terça-feira, 6 de janeiro de 2009

CONFLITO EM FAMÍLIA NO ORIENTE MÉDIO


Abraão é chamado de pai de todos os que crêem. Mas apenas através de Isaque, de Jacó e de seus descendentes é que Deus prometeu cumprir a Sua intenção de estabelecer o Reino de Deus na terra e oferecer salvação à humanidade. A seguir, veremos como os erros de Abraão geraram um grande conflito que chega até nossos dias no Oriente Médio. Abraão também é considerado o pai dos árabes.
O século XX será conhecido como o mais turbulento da história humana. Durante seus primeiros 45 anos, houve duas guerras mundiais que dizimaram milhões e milhões de pessoas. Esse foi o século em que o comunismo começou a florescer na Rússia e se espalhou pelo mundo. Contudo, vimos também o colapso interno do comunismo, vividamente demonstrado na queda do Muro de Berlim.
Foi no século XX que vimos também a ascensão de um espírito sinistro que enganou o povo através da tentativa de solucionar o chamado problema mundial judaico. O mesmo espírito foi responsável pelo surgimento da estrutura de poder anti-semita mais temida que o mundo já conheceu. Mais de 6 milhões de judeus pereceram nas mãos do assassino regime nazista alemão, sob a liderança de Adolf Hitler.
O Regresso dos Judeus
No século XX também experimentamos algo absolutamente singular: o retorno dos judeus à terra de seus pais. Ao final do século XIX, os primeiros colonizadores judeus começaram a chegar à terra de Israel. Eles se uniram com aqueles que já estavam ali e começaram a cultivar as partes do território chamado de Palestina. Seu objetivo era restaurar a terra, trazê-la de volta à vida e produzir comida para o povo que ainda haveria de chegar.
Naqueles primeiros dias, a terra parecia sem qualquer esperança. Mas os judeus persistiram, e o fruto do seu trabalho foi a fundação do Estado de Israel no dia 14 de maio de 1948. Desde aquela época, o foco das atenções transferiu-se dramaticamente do novo mundo, os Estados Unidos, para o velho mundo, o Oriente Médio, como sendo o centro do futuro.
Paralelamente ao desenvolvimento do moderno sionismo, com seu alvo de fazer os judeus voltarem à terra de Sião, surgiu também a fenomenal explosão da importância das nações árabes. De repente e sem que se pudesse esperar, o mundo industrializado viu-se à mercê do mundo árabe que controlava as vastas reservas de petróleo. Enquanto centenas de livros são escritos acerca do conflito do Oriente Médio e um volume de documentos quase inesgotável está à nossa disposição, queremos salientar que o conflito todo não é simplesmente algo político, religioso, militar ou econômico, mas, na realidade, é um conflito familiar. Assim como dois filhos de uma família brigam por um brinquedo, judeus e árabes continuam a brigar pela herança: a terra de Israel.
Abraão: o Início de Israel e dos Árabes
Abraão é o homem com quem esse conflito árabe/judeu começou. Ele foi uma pessoa singular porque recebeu uma promessa muito especial de Deus, o Criador.
No capítulo 11 de Gênesis lemos a respeito da tentativa malograda de conseguir uma unidade mundial através da Torre de Babel, que supostamente deveria atingir os céus. Em Gênesis 12 lemos, então: "Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra" (vv. 1-3).
Não se trata de uma bênção pronunciada por um sacerdote, um profeta ou algum grande dignitário. Esta bênção foi confirmada pela promessa quádrupla dada a Abraão por ninguém menos do que o próprio Criador do céu e da terra, o Deus eterno que sempre foi, que é e que sempre será!
Esse homem, Abraão, foi instruído por Deus a deixar tudo para trás e fazer uma jornada à Terra Santa. Ele teve de deixar seu país, sua parentela, até mesmo a casa de seu pai, e viajar para um lugar que lhe era desconhecido. E esse homem confiou no Deus vivo que lhe havia falado e partiu.
Uma das características singulares de Abraão foi que ele obedeceu naquilo que foi instruído a fazer. Ele creu em Deus e imediatamente agiu. Por esse motivo, lemos no Novo Testamento: "...para vir [Abraão] a ser o pai de todos os que crêem..." (Romanos 4.11).
Abraão era um admirável e fiel servo do Senhor. Ele creu em Deus mais do que em qualquer outra coisa. Todavia, em algumas ocasiões, Abraão permitiu que a sua carne corresse em paralelo à sua vida de fé.
Por isso o conflito que vemos hoje no Oriente Médio pode ser remontado às origens desse grande patriarca do povo de Israel e dos árabes.
