quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

As 42 Jornadas no Deserto



As 42 Jornadas no Deserto
Introdução - Parte 06
Texto: Nm 4: 5,6


Nós temos visto aqui algumas seqüencias algumas prioridades na nossa jornada espiritual. Nós vemos aqui primeiro a arca, porque aqui a arca fala de Cristo, fala dos planos da centralidade de Cristo. Depois para aqueles que acompanham comigo essa seqüência maravilhosa do estudo das peregrinações no deserto, nós podemos ver que este versículo 5, de Números capítulo 4, nos leva para Atos dos Apóstolos capítulo 2, aonde nós podemos ver ali a mesma seqüência.
Se nós lermos Êxodo capítulo 25, quando o Senhor ordena a Moisés que construa o Tabernáculo, nós vemos que ali havia uma ordem de coisas a serem construídas. Então primeiro nós vemos o que? Nós vemos a arca. Então a centralidade de Cristo é algo nós precisamos notar. Então primeiro a arca, depois a mesa, candelabro, o altar do incenso com o incensário, esta é a ordem. Se nós lermos Atos capítulo 2, versículo 42, nós vamos ver que primeiro eles perseveravam na “doutrina dos apóstolos” isso fala da arca, porque lá no capítulo 5, de Atos, versículo 42 diz que a doutrina dos apóstolos era “Cristo”, diz assim: “E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo”. Essa é a essência da doutrina dos apóstolos, a doutrina é a “centralidade de Cristo”. Aqui nós temos a figura da arca. Depois nós temos o que? Temos a comunhão. Temos o partir do pão, temos as orações. Vimos o primeiro item dessa questão – a centralidade de Cristo.
Na primeira carta aos Corintios capítulo 15, vemos como o apóstolo estabeleceu essas prioridades. Então aqui teremos estas prioridades: primeiro vemos que é Cristo; a segunda o Espírito e a terceira o Corpo de Cristo. Quando Paulo escreve aos irmãos aqui no capítulo 15, versículos 1 ao 5, de Corintios, ele diz assim: “ademais, vos declaro irmãos”, isso é uma declaração apostólica do que é o Evangelho em sua primeira essência, “o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais”; “por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão”. “Porque, primeiramente” aqui está a ordem de prioridade, “vos entreguei o que também recebi”, ou seja, o que ele também recebeu desta mesma maneira, “de Cristo” aqui está o primeiro item, é a Pessoa, o Senhor Jesus, o Filho de Deus. Ele diz “que Cristo”, aqui está o primeiro grande aspecto. Aqui está a doutrina apostólica, Cristo. Ai ele diz “que morreu pelos nossos pecados”, ou seja, a morte de Cristo vem em segundo lugar. A morte de Cristo segundo todas as riquezas da Palavra de Deus. A Pessoa de Cristo e agora a Obra de Cristo, veja a seqüência. Continuando, “e que foi sepultado”, veja a seqüência. Então primeiro nós temos Cristo, depois temos a morte de Cristo, depois temos o sepultamento de Cristo, e “que ressuscitou”, olhe uma nova seqüência, “ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras”, “E apareceu a Cefas e, depois, aos doze”. Nós lemos os versículos do 1 ao 5, de 1 Corintios capítulo 15.
