em vós por Cristo Jesus» (Flm. 1:4-6). Paulo estava intercedendo por Filemon, para que, quando ele participasse a fé, a participação de sua fé fosse eficaz, ou seja, produzisse um efeito no mundo do Espírito, no novo mundo. Mas em seguida nos diz qual é o segredo da eficácia da participação da fé. Então diz: «…eficaz no conhecimento de todo o bem que está em vós por Cristo Jesus».
Não é que esse bem ‘vai estar’. Não. Como você já recebeu a Cristo, e Deus já pôs em Cristo todo o bem, então, todo o bem que está em Cristo está em nós, nos que receberam a Cristo. E na medida, que você vai conhecendo, experimentando pela fé, que Cristo está em ti, a participação de sua fé vai ser mais eficaz.
Se você chegar a contar com tudo o que Cristo te deu, ou seja, com o depósito, então, quando compartilhar a sua fé, será eficaz. Porque estará tirando da provisão que você não conquistou. Foi outro o que nos deu a seu Filho, deu-nos vida, deu-nos o Espírito. Então, irmãos, «…no conhecimento de todo o bem que está em vós por Cristo Jesus», a participação eficaz da fé no conhecimento de tudo o que Deus nos deu.
Precisamos conhecer do Senhor; que o mesmo Espírito nos conduza a perceber e crer espiritualmente tudo o que significa ter recebido a Cristo, que é Deus e ao mesmo tempo é homem, e realizou a humanidade em sua pessoa, e nos conduziu por sua cruz, por sua ressurreição e por sua ascensão, e nos assentou com ele nos lugares celestiais, e estamos unidos a ele em espírito, como um presente de Deus.
Antes, no Antigo Pacto, nós procurávamos fazer coisas. Mas no Novo, ele disse que ia se esquecer dos nossos pecados e que ia pôr o seu Espírito em nós, para nos fazer andar em seus estatutos. Porque antes, nós procurávamos andar e não andávamos; então ele decidiu esquecer os nossos fracassos, nos perdoar os pecados e nos dar o seu Espírito. É algo que ele decidiu fazer, e que ele fez e está fazendo; é algo que teve início na graça de Deus.
O sangue e o Espírito cobrem as nossas necessidades; o sangue, para tratar todo o velho, e o Espírito, para suprir todo o novo. Como um presente, o Espírito é recebido pela fé, não pelas obras da lei, mas por crer em Deus. E a palavra chave é outra vez receber. Receber é crer, receber é apropriar-se, contar com a presença fiel do Senhor.
Então, em Filemon, Paulo diz que a eficácia consiste em conhecer o bem que está em nós por Cristo. Já é nosso. Agora terá que ir abrindo a provisão parte por parte e tirando tudo o que há. Já o nosso Pai abriu uma conta em nosso nome no Banco celestial; agora cabe a nós assinar os cheques, com toda fé, com toda confiança de filhos, pelo que é necessário para cooperar com o nosso Pai na terra. E o céu paga, sim, porque o céu paga.
Voltamos outra vez a 1ª Coríntios 2. «E nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que saibamos o que Deus nos tem concedido» (V. 12). O Espírito Santo foi dado «para que saibamos o que Deus nos tem concedido» – o próprio Deus, a natureza divina, a realização humana no Senhor Jesus, a liberdade por meio da cruz, a nova vida por meio da ressurreição, o consolo.
Quantas coisas riquíssimas podemos colocar debaixo dessa frase tão curta, «…o que Deus nos tem concedido». Esse é o bom depósito; é muito, e não devemos deixá-lo assim, resumido. Não. Essa provisão você terá que abri-la, conhecer todo o bem que está em nós por Cristo. Terá que ver tudo o que isso implica, porque às vezes precisamos usar disso, que é Cristo, e às vezes desse outro, que também é Cristo. E às vezes disto e daquilo ou, quando menos esperamos, de outro aspecto que também existia em Cristo.
Então, até aqui, estamos vendo o bom depósito, o conteúdo espiritual, ou seja, originário do Novo Pacto, porque as suas palavras, no Novo Pacto, são Espírito e são vida. E também são palavras, mas palavras que vão cheias, não palavras vazias, palavras cheias com Deus, com Cristo, com o Espírito.
Então, agora diz: «…o que Deus nos tem concedido, o qual também falamos…». Essas são «as sãs palavras que de mim ouviste». Você vê as duas partes aqui? «…o que Deus nos tem concedido», corresponde ao bom depósito, mediante o Espírito Santo que provém de Deus. Mas diz: «…o qual também falamos». Ou seja, isto terá que ser falado. «Cri, pelo qual falei». Esse é o ministério da Palavra, da igreja.
A igreja tem que dar testemunho do que recebeu, tem que dizer o que Deus tem feito. Apocalipse 12 diz que os vencedores venceram o dragão pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho deles. Eles falaram com confiança diante dos demônios; disseram a palavra de Deus. Pela fé, até no meio da tormenta, disseram o que Deus disse: «Eu te amo, e dei a meu Filho; te perdoei, te dei o meu Espírito, te fiz um filho, uma filha, membros do Corpo e herdeiros da salvação, instrumentos de justiça no meio da escuridão».
Nós vemos escuridão, mas todos os anjos estão nos olhando. E Deus está nos olhando, para ver o que é o que na verdade cremos, e o que é o que vamos dizer nas ventas dos demônios. Mas eles venceram o dragão pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho deles, desprezando as suas vidas até a morte. Não tiveram em conta a si mesmos; só tiveram em conta o amor de Deus.
Então diz: «…também falamos…». É o ministério da Palavra, «…na fé e no amor que há em Cristo Jesus». Esse é o outro aspecto, o de «Retenha a forma das sãs palavras…». Também falamos. «Guarda o bom depósito…» – o que Deus nos concedeu, e segue falando agora do aspecto ortodoxo, o aspecto de 2ª Timóteo 1:13. «Retenha a forma das sãs palavras…».
«…o qual também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com as que ensina o Espírito…». Ou seja, o Espírito ensina certas palavras. As palavras ensinadas pelo Espírito tem sido o Novo Testamento. O Novo Testamento é o ministério do novo pacto, o ministério do Espírito. Então, as palavras ensinadas pelo Espírito são as palavras do Novo Testamento, mas não repetidas de maneira mecânica, mas cridas.