Abraão e os Árabes
A paciência de Sarai, esposa de Abraão, esgotou-se primeiro: "Disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz filhos; toma, pois, a minha serva, e assim me edificarei com filhos por meio dela. E Abrão anuiu ao conselho de Sarai" (Gênesis 16.2).
Abraão, que tinha 86 anos de idade, teve um momento de fraqueza. Ele se esqueceu de Deus e logicamente chegou ao ponto onde também deve ter pensado: "Nós temos de fazer alguma coisa!"
Pode bem ser que ele tenha concordado com Sarai, julgado ser essa a solução do Senhor, e deste modo seguido o conselho de sua esposa.
"Ele a possuiu, e ela concebeu. Vendo ela que havia concebido, foi sua senhora por ela desprezada" (v. 4).
Obviamente, esse não era o caminho que Deus planejara para dar uma descendência numerosa a Abraão. Imediatamente começaram os problemas. Sarai, a legítima esposa, passou a ser desprezada aos olhos de sua serva Hagar, que deu a Abraão um filho, o seu primogênito, chamado Ismael.
Se Abraão e Sara reconheceram que aquilo que fizeram estava errado, não há evidência disso nas Escrituras.
Treze anos mais tarde, entretanto, Deus falou a Abrão, agora com 99 anos de idade, repetindo novamente a promessa que Ele lhe fizera anos atrás.
Mas então Deus mudou o nome de Abrão para Abraão. Abrão significa "pai das alturas" ou "pai exaltado", e Abraão significa "pai de multidão".
A Oração de Abraão pelos Árabes
Depois de receber outras instruções, Abraão aparentemente começou a pensar que Deus estava confirmando Ismael como Sua semente escolhida. Ele orou: "...Tomara que viva Ismael diante de ti!" (Gênesis 17.18).
Mas Deus rapidamente o corrigiu: "De fato, Sara, tua mulher, te dará um filho, e lhe chamarás Isaque; estabelecerei com ele a minha aliança, aliança perpétua para a sua descendência" (v. 19).
Apesar disso, Deus afirmou muito especificamente que havia ouvido as orações de Abraão a favor de Ismael: "Quanto a Ismael, eu te ouvi: abençoá-lo-ei, fá-lo-ei fecundo e o multiplicarei extraordinariamente; gerará doze príncipes, e dele farei uma grande nação" (v. 20). Mas o Senhor enfatizou que Ismael não era o portador da aliança, mas sim Isaque: "A minha aliança, porém, estabelecê-la-ei com Isaque, o qual Sara te dará à luz, neste mesmo tempo, daqui a um ano" (v. 21).
Bênçãos para Ismael
A escolha de Isaque, entretanto, não diminuiu a tremenda bênção sobre Ismael. Ismael deveria ser abençoado, ser frutífero, multiplicar-se, não apenas de maneira normal, mas "extraordinariamente". Ele seria pai de 12 príncipes e não se tornaria apenas uma nação, mas "uma grande nação".
O cumprimento dessa profecia encontra-se em Gênesis 25. Lemos na genealogia de Ismael que dele realmente descenderam 12 príncipes.
Ismael, portanto, não deve ser menosprezado ou rejeitado, pois Deus deu a ele e a seus descendentes grandiosas bênçãos e as promessas que acabamos de citar.
Entretanto, os descendentes de Ismael tornaram-se inimigos ferrenhos de Israel, descendentes de Isaque (veja Salmo 83). E permanecem assim até o dia de hoje.
Outros Descendentes de Abraão
Sara, a amada esposa de Abraão, deu à luz ao filho da promessa com 90 anos de idade e acabou morrendo aos 127 anos. Após Abraão ter enviado o seu servo para procurar uma esposa para Isaque, o que, incidentalmente, fornece-nos um quadro profético da Noiva de Cristo, achou obviamente que o seu chamado estava completado, que o seu ministério estava concluído.
Depois que Isaque se casou com Rebeca, Gênesis 25 diz: "Desposou Abraão outra mulher; chamava-se Quetura. Ela lhe deu à luz a Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá. Jocsã gerou a Seba e a Dedã; os filhos de Dedã foram: Assurim, Letusim e Leumim. Os filhos de Midiã foram: Efá, Efer, Enoque, Abida e Elda. Todos estes foram filhos de Quetura. Abraão deu tudo o que possuía a Isaque. Porém, aos filhos das concubinas que tinha, deu ele presentes e, ainda em vida, os separou de seu filho Isaque, enviando-os para a terra oriental" (vv. 1-6). Abraão, já em idade avançada, criou outra família!
Pesquisando sobre a genealogia dessa família, descobrimos que os filhos de Abraão com Quetura também se tornaram inimigos ferrenhos de Israel. Portanto, vemos claramente que os árabes em geral, que reivindicam ter Abraão como pai, certamente pertencem à mesma família e estão ligados a Israel.