Portanto meus irmãos e irmãs, nós podemos ver que Paulo segue dando uma lista de todas as pessoas que foram testemunhas oculares da ressurreição do senhor Jesus. Mas precisamos focar no que Paulo havia estabelecido. Aqui ele estabeleceu um fundamento e ninguém pode lançar outro fundamento sobre o que já está posto, “o qual é o Senhor Jesus Cristo”. Este é o principal, o primeiro, o único fundamento. Quem é Jesus Cristo? O Evangelho trata de Jesus Cristo, de nos apresentar ao Senhor Jesus. Pra mim e pra você depende de quem seja Jesus para nós. Porque só assim nós poderemos chegar a Deus. Se o Senhor Jesus Cristo é apenas um personagem histórico que passou pela terra e ensinou uma ética, mais ou menos, algumas coisas rabínicas, morais, muito pouco você pode desfrutar do que Deus tem para nós. Tudo o que Deus tem para nós, o tem na Pessoa, Obra e Doutrina do Seu Filho Jesus Cristo e o tem em Seu Espírito. Então meus irmãos e irmãs, o senhor Jesus é o tema central, toda a centralidade da doutrina dos apóstolos é Cristo. Os apóstolos no que se relaciona com a pessoa do Senhor Jesus eles eram muito cuidadosos, nós não podemos ser diferentes. Se quisermos perseverar nessa doutrina temos que andar na mesma linha, temos que sair do centro, do foco, e deixar que todo foco no Corpo de Cristo, nas reuniões da Igreja estejam sobre a Pessoa do Senhor. Entre outras coisas João nos diz que não devemos receber em casa determinada pessoas em relação a Pessoa do Senhor Jesus que estão desviando os assuntos. Olhe o que ele diz na sua segunda epístola, capítulo 1, versículo 10: “Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas”. O que lhe diz bem-vindo participa de suas más obras. A igreja tem que conhecer estas pessoas que na verdade não trazem essa doutrina acerca de Cristo, acerca da Pessoa de Cristo.
Veja em Romanos capítulo 1, versículo 1, diz: “Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus”. Aqui Paulo está citando Atos capítulo 13, quando o Espírito disse: “Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado”. Agora ele diz nesta epístola aos Romanos que ele foi separado para que? Para o “Evangelho de Deus que ele havia prometido antes por seus profetas nas Santas Escrituras”. Aqui ele se refere ao Antigo Testamento. O Antigo Testamento é a preparação de Deus para do Evangelho Deus, era a intervenção divina através dos profetas para tipificar, anunciar e fundamentar tudo que é relativo ao Evangelho. Veja que Paulo no versículo 3, nos diz qual é o tema central do Evangelho no que se trata o Evangelho de Deus, diz que ele “havia prometido antes por seus profetas” através das Escrituras do Evangelho acerca do seu Filho, ou seja, o tema central do Evangelho de Deus “é o Filho de Deus”, “é o Senhor Jesus”. Aqui começa tudo, esse é o fundamento, nosso Senhor Jesus Cristo. Agora identifica que é o Filho de Deus. Diz que é Jesus, ele é o Messias.
Em Mateus capítulo 16, versículos 16 aos 18, aqui Simão Pedro fez aquela magna declaração: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Ai o Senhor Jesus afirma:

17 - Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.
18 - Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

Quando o Senhor fala: “Sobre esta pedra”, não diz sobre Pedro. Agora estava apontando para Ele “sobre esta Rocha”, “edificarei a minha Igreja”. Você acaba de confessar o que o Pai te revelou. Esta é a revelação. E essa é a confissão acerca de Jesus, é que Pedro está confessando, está declarando “o Filho de Deus” como o “messias de Deus”, “o Cristo”. “Sobre esta Rocha edificarei a minha Igreja”, ai está o fundamento! Todos nós precisamos saber disto. A Igreja está edificada sobre o Filho de Deus, sobre o “Messias de Deus”, sobre Cristo, sobre “esta Rocha edificarei a minha Igreja”. Ai está o fundamento, sobre o Filho de Deus. Morto por nossos pecados, ressurreto, o Senhor da glória. Sobre ele está edificada a Igreja. Ele tem que nos revelar. Temos que conhecer o Filho de Deus porque ele revela-nos o Pai. Deus se agradou em revelar no seu Filho ele mesmo. Não foram carne nem sangue que revelou para Pedro, foi o Pai. A Igreja tem que estar centrada desfrutando do Senhor Jesus, conhecendo-o. Precisamos irmãos e irmãs, estar perplexos por conhecer a cada dia mais e mais a revelação de deus em Cristo na comunhão da Igreja, na vida da Igreja.
Irmãos e irmãs entendam de uma ver por todas Deus não recebe outro sacrifício de nossa parte, mas somente o que o Senhor Jesus fez em nosso favor. Ninguém pode chegar-se a Deus tendo como base qualquer outra coisa senão o Senhor Jesus Cristo. O melhor sacrifício que podemos apresentar é a nossa fé no senhor Jesus, é o nosso amor, o nosso apreço, o nosso conhecimento por ele. Não um conhecimento intelectual, mas um conhecimento experimental, espiritual. Aqueles que conhecem ao Senhor são os que apreciam o senhor, que agradam que confiam no senhor, este é o único sacrifício que deus realmente recebe. É o apreço que nós temos pelo Seu Filho. Não é nada que nós temos em nós mesmos, não que mereçamos que podemos. Quem é Jesus em nós para nós? O que nós confessamos dele? Qual é o nosso apreço em relação a pessoa bendita do Senhor Jesus? Até que ponto nós o conhecemos? Será que nós temos compreendido isso? Porque é isso que importa para Deus, essa é a prioridade, esse é o fundamento. Isso tem valor para Deus! Precisamos confiar verdadeiramente no Seu Filho, crer Nele de todo o nosso coração.
Irmãos e irmãs, todos os sacrifícios que Deus deu, que no Antigo Testamento para que se apresentasse diante Dele, para que pudesse receber do seu povo, todos esses sacrifícios apontavam para a Pessoa do Senhor Jesus, representava o Senhor Jesus. E quantos sacrifícios eram? Eram de muitas classes. Era necessária uma quantidade de bezerros, cordeiros, touros, pombinhos, milhares tinham de ser sacrificados. Quando havia festas, tinha que sacrificar muitíssimos animais, por que o sacrifício do senhor Jesus é muito grande não pode ser representado com mesquinhez, tinha que ser representado com abundância, porque Ele é abundante! Como Igreja nós nos reunimos em torno da Pessoa do Senhor Jesus, debaixo unicamente do Seu nome para nos alimentar Dele, para apreciá-lo, para receber Dele o testemunho daquilo que ele fez lá na cruz do Calvário. O Evangelho de Deus é acerca do Seu Filho, é disso que trata o Evangelho de Deus. Há algo em deus que tem complacência com a Pessoa do Seu Filho, antes ainda de criar tudo. Ele fez toda a criação para o Seu Filho, e a fez Nele, e o seu anuncio é acerca Dele para que conheçamos o Seu Filho, a Pessoa do Senhor Jesus a quem Ele tem enviado, e Ele é a nossa vida eterna doada do Pai para nós. O evangelho acerca do Senhor Jesus era a linguagem dos profetas, era a linguagem que Davi cantou. Ai começa o Antigo Testamento a ter sentido para nós.
No Antigo Testamento foi revelado para nós que o Messias viria para nos resgatar, olhe Isaias capítulo 53, ai nós veremos esta grande verdade. Devemos ler o capítulo 7 e 9, de Isaias. Veremos a revelação gloriosa acerca Dele e da Pessoa do Senhor Jesus. Todas essas coisas apontam para Ele. Se olharmos para o Antigo Testamento, a partir do capítulo 25, do livro de Êxodo veremos lá no Tabernáculo a grandessíssima revelação acerca da Pessoas do Senhor Jesus em cada detalhe, em cada uma daquelas mobilhas, naquelas pequenas peças, por mais pequenas que sejam elas revelam coisas grandes acerca da Pessoa do Senhor Jesus. É isso que o Pai deseja que nós pensemos que nós entendamos. É isso que nós temos que ver que temos que enxergar, senão perderemos por completo a visão da Pessoa do Senhor Jesus.
Que Deus possa nos levar para dentro disso. Para a revelação dessa verdade no Seu Espírito, que isso venha tocar profundamente o nosso coração. Que possamos guardar essa Palavra no nosso coração, para que possamos a cada dia ser edificado e edificar, como membros do Corpo de Cristo Jesus.

O Lugar da Palavra na oração corporativa






A Palavra de Deus não é filosofia, nem especulação, nem um faz de conta. Ela não é um amontoado de exage­ros, nem uma coleção de mitos e imperfeições. A Palavra de Deus é a verdade revelada; ela é a revelação de fatos eternos, feita pelo Espírito de Deus. Aqui estão alguns dos fatos eternos que devemos passar a usar como a espa­da do Espírito e como as armas da nossa guerra.