Quando o Espírito da palavra nos tocou, pela graça de Deus, cremos, e dizemos o mesmo, com fé, amor e gratidão. E o Espírito Santo está aí para defender, para respaldar e vivificar essa palavra, para que essa palavra seja seguida pelos prodígios e sinais que o Senhor faz como lhe agrada. O Espírito Santo está aí para cumprir a palavra de Deus.
Então, por isso diz aqui: «…o qual também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com as que ensina o Espírito, comparando o espiritual ao espiritual». As duas coisas são espirituais. Tem-se que comparar as palavras que o Espírito ensina a que Deus nos concedeu. O bom depósito e a forma das sãs palavras, a ortodoxia da verdade, e a verdade ou realidade do que fala a ortodoxia, uma concorda com a outra.
Não é só a ortodoxia. E não é somente um sentimento de vida, claro, ainda que haja um sentimento, e claro que é vida, mas é vida expressa em luz, vida expressa na verdade, inclusive na doutrina.
Paulo não tinha problema em falar de doutrina, e em Romanos 6, que vem falando de coisas tremendas da nossa crucificação com Cristo, ele diz que fomos entregues a certa forma de doutrina. Ele não tem preconceito em dizer dessa maneira, porque ele era conhecido por eles. Eles sabiam que Paulo era uma pessoa de espírito, e como tal, ele podia falar assim. Porque essa certa forma de doutrina era a verdade ortodoxa da palavra de Deus, que era vivida por Paulo.
O problema está quando não se vive. Quando se vive, você pode falar qualquer classe de palavras, e as pessoas sabem a que se refere, porque você está no Espírito. Quando se está no Espírito, pode-se falar de muitas coisas. O problema é se não estamos no Espírito; aí é que complica tudo, não é verdade? Mas Paulo está falando aqui palavras ensinadas pelo Espírito, que são espirituais, comparando o espiritual ao espiritual.
Há duas coisas espirituais aqui. Uma primeira coisa, a qual se tem que comparar a outra: o que Deus nos concedeu, o bom depósito, a realidade do Senhor em nossos corações, a realidade do atuar de Deus em nosso espírito. A isso se têm que comparar as palavras ensinadas pelo Espírito, que são as mesmas do Novo Testamento, mas agora frescas de novo, em nós, nos comparando plenamente com o Novo Testamento.
Essas palavras se comparam ao atuar de Deus, no Espírito. Porque Deus, diz Paulo, atua poderosamente nos que crêem. Então, precisamos crer, crer nele, e crer para que ele tenha lugar para ser fiel. Crer, para que ele possa mostrar a sua fidelidade. Não deve haver outra intenção, não devemos querer aparecer poderosos e superiores aos outros, porque aí o entristecemos. Devemos crer para que ele possa alcançar a outros, para que ele possa mostrar-se fiel e ajudar a todos os que ele tenha determinado ajudar.
«…comparando o espiritual ao espiritual», a ortodoxia, a sua realidade, a realidade à ortodoxia, retendo a forma das sãs palavras ouvidas na fé e amor, e guardando pelo Espírito Santo o bom depósito, seguindo sempre a correnteza do Espírito. O Espírito Santo, que inspirou a Palavra de Deus, sempre vai te fazer recordar a palavra, sempre vai tirar da palavra de Deus, das palavras de Jesus, das palavras dos seus apóstolos, das palavras do Novo Testamento. E esse rio vai tirando da Palavra e vai administrando a Palavra, e as duas coisas vão juntas. Não só uma, nem só outra.
E não é para nós treinarmos para imitar nada; o que nos cabe é nos voltarmos para Deus com coração sincero e lhe pedir: ‘Senhor, fala a sua palavra, vivifica o seu povo, faz o que é teu, o que só você pode fazer’.
Em seguida segue dizendo: «Mas o homem natural não percebe…». No original, é o psíquico, o almático, ou o que está só em si mesmo, contando consigo mesmo, com o que sabe, com o que estudou, com o que tem lido. Tudo isso, Deus pode usar se Ele quiser, mas não terá que apoiar-se nisso. Deus usa tudo, porque de todas as maneiras tudo é dele, e ele também nos dá tudo; mas tem que ser ele o que usa. Se ele não usar, não serve.
«Mas o homem natural não percebe as coisas que são do Espírito de Deus, porque para ele são loucura, e não as pode entender, porque têm que discernir espiritualmente». É uma questão de capacidade do homem natural; é incapaz para estar nesse outro plano. «…e não as pode entender, porque têm que discernir espiritualmente», quer dizer, fazendo uso do espírito, e como diz Paulo em Romanos 8, ocupando-se das coisas do Espírito, ou melhor, pondo a mente no Espírito, vindo do homem interior para Deus.
Porque, às vezes, estamos atentos somente em nós mesmos e no mundo, e não atentos a Deus no Espírito; mas o Senhor habita em nosso espírito, e devemos nos voltar para o Senhor no espírito. Pôr a mente no Espírito é atender como servos e filhos ao Senhor que se move em nosso espírito. Então, quando ele está se movendo, nós estamos atentos; e assim vamos sempre na mesma direção em que ele se move.
Ninguém sabe; porque o que é nascido do Espírito, não sabe de onde vem e para onde vai; isso não é uma questão já conhecida. Não, a única coisa que temos que saber é atender para onde ele vai, e ali é onde temos que ir. Você vê? Atendendo a ele no Espírito, discernindo espiritualmente. «…têm-se que discernir espiritualmente», pondo a mente no Espírito, atendendo ao que acontece em nosso espírito, qual é a direção que está tomando o rio do Senhor.
«Mas o que é espiritual julga todas as coisas; mas ele não é julgado por ninguém. Porque quem conheceu a mente do Senhor? Quem lhe instruirá? Mas nós temos a mente de Cristo». Nós, a igreja, temos a mente de Cristo; ou seja, Cristo vai renovando a nossa mente, pondo a sua mente na nossa; pouco a pouco, os paradigmas de Cristo vão sendo os nossos.
Mas isso tem que ser de uma maneira fresca; os paradigmas de Cristo não são velhos, nem sequer apenas versículos, embora estejam na Bíblia e podem ser proclamados e até cantados. Mas é a frescura do Espírito, do rhema, que os faz atuar.