Nesse contexto, é extremamente interessante observar o que mostrou uma pesquisa recente:
Estudo de DNA comprova que judeus e árabes são parentes próximos, como diz a Bíblia
(...) Com uma nova técnica baseada no estudo da descendência masculina, biólogos concluíram que as várias populações judaicas não apenas são parentes próximas umas das outras, mas também de palestinos, libaneses e sírios. A descoberta significa que todos são originários de uma mesma comunidade ancestral, que viveu no Oriente Médio há 4000 anos. Em termos genéticos significa parentesco bem próximo, maior que o existente entre os judeus e a maioria das outras populações. Quatro milênios representam apenas 200 gerações, tempo muito curto para mudanças genéticas significativas. Impressiona como o resultado da pesquisa é coerente com a versão expressa da Bíblia de que os árabes e judeus descendem de um ancestral comum, o patriarca Abraão.
(...) Os pesquisadores perceberam também que, apesar da longa diáspora, as populações judaicas mantiveram intacta a identidade biológica (...) O resultado não apenas está de acordo com a tradição bíblica como refuta as teses de que as comunidades judaicas atuais consistem principalmente de descendentes de convertidos de outras crenças... (Veja, 17/5/2000, p. 86, ênfase acrescentada)
Unidade Final
O conflito familiar no Oriente Médio não pode ser resolvido por diplomatas, nem pelos Estados Unidos, nem pela Europa e nem pelas Nações Unidas.
Apenas o próprio Senhor, o Príncipe da Paz, haverá de consegui-lo, pois Ele pagou o preço pela paz. Ele sozinho é capaz de promover a reconciliação; não a que é elaborada por hábeis políticos, num pedaço de papel, mas Ele ordenará a paz com base em Suas palavras: "...Está consumado!" Essas palavras estão seladas com Seu sangue eternamente eficaz. O verdadeiro preço pela paz já foi pago por completo!
Quando Israel finalmente O enxergar como Aquele a quem eles traspassaram e reconhecerem a Ele, o Salvador do mundo, o Messias de Israel, isto não mais ficará em segredo, mas também atingirá todas as nações ao redor de Israel. Deus, então, fará cumprir todas as promessas que deu a todos os filhos de Abraão.
O profeta Isaías previu o poder unificador do Senhor há mais de 2.700 anos: "Naquele dia, haverá estrada do Egito até à Assíria, os assírios irão ao Egito, e os egípcios, à Assíria; e os egípcios adorarão com os assírios. Naquele dia, Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra; porque o SENHOR dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança" (Isaías 19.23-25). (Arno Froese - http://www.chamada.com.br/)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

DESENVOLVENDO A SALVAÇÃO

Fl. 2.12 A Salvação da Alma - Delcio Meireles Os Três Tempos da Salvação Passada: é a salvação do espírito, regeneração, justificação (Rm.5.1 - 2Tm.1.9 - Tito 3.5). Presente: é a salvação da alma, quebrantamento, santificação (Fl.2.12 - Hb.7.25 -Lc.21.9 - Tg.1.21 -Mc.8.35). Futura: é a salvação do corpo, ressurreição, redenção (Rm.13.11 - Hb.9.28 - Rm.8.23). O Homem É Uma Tricotomia Espírito: formado de intuição, consciência e comunhão Alma: formada de mente, emoção e vontade Corpo: carne, ossos e sangue A alma é o órgão de decisão, porque a vontade é parte dela. Se a alma não for quebrada e governada pelo espírito humano regenerado e pelo Espírito Santo, o crente não