EU SOU O QUE SOU

O nome pelo qual Deus Se revelou a Moisés é: Eu sou o QUE sou. Ele disse a Moisés que fosse e dissesse a Faraó: Eu sou me enviou. Aqui nós começamos com o fato mais fundamental de todos: “Deus é” - não é que Deus foi nem Deus será, mas Deus é. Essa é a maior arma que podemos usar na batalha contra o inimigo. Se apenas entendêssemos plenamente o seu significado! Deus nunca Se refere a Si mesmo como “Eu tenho sido o que tenho sido, ou Eu serei o que haverei de ser”, ou “Eu fui o que fui”. Ele Se refere a Si mesmo como: Eu sou o que sou. Deus é Eu sou, e toda e qualquer criatura existe, vive e se move por causa d’Ele. Não existe nada que esteja fora do Seu controle e autoridade. Essa não é uma arma pequena para usarmos, especialmente quando nos apercebemos de que até mesmo o diabo existe pela graça de Deus!
Em todo lugar que você olhar, de Gênesis a Apoca­lipse, encontrará esse grande fato, eterno e fundamental. Essa é a verdade que imobiliza totalmente a Satanás. Toda a autoridade e poder soberanos pertencem de modo su­premo a Deus. Eles não pertencem a Satanás nem aos po­deres das trevas. Alem disso, se Deus é, não há problema que Ele não possa solucionar, não há progresso que não possa fazer, nem obstáculo que não possa superar. Com Ele não ha nada trabalhoso demais, nem difícil demais, nem impossível!
Só há salvação n’Ele, como também a cura, a libertação e a perfeição. Quando Ele afirmou a Moisés: “Meu nome é Eu sou”, estava dizendo que Ele seria tudo aquilo que Moisés pudesse precisar. Precisamos lembrar que Moisés, por causa do Senhor, deixou de ser neto de Faraó a fim de tornar-se pastor nômade no deserto. Era como se o Senhor estivesse lhe dando um cheque em branco, e tudo o que ele precisava fazer era preenchê-lo à medida que tivesse alguma necessidade. Você precisa de salvação? Eu sou a sua salvação. Você precisa de graça? Eu sou a sua graça. Você precisa de poder? Eu sou o seu poder. Você precisa de sabedoria? Eu sou a sua sabedoria. Você precisa de vida? Eu sou a sua vida. Você precisa de cura? Eu sou a sua cura. De que é que você precisa? Eu sou toda a sua suficiência! Os poderes das trevas não conseguem lidar com isso quando ouvem os crentes declarando essa ver­dade, mesmo que seja um dos crentes mais novos. Isso os paralisa. Para nós, contudo, isso significa vitória pessoal e corporativa.

A Pessoa do Senhor Jesus

O Verbo se fez carne e habitou entre nós. Esse é outro fato fundamental. Aquele que sempre existiu na Divin­dade tornou-se carne e habitou entre nós. Deus manifestou-Se em carne. Os teólogos dos séculos passados davam a essa verdade o nome de “a filiação eterna de Cristo”. É por isso que João, o apóstolo, disse: “Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?” (1 Jo 5.5). Esse é o segredo para vencer o mundo; é tão simples, que nos passa despercebido! É a confissão de que Jesus é o Messias, o Filho do Deus vivo. Sobre essa rocha sólida o Messias edifica a Sua Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela, por mais que tentem fazê-lo.
O Senhor Jesus declarou que toda a autoridade e todo o poder Lhe foram dados, tanto no céu como nesta Terra decaída; Ele nos ordenou ir, portanto, “fazer discí­pulos de todas as nações”, e acrescentou: “E eis que es­tou convosco todos os dias até à consumação do século” (veja Mateus 28.18-20). Colocado de forma, simples, o Senhor Jesus disse que as portas do inferno não preva­leceriam contra a Sua edificação, e, se obedecermos ao Seu mandamento de ir, Ele prometeu estar conosco até a consumação do século. Aqui esta um fato imutável, que não pode alterar-se. Essas declarações do Senhor Jesus podem ser expressas por nossos lábios durante a oração corporativa, e Satanás não pode fazer absolutamente nada a esse respeito. A expressão da verdade o paralisa. Essa é a razão por que a simples, mas profunda, declaração “Jesus é o Senhor humilha e desmoraliza as forças satânicas e provoca a sua derrota”.
Deus nos da tudo no Senhor Jesus — a Sua salvação, o Seu poder, a Sua graça, a Sua sabedoria, a Sua vida e o Seu tudo. Ele é o dom inefável de Deus para nós, e com Ele Deus nos dá todas as coisas. É essa confissão, feita com nossos lábios, que anestesia Satanás e suas hostes. Satanás sabe que o mais simples filho de Deus pode todas as coisas em Cristo, que o fortalece. No momento em que qualquer filho de Deus habita em Cristo e Cristo nele, os poderes das trevas são neutralizados. Eis aqui um fato que perdura para sempre e não é mudado nem pela mais violenta batalha nem pelo conflito que estamos en­frentando. É a expressão desse fato com nossos lábios que pode mudar a derrota em vitória. Satanás não consegue lidar com uma expressão de fé assim!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