GINO IANFRANCESCO

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Palavras de vida

Salomão disse: "A língua aprazível é árvore de vida; mas a perversidade dela é quebrantamento de espírito" (Prov. 15:4). Também disse: "Os lábios do justo apascentam a muitos".
Que maravilhosa atração exercia a palavra do mais maravilhoso dos homens, o Senhor Jesus Cristo? Ele é apresentado no evangelho de João como o Verbo eterno de Deus, quer dizer, a Palavra, que dá a conhecer os pensamentos de Deus. Que sublime atração possuía as suas palavras, que ainda hoje as lemos com emoção? Verdadeiramente, as suas palavras, como Ele disse, são espírito e são vida.
Os filhos de Coré, inspirados pelo Espírito Santo, disseram Dele, vários séculos antes da sua vinda: "É o mais formoso dos filhos dos homens; a graça se derramou nos seus lábios" (Sal. 45:2). Lucas dá testemunho do mesmo depois da sua vinda, dizendo: "E todos... estavam maravilhados das palavras de graça que saíam da sua boca" (4:22). As multidões vinham de todos os lugares, e, lhe ouvindo, esqueciam-se inclusive de comer. Qual foi a sua palavra?
A sua palavra foi o evangelho (que é "boa notícia") de Deus. A boa notícia de Deus, a boa nova de salvação. Por isso, a sua palavra era suave e delicada. O profeta havia dito: "Não contenderá, nem clamará, nem ninguém ouvirá nas ruas a sua voz" (Mt. 12:19). Dos seus lábios amorosos, a mulher pecadora ouviu palavras de perdão, a viúva enferma ouviu palavras de consolo, a mulher samaritana ouviu palavras de salvação. Quantos ouviram estas formosas palavras: "Os seus pecados te são perdoados", ou "A tua fé te salvou"? Quantos que pediram que fossem curados e escutaram dos seus lábios o "Quero" que os curavam?
A sua atenção estava centrada nos pequeninos, dos quais as crianças eram um exemplo. Ensinou que o melhor é o que serve, e que o menor é verdadeiramente grande; que os pequeninos não deviam fazer tropeçar, os que se afastam, teria que recuperá-los, os que se ofenderem, teria que perdoá-los, os que se aproximam, teriam que recebê-los. Trouxe à luz as hipocrisias dos pseudo-religiosos que sentiam prazer no formalismo, mas que tinham deixado de lado a justiça e o amor. Disse, citando o profeta: "Misericórdia quero, e não sacrifício", e: "Este povo me honra de lábios, mas o seu coração está longe de mim".
Ensinou, além disso, que o juízo deve estar nas mãos de Deus, que é o único capaz de fazer um juízo justo, e que a misericórdia triunfa sobre o juízo. Disse que são declarados justos por Deus, não os que se justificam, mas sim os que se julgam a si mesmos. Em seguida, na cruz, no extremo da sua fraqueza, teve palavras de salvação e de perdão: "Pai, perdoa-os, porque não sabem o que fazem". O malfeitor lhe ouviu dizer: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso".
Hoje ainda o Senhor Jesus segue falando assim. Ainda sai da sua boca a palavra de perdão para todo aquele que se aproxima dele em busca de socorro. A boa notícia de Deus é para você: Se confessar com a sua boca que Jesus é o Senhor, e crer em seu coração que Deus o levantou dos mortos, será salvo.