tem como ser espiritual. A alma continua se submetendo às exigências do corpo. O Novo Nascimento: é a vivicação do nosso espírito que estava morto em suas funções para Deus. Depois de vivificado, o Espírito Santo pode habitar nesse espírito regenerado (Rm.8.16). A Salvação da Alma 1. Qual é o Seu Significado? É a negação do Eu - o quebrantamento da alma 2. Como Essa Salvação é Realizada? Por meio da cruz que tomamos cada dia 3. Quando Será Manifestada Essa Salvação? Durante o período do Reino de Cristo nessa terra. As Três Categorias de Pessoas 1. O homem natural (psiquikos) - vive pela alma apenas. Morto em delitos e pecados (1Co.2.14) 2. O crente carnal (sarkikos) - tem o espírito regenerado mas vive sob a direção da alma (1Co.3.1a) 3. O crente espiritual - o Espírito Santo através do espírito regenerado governa a alma e o corpo (1Co.3.1b) PASSAGENS BÍBLICAS SOBRE A ALMA Santificação - 1 Tess.5.23 Salvar ou perder a alma - Mt. 16.24-28 A torre e a guerra - Lc. 14.25-35 Dias de Noé e a mulher de Ló - Lc.17.20-37 Perseverar para ganhar a alma - Lc.21.19 O perigo de retroceder - Hb.10.39 Os anciãos velam pelas almas - Hb.13.17 O fim da fé: salvação da alma - 1 Pd.1.9 A palavra enxertada salva a alma - Tg. 1.21 Descanso para a alma - Mt. 11.28-30 Maria, a alma e a espada - Lc.2.35 Adão foi feito alma vivente - 1Co.15.45 Divisão da alma e do espírito - Hb. 4.12 Purificação da alma - obediência - 1 Pd.1.22 Guerra conta a alma - paixões - 1 Pd.2.11 O Pastor e Bispo das almas - 1 Pd. 2.25 Entrega da alma ao Senhor - 1 Pd. 4.10 A alma justa e afligida de Ló - 2 Pd.2.8 A prosperidade da alma - 3 Jo. 2 Comércio de almas - Apoc.18.13 TIPOS DE PERDÃO NA BÍBLIA 1. Perdão Eterno de Deus - todos os pecados do passado, do presente e do futuro são perdoados pelo sangue de Cristo (Rm.4.7 - Ef. 4.32 - Col.2.13 - 3.13 - 1Jo.2.12 - At.10.43). 2. Perdão da Igreja - podemos chamar de perdão emprestado - Jesus disse que os apóstolos "perdoariam" pecados e sabemos que isso não é possivel (Jo.20.22,23 - At.9.26-28). Para batizar uma pessoa é preciso que os líderes creiam que Deus já a perdoou. É nesse sentido que "eles" perdoam. 3. Perdão Para Comunhão - a confissão e abandono do pecado traz a restauração da comunhão com Deus (1Jo.9 - 2.1,2). 4. Perdão Com Disciplina - O pecado praticado traz a disciplina (2Sm.cap. 11 - 12.26,27 - Gl.6.7,8 - Jz. 16.28 - Tg. 5.14,15 - 1Pd.5.6,7 - 1Co.11.30-32) 5. Perdão no Reino - um tipo de perdão será dado no reino durante o Milênio: se não perdoarmos um irmão aqui, Deus também não nos perdoará e poderemos ficar fora do reino (Mt.12.32 - 6.14,15 - 7.1,2 - 18.21-35 - Lc.6.38 - 1Co.6.1-8 - Tg. 2.13 - 1Pd.4.17). A ALMA NO PLANO DE DEUS 1. Sua santificação - 1 Tess. 5.23 2. Separação do espírito - Hb.4.12,13 3. Sua prosperidade - 3 Jo. 2 4. Seu descanso - Mt. 11.28-30 5. Sua salvação - 1 Pd.1.9 - Hb.10.38,39 COMO A ALMA É SALVA AQUI NESTE MUNDO? 1. Auto-compaixão - Mt. 16.22,23 2. Auto-satisfação - Lc.12.15-21 3. Cuidados dessa vida - Lc.17.26-30 - 8.14 - Mc.4.18,19 - Mt. 13.22 4. Prazeres do mundo - a mulher de Ló - Lc.17.32-36 5. A guerra das cobiças - 1 Pd. 2.11 COMO A ALMA É PERDIDA AQUI NESTE MUNDO? 