O Lugar da Palavra na oração corporativa





Textos: Ef 6:17-18; Hb 4:12; Ap 1:16; 2 Co 10:3-5; 1 Tm 1:18

A GUERRA ESPIRITUAL EM QUE ESTAMOS INSERIDOS

A partir do momento em que nascemos do Espírito, entramos em uma zona de guerra espiritual. Não demo­ramos muito para descobrir que nossos inimigos espi­rituais são poderosos. Esses inimigos têm por objetivo levar-nos a fazer concessões desonrosas, a nos enredar e se possível até mesmo nos destruir. Eles farão tudo que estiver ao seu alcance para frustrar e acabar com a obra de Deus em nós. Os poderes das trevas nunca cessam de tentar nos impedir de crescer na graça e no conhecimento experimental do Senhor Jesus.

Não obstante esse conflito ao nosso redor, o Senhor Jesus sempre vence a batalha! Ele está entronizado à mão direita do Pai, totalmente fora do alcance e da possibili­dade de Satanás e das suas hostes O destronarem. Eles são incapazes de frustrar o propósito de Deus para Ele; Seu destino está assegurado! Na verdade, o Pai declarou: “Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus ini­migos debaixo dos teus pés” (SI 110.1). Satanás é incapaz de desfazer a obra consumada do Messias, com todo o triunfo que daí resulta. Este está fora do alcance do poder do arquiinimigo de Deus, tanto para feri-lO como para afetá-lO ou prejudicá-lO.

Uma vez que os poderes das trevas não podem des­tronar o Senhor Jesus, eles concentram sua energia e ati­vidade nos redimidos que estão na Terra. Quando o Messias apareceu a Saulo de Tarso, embora este ainda não fosse salvo, ele ouviu o Senhor falando em hebraico, dizendo: “Saulo, Saulo, por que me persegues?”. E o Senhor Jesus tornou a enfatizar isso quando Saulo perguntou: “Quem és tu, Senhor?”. Ao que o Senhor respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues(veja Atos 26.14-15). Saulo poderia ter dito: “Eu não estou Te perseguindo; estou perseguindo os Teus discípulos!”. É aqui que fazemos uma descoberta significativa e reveladora. A única forma de Satanás tocar o Senhor Jesus é tocar aqueles que Lhe pertencem e que vivem sobre esta Terra decaída. Essa é a razão da batalha em que nos encontramos. O espíri­to do anticristo, que está no mundo desde o princípio, fará tudo aquilo que estiver ao seu alcance para destruir a Igreja de Deus, o testemunho de Jesus e aqueles que fo­ram libertos do domínio das trevas e transportados para o reino do Seu Filho amado (veja Colossenses 1.13). Es­ses crentes são um testemunho contínuo do Senhor Jesus e da eficácia da obra que Ele executou no Calvário. Isso irrita Satanás, e junto com os outros inimigos de Deus ele não deixará pedra sobre pedra para prejudicar e saquear os filhos de Deus, roubando deles a manifestação prática de sua salvação. Esses inimigos tentarão torná-los surdos e cegos para o Senhor Jesus, tentarão empobrecê-los e levá-los a serem uma contradição de tudo aquilo que Ele é! Não é possível medir o ódio dos poderes das trevas contra tudo e todos que se relacionam com o Senhor Jesus.