Fonte: Site Águas Vivas

Inimigos da cruz

Inimigos da cruz
"Porque muitos há, dos quais vos disse muitas vezes, e até agora o digo chorando, que são inimigos da cruz de Cristo; o fim dos quais será a perdição, cujo deus é o ventre, e cuja glória é a sua vergonha; que só pensam nas coisas terrenas" (Filipenses 2:18-19).
Poucas vezes Paulo fala com o dramatismo com que diz estas palavras de Filipenses. A razão da sua dor é muito precisa: são os inimigos da cruz de Cristo. O que sabemos deles?
Duas coisas se podem ver nestes versículos como características desta classe de cristãos: a sua sensualidade e o seu amor para com o mundo. "...cujo deus é o ventre", diz Paulo. Isto nos fala de pessoas que vivem em deleites, em prazeres: a boa comida e a bebida abundante. Mas evidentemente isto tem a ver também com o bom viver, com o apego ao conforto e às riquezas.
Paulo em outro lugar identifica esta classe de cristãos como os "amantes dos deleites mais do que de Deus" (2ª Tim. 3:4). Pedro os assinala como "os que têm por prazer o gozar dos deleites a cada dia" (2ª Pedro 2:13). Judas os descreve como os "escarnecedores que andarão segundo os seus maus desejos... os sensuais, que não têm o Espírito" (18-19). Se nos dias em que Paulo escreveu Filipenses já existiam, nos tempos posteriores (os das epístolas de Pedro e Judas) abundavam. Nos últimos dias (os nossos) são uma verdadeira praga.
Em alguns círculos cristãos a prosperidade chegou a ser uma bandeira de luta e um 'slogan' da moda. Os que a promovem afirmam que os cristãos não só podem gozar dos bens materiais, mas também são chamados para serem ricos, e que a riqueza material é sinal inequívoco de prosperidade espiritual. Conseqüentemente, a pobreza é sinal de fracasso espiritual e falta de fé.
Esta tendência foi denominada por alguns como uma "nova cruz", fácil, prazerosa, acomodada ao mundo, encaminhada a satisfazer os desejos carnais e obter para seus impulsores abundantes lucros. É obvio, esta cruz não tem nada a ver com a cruz de Cristo. Esta é uma anti-cruz, e seus seguidores são os mesmos "inimigos da cruz de Cristo" dos que falou Paulo com tanta dor.
Os inimigos da cruz de Cristo não querem perder a sua vida neste mundo; eles querem viver em deleites, desfrutar do dia, esquecer-se das dores e sofrimentos por causa de Cristo. Eles procuram afanosamente a sua felicidade além de Cristo, não importando quantos danos vão ficando em seu passado. Eles estão muito bem desfrutando do mundo, e no seu parecer, o Senhor demora muito em voltar.
O ventre é hoje o deus de muitos –como foi nos dias do apóstolo Paulo– e até o baixo ventre parece ser o deus de muitos outros que esqueceram as santas advertências das Escrituras, e submergiram na concupiscência.
Que Deus livre os seus amado da profana corrente que envolve o mundo!

Fonte: Site Águas Vivas

AHMADINEJAD PRESIDENTE DO IRÃ VISITARÁ O BRASIL




A visita do presidente iraniano ao Brasil está prevista para o dia 6 de maio. Ele é um dos principais negadores do Holocausto na atualidade. Ahmadinejad também não perde uma oportunidade para manifestar seu ódio a Israel e seu desejo de destruir o Estado judeu[1]. Sendo assim, a simpatia do governo brasileiro por ele faz-nos lembrar do ditado: "Dize-me com quem andas e te direi quem és''.
Algumas informações sobre o Irã[2]: desde a posse de Ahmadinejad em 2005, a situação dos direitos humanos no país piorou dramaticamente (com elevado número de execuções, muitas delas por apedrejamento ou enforcamento públicos). Um esboço de código penal estipula a pena de morte por apostasia (isto é, para quem deixar o islã). Os cristãos[3] e outras minorias religiosas têm sofrido severas restrições e perseguições. As autoridades iranianas também suprimem a liberdade de expressão e opinião, prendendo jornalistas, controlando publicações e a internet, além das atividades acadêmicas.
O Irã é promotor do terrorismo mundial e financiador do Hezb'Allah (o Partido de Alá, no Líbano) e do Hamas (na Faixa de Gaza). Essas duas milícias islâmicas radicais têm atacado Israel a mando do Irã e cometido inúmeras matanças de civis. Sua ação, porém, não se limita ao Oriente Médio: a Argentina acusou formalmente o Irã pelos violentos atentados contra instituições judaicas em Buenos Aires (em 1992 e 1994). Na América do Sul, a atuação iraniana é crescente, principalmente através da aliança com Hugo Chávez e Evo Morales.
O Irã também está em fase adiantada de desenvolvimento de tecnologia nuclear e de mísseis balísticos, representando uma séria ameaça para todo o Oriente Médio e o mundo. Dessa forma, o crescente armamento e a influência iraniana despertam fortes temores entre as próprias nações muçulmanas (principalmente na Arábia Saudita, no Egito e em alguns países do Golfo). Apesar da aparente unidade islâmica, há profundas desconfianças e conflitos entre muitos países árabes (dos quais, a maioria é sunita) e os iranianos xiitas (que são persas, e não árabes).
Quanto a Israel, as afirmações e provocações do presidente e de outros líderes iranianos são bem conhecidas: "Israel deve ser riscado do mapa...'', "Israel está destinado à destruição...'', "Israel é um tumor canceroso...''[1]. Sua última investida ocorreu na abertura da vergonhosa conferência da ONU (em Genebra) que, supostamente, deveria ser anti-racista. Como foi manipulada para atacar Israel, vários países[4] negaram-se a participar dela desde o princípio. Ironicamente, apesar do seu histórico, o presidente iraniano foi um dos principais oradores. Quando começou sua diatribe contra Israel e negando o Holocausto – justamente na véspera do Yom HaShoah, o dia em que se lembra o assassinato de 6 milhões de judeus no tempo do nazismo! – os delegados da União Européia se retiraram em protesto. Ficaram os representantes dos países que parecem concordar com Ahmadinejad, entre eles os brasileiros, ouvindo até o final o discurso de ódio aos judeus[5]. Assim, mais uma vez, o Brasil escolheu as más companhias.
A estátua do sonho de Nabucodonosor - veja Daniel 2.
É importante lembrar que o Irã (a Pérsia) tem grande destaque na Bíblia (veja os livros dos profetas Daniel, Ageu, Esdras, Neemias e de Ester). A Pérsia foi um dos impérios da visão da grande estátua do rei Nabucodonosor – interpretada pelo profeta Daniel, essa imagem representa todo o desenrolar da história das nações, até o estabelecimento do reino de Deus (Daniel 2, veja o Apocalipse). Os persas também são citados como aliados de Gogue na invasão de Israel "nos últimos dias'' (Ezequiel 38.5). Portanto, as profecias bíblicas revelam o papel do Irã no cenário mundial e nos permitem entender o que realmente há por trás do comportamento atual desse país. Ao estreitar seus laços com ele – enquanto se distancia de Israel – o governo brasileiro se expõe ao juízo anunciado em Gênesis 12.3: "...amaldiçoarei os que te amaldiçoarem'' .
As pessoas e os países podem escolher com quem se relacionar e andar – mas as más companhias revelam a inclinação de quem as procura e, quando não há afastamento delas, o final sempre é trágico. Você gostaria que seus filhos andassem com quem tem um “currículo” semelhante ao do presidente iraniano? Sem dúvida, a má escolha dessa amizade é extremamente preocupante. (Ingo Haake – http://www.beth-shalom.com.br/)
Notas:
O Irã promoveu as conferências “Um Mundo sem Sionismo” (em outubro de 2005) e de questionamento do Holocausto (em dezembro de 2006, com a presença de destacados revisionistas e anti-semitas de todo o mundo). Há uma longa lista de declarações anti-israelenses dos líderes iranianos e, especialmente, de Ahmadinejad, em encontros e eventos: http://en.wikipedia.org/wiki/Mahmoud_Ahmadinejad_and_Israel
Antes que alguém se ofenda, achando que se trata de “acusações” contra o “povo iraniano”: nenhuma delas se refere aos iranianos como pessoas, mas ao regime que os governa, do qual eles são as primeiras vítimas. Além disso, trata-se de fatos amplamente noticiados e conhecidos.
A Open Doors USA (Portas Abertas) relata: "A partir de 2008 houve forte endurecimento com as igrejas que se reúnem nos lares. Mais de 50 cristãos foram presos por sua fé numa das sociedades mais repressivas do mundo. Um casal cristão morreu após ser interrogado por funcionários governamentais... Apenas as igrejas armênias e assírias podem instruir seus conterrâneos em sua própria língua, mas é proibido ensinar pessoas de origem islâmica (que falam farsi). Muitos cultos são monitorados pela polícia secreta... Por pressão das autoridades, os cristãos são oprimidos e têm dificuldades em achar empregos e mantê-los logo que se descobre sua religião". (extraído de http://www.opendoorsusa.org/UserFiles/File/Open%20Doors%20World%20Watch%20List%202009.pdf)
Israel, EUA, Austrália, Alemanha, Canadá, Itália, Suécia e Polônia.
As notas posteriores de crítica do discurso de Ahmadinejad não parecem muito convincentes, pois não era difícil prever que na conferência, manipulada para servir de plataforma de condenação de Israel, só poderia haver esse tipo de manifestação.
Vídeo: Europeus saíram quando Presidente do Irão apelidou Israel de governo