1. Recebendo com mansidão a palavra implantada - Tg.1.21 2. Tomando o jugo do Senhor Jesus - Mt.11.28-30 3. Obedecendo a verdade - 1 Pd. 1.22 4. Submissão ao Pastor e Bispo das almas - 1Pd.2.25 5. Sofrendo sem merecer, praticando o bem - 1 Pd.4.19 6. Sofrendo tortura na alma diante da maldade do mundo - 2Pd.2.8 O PERIGO E POSSIBILIDADE DE RECUAR 1. Os sofrimentos podem nos fazer recuar - Hb. 10.32-39 2. O coração preso aos prazeres do mundo - Lc.17.32,33 O PREÇO DEVE SER PAGO 1. O discípulo precisa renunciar a tudo - Lc.14.26,27,33 2. Entramos no reino através de muitas tribulações - At.14.22 3. É preciso perseverança para ganhar a alma - Lc.21.19 DIFERENÇA ENTRE DÁDIVA E GALARDÃO 1. DÁDIVA - Is.55.1 - Jo. 4.1 - Rm.5.15 - 6.23 - Ef. 2.8 - Apoc.22.17 2. GALARDÃO a. Deus é Galardoador - Hb. 11.6 i. Ele tem recompensa para dar - Apoc.22.12 ii. Ele vê o que fazemos em secreto - Mt.6.6 iii. Ele julga sem acepção de pessoas - 1Pd.1.17 b. Obras São Consideradas Dívidas - Rm.2.12 i. Recompensa segundo as obras - Apoc.22.12 - 1Co.3.8 ii. Recompensa é para todos - Col. 3.22-24 c. Obras Incluem o Bem e o Mal Praticado - Rm.14.10-12 - 2Co.5.10 i. Orações feitas em secreto - Mt.6.6 ii. Copo de água a um profeta - Mt.10.41 iii. Não julgar os outros - misericórdia - Mt. 7.1 - Lc.6.37,38 iv. Sofrer pelo Senhor - Lc.6.23 v. Lei da semeadura - Gl.6.7 - Col. 3.23-25 d. Nossa Atitude em Relação ao Galardão i. Devemos contemplar o galardão - Hb.11.26 ii. Devemos ser dedicados e diligentes - 1Co.9.24-27 iii. Devemos buscar a plena recompensa - 2 Jo. 8 O GALARDÃO E O TRIBUNAL DE CRISTO Só comparecerão diante do Senhor aqueles que Lhe pertencem. É uma reunião da família (Mt.25.19). O Senhor Jesus descerá do Trono até os ares e ali acontecerá o julgamento da igreja, antes do Milênio. "Todos nós devemos comparecer perante o Tribunal de Cristo ... cada um de vós dará conta de si mesmo a Deus" (Rm.14.10,12). NÓS - todos os cristãos, inclusive Paulo TODOS - é universal - inclui todos os salvos em Cristo DEVEMOS - é algo inevitável - ninguém escapará COMPARECER - será algo público - todos presenciarão PERANTE - será algo pessoal - o crente e Cristo TRIBUNAL - o caráter será judicial - é julgamento CADA UM - será algo pessoal e individual DAR CONTA - teremos que dar conta da nossa vida - o que fizemos - caráter (conduta) + obras. A DEUS - será um assunto divino a ser resolvido com o próprio Deus. MAIS TEXTOS IMPORTANTES SOBRE O REINO 1. Ofensas entre irmãos - Mt.5.21-26 2. O perigo da falta de perdão - Mt. 18.15-35 3. Confiança nas riquezas - Mt.19.16,30 4. Levar irmãos ao tribunal - 1Co.6.1-11 5. A corrida da fé e o prêmio - 1Co.9.24-27 6. O Prêmio da soberana vocação - Fl.3.10-14 7. Os descansos do povo de Deus: a. O descanso de Deus - Gn.2.2 - Hb.4.4,5 b. O descanso em Canaã - Hb.3.17-19 c. O descanso do crente - Hb.4.3 d. O descanso da alma - Mt. 11.30 e. O descanso no Reino - Hb. 4.9, 11 8. A misericórdia e o juízo - Tg.2.13 9. Entrada ampla no reino - 2Pd.1.3-11 A CORRIDA E O PRÊMIO 1. Todos correm...um só leva o prêmio - 1Co.9.24 2. Correr com perseverança a carreira - Hb.12.1 3. Eu corro...não como indeciso - 1Co. 9.26 4. Correr em vão - Gl. 2.2 5. Corríeis bem, quem vos impediu? - Gl. 5.7 6. Não corri nem trabalhei em vão - Fl. 2.16 CONCLUSÃO: "Combati o bom combate, acabei a corrida e guardei a fé; desde agora a coroa da justiça me está reservada, a qual o Senhor, o Justo Juiz me dará nAquele Dia. E não somente a mim, mas a todos quantos amarem.

Fonte:www.delciomeireles.com

O QUE É A PRIMEIRA RESSURREIÇÃO?