Toda vez que examinamos o Novo Testamento en­contramos referências a esse conflito que enfrentamos como crentes verdadeiros e fiéis. Na carta que enviou a Timóteo, seu filho espiritual, o apóstolo Paulo escre­veu: “Este é o dever de que te encarrego, ó filho Timóteo, segundo as profecias de que antecipadamente foste objeto: combate, firmado nelas, o bom combate” (1 Tm 1.18). E mais uma vez: “Participa dos meus sofri­mentos como bom soldado de Cristo Jesus” (2Tm 2.3).

Na carta à igreja em Éfeso, Paulo escreve: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef 6.11). Você não veste uma armadura como se fosse uma roupa de gala, mas a coloca apenas para a guerra! Mais adiante ele escreve: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Ef 6.13). Essas palavras são termos de guerra. Ele está ressaltando que nós, que pertencemos ao Senhor, estamos numa batalha que, de tempos em tempos, pode tornar-se incrivelmente violenta.

A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO





1 Co 12:4-11; Rm 8:26,27. Rm 12:6-8

OS DONS DO ESPÍRITO

OS OUTROS QUATRO DONS

Os outros quatro dons - curas, operação de mila­gres, variedade de línguas e a interpretação de línguas - às vezes tem participação importante na oração corpo­rativa, embora essa manifestação do Espírito tenha mais a ver com outras reuniões do povo de Deus. Por exemplo, variedade de línguas e a sua interpretação em uma reu­nião de oração corporativa pode ser uma declaração pro­fética, ou uma palavra de conhecimento, ou uma palavra de sabedoria. O Senhor pode destacar um assunto dessa forma diferente. Os dons de curar e de operar milagres também podem manifestar-se em uma reunião de oração corporativa.

O SENHOR USA A SUA PALAVRA PARA NOS DAR DIREÇÃO

Muitas vezes a manifestação do Espírito se expressa pelo uso da Palavra de Deus. Em uma reunião de oração corporativa o Espírito Santo dirige algum crente a um texto bíblico que ele já conhece, e esse texto torna-se para todos a revelação da mente e da vontade do Senhor. Esse tipo de auxílio das Escrituras, sob a dire­ção do Espírito, pode tornar-se uma palavra de conhe­cimento, ou uma palavra de sabedoria, ou uma palavra de profecia, e deveria ser recebida pelos outros, e os participantes da reunião de oração deveriam deixar-se influenciar por essa Palavra. Muitas vezes, na minha ex­periência, o Senhor tem usado algum membro do corpo para nos mostrar o caminho adiante; às vezes o Senhor nos tem direcionado ao cumprimento da Sua vontade por meio desse tipo de auxílio. Alguém tinha uma pala­vra das Escrituras no coração, lia essa palavra e deixava que os outros a julgassem. Quando era aceita por todos, muitas vezes chegávamos à conclusão de qual era a Sua mente e coração. O uso da Palavra de Deus na oração corporativa é do mais alto valor.


A ORAÇÃO INAUDÍVEL E INEXPRIMÍVEL

O apóstolo Paulo escreve sobre um ministério de oração que é inaudível. Esse ministério do Espírito Santo em nosso espírito e mais profundo do que palavras, mais profundo mesmo do que uma língua e mais profundo ain­da do que uma declaração. É uma intercessão que não pode ser expressa em nenhuma linguagem ou forma audível. O Espírito Santo intercede em nós em favor dos santos, e sem­pre o faz de acordo com a vontade de Deus. Esse ministério de dores de parto é um agonizar do Espírito Santo em nosso espírito; ele está preso, sem expressão audível, dentro do filho de Deus, e sempre produz resultado.
Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como con­vém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobrema­neira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segun­do a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos” (Rm 8.26-27). Isso também é uma manifestação do Espírito. O mistério mais profundo e que a expressão em palavras audíveis e compreensíveis na oração é a menor parte do assunto! Ela é como o topo de um iceberg; a maior parte dele está escondida sob a superfície da água. Esse tipo de intercessão acontece em nosso espírito e é obra do Espírito Santo dentro de nós.
Ela só ocorre naqueles que estão totalmente de­votados ao Senhor e estão inteiramente comprometidos com Ele. Esses filhos de Deus têm um ministério em seu espírito, que só o Senhor pode ler, receber e entender. É um ministério incessante de intercessão, É colocar em pratica a palavra de 1 Tessalonicenses 5:17: “Orai sem cessar”.