segunda-feira, 13 de abril de 2009

TOMANDO A NOSSA CRUZ

"Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz cada dia, e siga-me" (Lc. 9:23).
A vida cristã é gloriosa não no sentido de prazeres, prosperidade e benções como muitos ensinam, mas é gloriosa na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo e todas as coisas estão mortas para nós e nós para o mundo. "Mas longe esteja de mim glorificar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo" (Gal. 6:14).
Quando Jesus nos ensinou a tomar a nossa cruz, ele estava falando de uma experiência própria, que ele mesmo, antes de nós, tinha tomado. Jesus cada dia tomava a sua cruz. "Desde então começou Jesus a declarar aos seus discípulos que lhe era necessário ir para Jerusalém e padecer muito dos anciões, dos principais sacerdotes e dos escribas; e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia" (Mat. 16:21).
A cruz não é algo que possamos tomar e deixar. Uma vez que a tomamos, não há mais volta, a morte é certa; a perda da vida e de todas as coisas deste mundo é certa. Uma vez que Jesus tomou a cruz não teve mais volta. (Lc. 22:42; Jo. 19:17-18).
Uma vez que nós a tomamos, da mesma maneira não há volta, a morte é certa; mas como Deus ressuscitou a Jesus dentre os mortos, a vida gloriosa da ressurreição também é certa para nós. "Estando nós ainda mortos em pecados, deu-nos vida juntamente com Cristo (por graça sois salvos), e juntamente com ele nos ressuscitou, e nos fez sentar nos lugares celestiais com Cristo Jesus" (Ef. 2:5-6).
Não há como tomar a cruz e evitar a morte, mas depois dessa pesada e vergonhosa cruz vem a vida gloriosa da ressurreição. (1ª Jo. 2:6).
Aqui não se trata do conhecimento da palavra da cruz, de Cristo crucificado como um ato de justiça, mas sim de uma vida já crucificada e justificada pela fé. É um viver pela fé tomando a nossa cruz cada dia, para que a vida gloriosa de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. "Levando no corpo sempre e por toda parte a morte de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossos corpos. Porque nós que vivemos, sempre estamos entregues a morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal" (2ª Cor. 4:10-12).
Não é uma doutrina somente, mas uma verdadeira carta escrita com o Espírito do Deus vivo, que claramente pode ser lida por todos os homens (2ª Cor. 3:3). Somos feitura sua, cheios de fruto de justiça que vêm por meio de Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus (Fil. 1:11; Ef. 2:10; Tito 2:14).
Quando a cruz termina o seu trabalho, não fica mais o homem, só Cristo. Ninguém poderá conhecer esta vida gloriosa se desprezar a sua cruz, porque Deus começou esta obra em Cristo e a completará em nós. "Estando persuadidos disto, que o que começou em vós a boa obra, a aperfeiçoará até o dia de Jesus Cristo" (Fil. 1:6).