Apoc.20.4-6 - G. H. Lang Quem Participará da Primeira Ressurreição? As Escrituras que convocam o crente para a Coroa de modo tão insistente como convoca o não crente para a cruz, apresenta novamente uma dupla verdade com clareza cristalina. Paulo abre uma pequena obra prima da revelação em Filipenses 3.3-15, demonstrando uma extrema desesperança. Qual é ela? O homem que chegou mais próximo no contato com Deus através da sua própria bondade, comprovou ser o principal dos pecadores. Pondere nas qualidades incomparáveis de Paulo: alma alguma antes ou depois jamais elevou à face de Deus u´a mão cheia com pérolas tão excelentes! Vejamos: Circuncidado - marcado como pertencendo a Deus desde a infância; Da linhagem de Israel - com direito de sangue à salvação; Da tribo de Benjamim - uma tribo que nunca se separou; Hebreu de Hebreus - judeu de sangue puro, remontando às gerações mais antigas; Fariseu - intensamente ortodoxo; Perseguidor da igreja - incendiado pelo zelo a Deus; Quanto à Lei irrrepreensível - obediente até ao iota ou til. Homem algum chegou tão próximo de alcançar a vida por meio daquilo que era e fez. "Se algum homem" - de qualquer era, raça ou religião - "julga poder confiar na carne, ainda mais eu" - Paulo se coloca acima de todos os legalistas para sempre. Mas uma descoberta repentina e terrível arrasou com suas esperanças. "E outrora eu vivia (aos meus próprios olhos) sem a lei; mas quando o mandamento (não cobiçarás) veio (à minha consciência), reviveu o pecado (voltou a viver) e eu morri (me vi como um homem morto). E o mandamento que era para vida (no propósito de Deus), esse achei que me era para morte (em realidade) - (Rm.7.9,10). "Se algum homem julga poder confiar na carne, ainda mais eu"; mas o que sua visão interior revelou? Um cadáver diante de Deus. Com a falha de Paulo o mundo inteiro se desfaz em irremediável desespero. Em seguida surge uma justiça superior.Qual? Não a de Paulo, pois ele havia descoberto, com Isaías, que "todos nós somos como o imundoe todas as nossas justiças como trapos de imundícia" (Is.64.6). Agora ele descobre que aquilo que ele não pôde fazer, Cristo fez; que aquilo que ele não pode ser, Cristo foi; e que Cristo o fez e tem feito a fim de tomar o seu lugar (2co.5.21). Instantaneamenteele larga sua própria justiça e agarra a de Cristo; ele troca as suas próprias pérolas por uma que não tem preço, uma gema perfeita. "E as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo e seja achado nEle, não tendo a minha justiça...mas a que é pela fé em Cristo". Paulo depois disso nunca duvida da sua salvação (Rm.8.39), pois Cristo guardou a Lei não com a cabeça, mãos e pés apenas, mas com o coração também (Sl.40.8), e esta justiça é de Paulo agora (Rm.5.19). A extrema desesperança é substituída por uma suprema salvação. Ainda restauma extrema incerteza. Aqui estão palavras supreendentes: "Irmãos, quanto a mim,não julgo que o haja alcançado ... mas vou prosseguindo" (Fl.3.13). Não alcançou o que? "Para ver se de algum modo posso alcançar a ressurreição dentre os mortos" (3.11)." Está claro que Paulo tinha alguma ressurreição especial em vista, a saber, a primeira; e para participar dela ele estava esforçando cada nervo" (J. MacNeill). Prosseguindo para o que? "Para o alvo, para o prêmio da soberana vocação" - "se" : condicional - "de algum modo" : é arriscado - "posso alcançar" : incerto - "a ressurreição para fora": seletiva (conforme o original grego-tradutor) - "que é dentre os mortos" : exclusiva. Seria dificil abarrotar um texto com mais incerteza do que Paulo faz aqui. Assim se expressou o Bispo Ellicott: "Como o contexto sugere, a primeira ressurreição. Qualquer referência aqui a uma simples ressurreição ética está totalmente fora de questão". O versículo que conclui este capítulo deixa claro que Paulo está falando de ressurreição física: "Aguardamos o Salvador que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme o Seu corpo de glória". Todas as passagens que se referem à ressurreição "de entre os mortos" (Mc.10.10; Lc.20.35; Rm.1.4; Apoc.20.4) indicam ressurreição física. Da ressurreição final quando todos sem exceção serão ressuscitados, Paulo não poderia ter dúvida. Que sentido então pode ter esta passagem, se ela o apresenta se esforçando e sofrendo simplesmente para alcançar uma ressurreição e sustentando isso para exame como sendo inatingível, a menos que alcançasse um elevado nível de perfeição cristã? Imaginemos por outro lado, uma primeira ressurreição a ser designada como recompensa especial de altos méritos na virtude cristã e tudo parece ser simples e fácil. Com respeito à Primeira Ressurreição, disse Dean Alford: "Aqueles que viveram próximos dos Apóstolos e a igreja toda durante os três primeiros séculos aceitavam a primeira ressurreição no evidente sentido literal. É uma visão estranha ver nestes dias expositores que estão entre os primeiros em respeito ao que é antigo, pondo de lado complacentemente o exemplo mais convincente que a antiguidade primitiva apresenta". De tais casos como o de Lázaro que morreu novamente, é certo que o ato da ressurreição é distinto do seu estado; por isso nosso Senhor associa a Primeira Ressurreição com a Era Vindoura: "Os que são julgados dignos de alcançar a Era Vindoura e a ressurreição dentre os mortos" (Lc.20.35). O ato da ressurreição para se comparecer diante do Tribunal de Cristo é desse modo distinto da participação da Primeira Ressurreição, ou, Era Milenar. Foi visando uma ressurreição não temporária, um estado, não um ato, que os antigos mártires recusaram a vida: "As mulheres receberam pela ressurreição seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição" (Hb.11.35; Mt.10.30.9). Não se trata de Paulo assumir sua própria morte, pois não foi até poucas horas antes da sua partida que Deus lhe revelou seu martírio (2Tm.4.6). Mas é a sua aspiração, seja vivou ou morto, alcançar o estado dos ressuscitados naquele Reino no qual só se entra pela incorrupção (1Co.15.50). Por isso, o batismo ordenado para o Reino (Jo.3.5) ilustra o canteiro do qual as plantas-companheiras de Cristo brotarão (Rm.6.5) em Sua ressurreição, a Primeira: ninguém não batizado em Moisés (1Co.10.1) jamais entrou em Canaã, embora a maior parte dos assim batizados falhou depois do batismo. Tertuliano (como nos lembra o Dr. Seiss - Last Times, pag.242) testifica que em seus dias, a era que seguiu imediatamente à dos apóstolos, era costume dos cristãos orar para que pudessem ter parte na Primeira Ressurreição.