Fonte: Site Águas Vivas

AMALEQUE

A alguns dias atrás, compartilhamos de Êxodo capítulo 17, sobre Refidim, a jornada que Israel viveu no deserto, uma jornada marcada pela provação, pela incredulidade e batalhas.
Nessa oportunidade, nós falamos que quando nós estamos enfrentando como cristãos a alguns problemas, a algumas necessidades, quando estamos vivendo um tempo de deserto, e parece a nós que não há água para beber, e parece que o Senhor Jesus está longe, que o socorro de Deus não chega, precisamente aí, quando experimentamos o socorro da água que sai da rocha, que nos sacia, quando estamos começando a experimentar a suficiência do Senhor Jesus Cristo, ocorre que Amaleque se levanta e nos ataca.

A lição de Êxodo 17:
A carne não foi destruída: está ali
E Amaleque, dissemos, é a carne. Porque tudo o que está escrito no Antigo Testamento é figura e sombra das coisas verdadeiras, das coisas que nós experimentamos hoje, nos dias do Novo Testamento. De tal maneira que este inimigo do povo de Deus, chamado Amaleque, tem um grande significado – significa a nossa carne, significa o nosso velho homem, este inimigo que nós temos dentro de nós, este inimigo que faz aliança com outros inimigos que estão fora, com o mundo e com Satanás.
Amaleque está dentro. Na passagem de Êxodo capítulo 17, aprendemos uma grande lição, que é esta: Amaleque nunca vai ser destruído, enquanto nós estivermos neste cenário terrestre. Amaleque não foi destruído por Josué, mas foi somente enfraquecido. Pois ali onde a versão Reina-Valera traduz «desfez», em hebreu diz textualmente «debilitou» (V. 13).
Além disso, nessa mesma passagem, diz a Escritura que Jeová teria guerra contra Amaleque de geração em geração, porque Amaleque se levantou contra o trono de Deus. Assim, pois, a nossa carne segue estando vigente. É um inimigo que está em pé.
O que nós temos que aspirar neste tempo é, não que o Senhor destrua a Amaleque – mas conforme a essa mesma Palavra, o Senhor o debilite até a enfermidade, até a impotência, para que não nos leve a derrota, para que não nos consuma na vergonha.
Porque este Amaleque tem muitos comparsas; há muitos capitães em seu exército, como essa lista que vemos em Gálatas capítulo 5: adultério, fornicação, imundície, lascívia, idolatria, etc.; ou como a lista que o Senhor enumera em Marcos capítulo 7, quando diz que estas coisas saem do coração do homem.
Esta debilitação de Amaleque ocorre por operação da palavra do Senhor – que é a espada que Josué utilizou para vencê-lo (Êx. 17:13). É a palavra do Senhor, o Logos, esta palavra por meio da qual Deus criou os céus e a terra; e não só criou os céus e a terra, mas também os sustenta. Esta Palavra é poderosa como uma espada de dois gumes, diz Hebreus capítulo 4. Enquanto recebemos a Palavra do Senhor, ela vai realizando em nós este trabalho de enfraquecimento da carne. Assim que, a lição que aquela passagem de Êxodo nos dá é esta: ‘Cuidado, cristãos, o inimigo está aí!’.
Às vezes parece que o inimigo desapareceu e está morto, mas não é assim. Simplesmente está em um período de latência. Está como essas feras selvagens que, quando vão atacar, estão mais silenciosas que nunca. Escondem-se detrás de um montículo, ou detrás de uma árvore caída… Há um silêncio sepulcral antes de seu ataque. Assim é Amaleque. Quanto mais silencioso está, mais perigoso é. Em qualquer momento pode vir um ataque devastador.
Graças ao Senhor por sua Palavra, porque não nos deixa na ignorância, não nos deixa confiando ingenuamente de porque já fomos salvos e que temos o Espírito Santo dentro de nós, porque temos alguns anos de caminhada com o Senhor, porque temos recebido uma revelação de Cristo e a igreja, etc., por causa de tantas coisas que poderíamos enumerar, já temos a carne derrotada e vencida. Não! Então, necessitamos da Palavra, necessitamos desta espada, que é a arma que Deus utiliza para a debilitação de Amaleque em nós.