CUMPRIMENTO DA PROFECIA DE DANIEL 11

G. H. PEMBER Daniel Capítulo 11 - De Cambises a Antíoco Epifânio - 530 a 164 a.C. O cumprimento dessa profecia de Daniel é algo estupendo e maravilhoso. Os críticos da Palavra de Deus não podiam ficar calados diante de tal sublimidade e perfeição e por isso se levantaram para desacreditar a veracidade da Escritura. Só mesmo Aquele que anuncia "o fim desde o princípio e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam" (Is.46.10) poderia descrever a história futura com detalhes tão minuciosos como estes encontrados na profecia do capítulo onze de Daniel. O escrito que se segue é do irmão G. H. Pember, fiel servo do Senhor. Profecia: Eis que ainda se levantarão três na Pérsia - v. 2a Cumprimento: 1) Cambises, Assuero - 529 - 522 a.C. - 2) Smerdis, Artaxerxes (não aquele mencionado em Neemias) - 522 - 521 - 3) Dario Histapes - 521 - 485 Profecia: E o quarto será muito mais rico do que todos eles; e tendo-se tornado forte por meio das suas riquezas, agitará todos contra o reino da Pérsia - v. 2b Cumprimento: 4) Xerxes - 485 - 465. Em 485 nas Termópilas ele derrotou um pequeno exército de gregos. Em 479 seu exército foi vencido pelos gregos. No mar, em 480, foi vencido na Batalha de Salamis e em 479 na Batalha de Micale. Profecia: Depois se levantará um poderoso rei que reinará com grande domínio e fará o que lhe aprover - v.3 Cumprimento: Quase um século e meio depois se levantou Alexandre o Grande, em 335 a.C. Ele é o "chifre notável" no "Bode" mencionado em Daniel 8.5-7. Profecia: E estando ele em pé, seu reino será quebrado e repartido para os quatro ventos do céu; porém, não para os seus descendentes, nem tampouco segundo o poder com que reinou - v. 4a Cumprimento: Alexandre morreu em 323 a.C. Seu reino foi dividido com seus quatro generais. Cassandro ficou com a Grécia e países vizinhos; Lisímaco ficou com a Trácia, incluindo a Ásia Menor e os países no Helesponto e Bósfora; Seleuco ficou com a Síria e a Babilônia; Ptolomeu ficou com o Egito e países adjacentes. Profecia: O seu reino será arrancado e passará a outros que não eles - 4b Cumprimento: Isso se cumpriu nas agressões e conquistas dos Romanos. Profecia: E o rei do Sul será forte, como também um dos seus príncipes (de Alexandre) será mais forte do que ele e reinará; e grande será o seu domínio - v. 5 Cumprimento: Ptolomeu Lagi (Soter) do Egito (323-283), Seleuco Nicator (312-280). Ele anexou a Macedônia e Trácia à Síria. Profecia: Ao fim de alguns anos eles se aliarão; e a filha do rei do Sul virá ao rei do Norte para fazer um tratado. Ela porém, não conservará a força do braço, nem ele nem seu braço; mas ela será entregue e os que a tiverem trazido, e seu pai e aquele que a fortalecia naqueles tempos - v. 6 Cumprimento: Ptolomeu Filadelfo (250 a. C.) o segundo rei do Egito e Antíoco Theos, o terceiro rei da Síria, decidiram fazer um acordo de paz, com a seguinte condição: Antíoco teria que mandar embora sua esposa Laodicéia e seus dois filhos; deveria ainda casar com Berenice, a filha de Ptolomeu e nenhum dos filhos de Berenice deveriam ser herdeiros de Ptolomeu. O casamento foi realizado, mas quando Ptolomeu morreu, Antíoco chamou de volta sua esposa, no de 247. Berenice e seu filho mais novo foram envenenados e Calinícius, o filho de Laodicéia, foi colocado no trono com o nome de Seleuco II, Calinícius (246 - 226). Profecia: Mas de um renovo das raízes dela um se levantará en seu lugar e virá ao exército e entrará na fortaleza do rei do Norte e operará contra eles e vencerá - v. 7 Cumprimento: "Dela" refere-se a Berenice que foi assassinada e "um se levantará" foi