A lição de 1 Samuel 15:
O perigo de perdoar o melhor de Amaleque
Uma segunda lição ou ensino a respeito de Amaleque foi recordada recentemente por nosso irmão Andrew Webb. Em 1 Samuel 15, o Senhor diz a Saul: «Olhe, anda, destrói a Amaleque, porque Amaleque saiu para atacar o povo quando ia pelo deserto. Portanto, agora chegou o dia da vingança, Saul, e você vai fazê-lo. Destrói tudo; não deixe nada com vida. Essa foi a ordem para Saul.
E Deus tinha lhe advertido através de Samuel: «Olha, dê atenção às palavras de Jeová». É como se estivesse sublinhando. ‘Atente à ordem que estou te dando, Saul, porque temo que o seu coração vá se abrandar na hora de exercer o juízo; temo que o seu coração não vá estar afinado ao meu na hora de fazê-lo’. E assim foi.
A Palavra diz que Saul destruiu tudo, exceto a Agague, o rei, e o melhor do gado e das ovelhas. Por quê? Porque teve temor do povo, o qual falava para reservar aquilo para oferecê-lo a Deus em sacrifício.
Faltou caráter a Saul; era um homem manso, um homem natural; não tinha caráter para fazer a vontade de Deus. E quando chega ao encontro de Samuel, este lhe diz: «E esse balido de vacas e de ovelhas…?». Então, aí, lhe dá essa explicação tão néscia.
Então Samuel lhe diz essas palavras que têm vigência até o dia de hoje: «sente prazer Jeová tanto nos holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça às palavras de Jeová? Certamente o obedecer é melhor que os sacrifícios, e o prestar atenção que a gordura dos carneiros. Porque a rebelião é como pecado de adivinhação, e a obstinação como ídolos e idolatria. Porquanto desprezastes a palavra de Jeová, ele também tem te desprezado para que não sejas rei» (1 Sam. 15:22-23).
Qual foi o pecado de Saul? O pecado de Saul foi este: Deixar com vida o melhor de Amaleque. Em termos do Novo Testamento, qual é o pecado? Deixar com vida o melhor que nós podemos oferecer da carne. ‘Ah, mas se isto é visto como tão bom; vou perdoar, não vou destruí-lo, não vou levá-lo à cruz. Isto pode servir a Deus’. Há tantas coisas boas em nós que deixamos com vida. O nosso ‘bom’ é mais difícil de ver e de julgar que o nosso mau. O nosso ‘bom’ pode servir de maior tropeço ainda para nós do que o mau, porque dissimulamos, camuflamos, e decidimos que continue existindo, decidimos não ser tocado. ‘Se isto for bom, por que não o deixamos? Acaso não servirá para Deus?’.
Essas são nossas capacidades intelectuais, a força da nossa vontade, nossos ‘bons’ planos, nossos ‘bons’ projetos. ‘Oh, eu quero servir ao Senhor, nisto, nisto e nisto. Quero fazer isto para Deus’. Apoiamos no nosso bom, na boa intenção que temos em nossas capacidades. É como se nós disséssemos a Deus o que é o que ele tem que usar de nós. ‘Aqui estão os melhores carneiros, Senhor; aqui estão as melhores ovelhas, Senhor; aqui estão as melhores vacas, para ti, Senhor’. Entretanto, o que o Senhor queria de Saul não era a sobrevivência daquelas coisas, mas o extermínio total.
Sim, o Senhor pode nos parecer cruel às vezes. Um afeto teu desmesurado por sua filha, o Senhor vai pedir que seja exterminado. ‘Senhor, mas é minha filha! Não seja cruel, Senhor!’. ‘Se isso é crueldade, que seja; mas extermine-o’. Ou um amor desmesurado por seu trabalho, por sua carreira; seja lá o que for. Tudo aquilo que você considera bom, formoso, saudável, aquilo em que você se gloria – isso é o melhor de Amaleque.
O Senhor diz: «Se compraz Jeová tanto em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça às palavras de Jeová?». Oh, por isso é tão difícil à obediência; a obediência tem mais valor que as ofertas. A obediência tem muito mais valor que ir aos confins do mundo para pregar. Obedecer à vontade do Senhor é mais difícil que ir ao outro extremo do mundo para pregar o evangelho. Uma coisa santa e boa como é pregar o evangelho pode ser um disfarce de Amaleque. Quantas dessas coisas em nós podem acontecer assim! Você faz coisas para Deus, mas com uma dupla intenção, com outra motivação. Isso é a carne, isso é Amaleque.

A lição de 1 Samuel 30:
Amaleque ataca as famílias
Mas agora, para completar um pouco mais esta série de mensagens sobre Amaleque, queríamos adicionar algo mais, com a ajuda do Senhor.
Vamos retirar de 1 Samuel capítulo 30. Quando lemos o capítulo 15 deste livro, onde se relata a morte de Agague nas mãos de Samuel, nós poderíamos pensar que todos os amalequitas foram destruídos. Entretanto, aqui, no capítulo 30, aparecem os amalequitas de novo, cumprindo-se assim a palavra que Deus deu através de Moisés em Êxodo: «Jeová terá guerra com Amaleque de geração em geração».
«Quando Davi e seus homens vieram a Ziclague ao terceiro dia, os de Amaleque tinham invadido o Negebe e a Ziclague, e tinham assolado a Ziclague e a tinham queimado a fogo». Acontece que, na cidade de Ziclague, estava a família de Davi, as suas mulheres, os seus filhos, e as famílias de todo o seu exército, que eram seiscentos varões de guerra.
Lembremos-nos que, nestes dias, Davi ainda não era o rei em exercício de Israel. Tinha sido ungido, sim, mas Saul ainda estava no trono. Davi era um rei fugitivo. Na ausência deles da cidade de Ziclague, os amalequitas vieram e levaram as suas famílias cativas. De modo que, quando Davi e os seus homens chegaram, encontraram a cidade em chamas, e nem rastros de suas mulheres nem de seus filhos. Então eles levantaram a voz e choraram «até que lhes faltaram forças para chorar» (V. 4).
Isto é o que faz Amaleque. Como interpretamos isso à luz do Novo Testamento? Notem aqui: Amaleque ataca a cidade, e levam cativas às famílias.
A carne está fazendo hoje em dia este mesmo trabalho; está separando os pais dos filhos, os maridos das esposas, levando uns em cativeiro e consumindo a outro no desespero, no pranto.
A carne, quando se manifesta e ataca, pode deixar seqüelas tão graves na família, que, além de dividi-la, consome os pais – os maridos às vezes– neste pranto até o desespero. Mais e mais vezes somos testemunhas da destruição dos lares, a separação dos pais com respeito a seus filhos, e de matrimônios divididos.
É fácil jogar a culpa em Satanás, e jogar a culpa no mundo. Entretanto, aqui nos sugere claramente que a principal causa é Amaleque – é a carne.
Quando perguntaram ao Senhor se era permitido ao homem repudiar a sua mulher, ele disse: «O que Deus uniu, não o separe o homem». «E como Moisés nos mandou dar carta de repúdio a nossas mulheres?», disseram-lhe os judeus. E o Senhor lhes disse: «Pela dureza do vosso coração, Moisés lhes permitiu –não lhes mandou– repudiar às suas mulheres; mas no princípio não foi assim».
«A dureza do vosso coração». Aí está a chave de muitas rupturas matrimoniais – a dureza de coração. Quanta dureza na carne! Quão forte chega a ser a carne! A carne se veste de uma armadura impenetrável. Então, não há capacidade de perdoar, de adaptar-se ao outro, de receber o outro, de ceder diante do outro, de valorizar o outro. Há só julgamento, desqualificação, menosprezo e violência.
E em seguida jogamos a culpa no outro. ‘O que aconteceu, Adão?’. ‘Ai, Senhor! A mulher que me deste por companheira, ela é a culpada’. Entretanto, é a dureza do coração. Oh, se fôssemos mais quebrantados, mais ternos; se tivéssemos a mansidão e ternura de Cristo! Seria muito diferente.
Então, a carne produz estes descalabros. E atua também em relação aos pais com os filhos. Esses mesmos pais, que podem ser tão intransigentes entre si, às vezes são tão benévolos com os seus filhos! Até o ponto de às vezes parecer que os filhos são os que mandam na casa.
Quando os pais tentam ser firmes e corrigir, os filhos se enchem de rebeldia. ‘Oh, este meu pai é o pior pai do mundo, é o mais duro do mundo; ele não me ama’. Filhos rebeldes… lares divididos. Cada um se afirma em sua posição. Os filhos exigem direitos.
Hoje no mundo, alguns filhos têm certa independência econômica, saem de casa. Alugam um apartamento entre vários jovens, como fugindo da ordem familiar. Outros, ainda estão na casa dos pais, mas só de corpo presente, porque o seu coração já não está mais ali. Como aquele garotinho a quem o papai lhe mandava sentar-se, mas ele estava ensoberbecido, e não queria obedecer. Finalmente se senta, mas diz ao papai: ‘Sento-me, mas ainda, por dentro, estou de pé’. Assim se levanta a carne e divide as famílias.
Agora, quando Davi tomou consciência do que tinha acontecido, consultou ao Senhor: «Perseguirei a estes saqueadores? Poderei alcançá-los?». E lhe diz: «Segue-os, porque vai alcançá-los, e irás libertar os cativos». Assim Davi reuniu o seu pequeno exército, e partiram atrás dos seus cativos.
Quando chegam ao acampamento dos amalequitas, «…e eis que eles estavam esparramados sobre toda aquela terra, comendo e bebendo e fazendo festa, por todo aquele grande despojo que tinham tirado da terra dos filisteus e da terra de Judá».
Amaleque estava fazendo festa. Enquanto nós choramos nossos problemas matrimoniais, a separação de nossos lares, a partida de nossos filhos, Amaleque faz festa. Assim é; esse é o nosso inimigo.
«E os feriu Davi desde aquela manhã até a tarde do dia seguinte; e não escapou nenhum deles, a não ser quatrocentos jovens que montaram sobre os camelos e fugiram» (30:17). O que vos parece? Diz: «…e não escapou nenhum deles», e em seguida diz: «…a não ser quatrocentos jovens», ou seja, Amaleque não foi destruído, outra vez; foi vencido, mas não destruído. Quatrocentos jovens escaparam. O que significa jovens na Bíblia? Os jovens são os que têm vigor. Então, o mais vigoroso de Amaleque, ficou em pé. Eles têm vigor para fugir e escapar. Quando a espada vem, eles fogem. Por isso, Amaleque segue presente.
Contudo, graças ao Senhor, houve alegria. Tomaram todo o despojo, e as suas mulheres e os seus filhos. «E não lhes faltou coisa alguma, pequeno nem grande, assim de filhos como de filhas, do roubo, e de todas as coisas que lhes haviam tomado; tudo Davi recuperou» (30:19).
Irmãos, que maravilhosa esperança temos! Vocês percebem o significado espiritual disto? Davi aqui é o nosso Senhor Jesus Cristo. Davi recupera tudo o que tinha sido perdido. Sim, em Cristo temos esperança de recuperar tudo aquilo que a carne desbaratou. Todo o dano que fez, em Cristo o recuperaremos.
Sim, essa é a nossa confiança, essa é a nossa esperança. O Senhor nos devolverá tudo. E as lágrimas que choramos, a dor que sofremos, terão servido para formar algo em nosso caráter. Nem sequer as lágrimas se perderão; os dores não serão gratuitas; elas também deixarão um saldo favorável. Obrigado, Senhor Jesus, por suas vitórias!
Amados irmãos, o que nos ensina, então, este episódio de Ziclague, de Amaleque atacando esta cidade, e queimando-a? A cidade pode ser a nossa casa, ou pode ser também a igreja. Amaleque vem e a ataca, e causa destruição. Esse é Amaleque, essa é a carne.
Irmãos, vejamos quantas coisas acontecem em nossos lares que são produto de nossos enganos ou pecados. Quando os nossos filhos pecam, os pais não podem ‘lavar as mãos’. Alguma responsabilidade temos; pode ser pequena ou grande, mas temos alguma responsabilidade.
Quanto de nosso caráter, de nossa natureza adâmica, está ainda governando as relações na casa. Quanta dureza de coração, quanta incapacidade de perdoar. Que o Senhor nos socorra, porque a carne se levanta e é tão forte, que pode destruir um lar, destruir uma família; tirar a paz, a comunhão.
Vem-me à memória essa passagem nos primeiros capítulos de 1 Samuel, quando o Senhor fala com Eli, e lhe diz: «Porquanto honrou a seus filhos mais que a mim, e não os estorvou, eu farei que tu fiques sem filhos».
Ofni e Finéias, os filhos de Eli, eram homens levianos. Entretanto, o Senhor falou com Eli: «Você tem responsabilidade. É certo que você disse a seus filhos que não era bom o que estavam fazendo, mas não foi mais à frente para estorvá-los».
Que o Senhor nos ajude para estar atentos e estar advertidos destas formas sutis e ardilosas com as que Amaleque se levanta e se apresenta, não suceda que sejamos envergonhados, ou destruídos.
(Síntese de uma mensagem ministrada em Temuco, em setembro de 2008).