seu irmão, Ptolomeu Energetes 247-222) que vingou sua morte. Ele invadiu o território de Seleuco Calinícius, matou Laodicéia, a mulher de Antíoco Theos e tomou o porto de Antioquia. Profecia: E também levará cativos para o Egito seus deuses, com suas imagens de fundição, com os seus vasos preciosos de prata e ouro. E por alguns anos deixará de atacar ao rei do Norte - v. 8 Cumprimento: Ptolomeu I I I levou para o Egito quatro mil talentos de ouro, quarenta mil talentos de prata, dois mil e quinhentos ídolos e vasos idólatras, incluindo aqueles que Cambises havia levado para a Pérsia a aproximadamente trezentos anos antes. Profecia: E então o rei do Sul entrará no seu reino e retornará para a sua terra - v. 9 Cumprimento: Isso pode significar que Ptolomeu Energetes voltou com sucesso ao Egito depois da sua invasão do norte, ou que Seleuco Calinícius de norte tendo invadido o Egito sem sucesso, retornou derrotado para a Síria. Profecia: Mas seus filhos se despertarão e reunirão uma multidão de grandes forças; e um certamente virá, inundará e passará adiante; depois voltará e levará a guerra até sua fortaleza - v. 10 Cumprimento: Esse é um versículo difícil. Alguns acham que se trata dos filhos ou do filho do rei do Egito, Ptolomeu Filopater (222-205); mas é mais aceito que se trata dos filhos de Seleuco I I : Ceranos, Seleuco I I I (222-205) e Antíoco o Grande (222-206) que teve sucesso num ataque sobre o Sul. Profecia: E o rei do Sul se exasperará e sairá e pelejará contra ele, contra o rei do Norte; este porá em campo grande multidão e a multidão será entregue em sua mão - v. 11 Cumprimento: Na Batalha de Ráfia em 217 a.C. Ptolomeu Filopater do Egito derrotou Antíoco o Grande da Síria. "Ele" refere-se a Antíoco o Grande e "sua" a Filopater. Profecia: E a multidão será levada e o coração dele se exaltará; mas mesmo derrubando miríades não prevalecerá - v. 12 Cumprimento: Se Filopater tivesse avançado com sua vitória, ele teria possuído o reino de Antíoco, mas seu orgulho e indulgência licenciosa impediram que ele fizesse isso e assim não se fortaleceu por sua vitória em Ráfia. Profecia: Porque o rei do Norte tornará e porá em campo uma multidão maior do que a primeira; e ao cabo de tempos, isto é, de anos, avançará com grande exército e abundantes provisões - v. 13 Cumprimento: Ptolomeu Filopater tendo morrido no ano 203 a.C. foi sucedido por seu filho Epifânio de quatro ou cinco anos. Antíoco entrou em aliança com Felipe I I I da Macedônia para repartir o Egito entre eles. Então o rei da Síria atacou o Egito com um exército maior do que o que ele tinha a quatorze anos atrás e o resultado foi que Antíoco ganhou a posse da Palestina toda. Profecia: E naqueles tempo muitos se levantarão contra o rei do Sul; e os violentos dentre o teu povo se levantarão para cumprir a visão, mas eles cairão - v. 14 Cumprimento: Isso nos fala da insatisfação e sedição no Egito que aconteceram após a morte de Filopater. Certamente estes são judeus rebeldes que apoiaram Antíoco esperando ganhar algo dele. Políbio diz que "Scopas", o general de Ptolomeu, "foi rapidamente para as partes mais altas do país e no inverno derrubou a nação dos judeus". A apostasia deles os levou a cair. Profecia: Assim virá o rei do Norte e levantará baluartes e tomará uma cidade bem fortificada; e as forças do Sul não poderão resistir, nem o seu povo escolhido, pois não haverá força para resistir - v. 15 Cumprimento: Em 198 a. C. Antíoco venceu os egípcios em Panea, e Scopas, o general egípcio, fugiu para Sidom, uma das cidades mais fortificadas do Egito. Antíoco sitiou a cidade e forçou os egípcios a se entregarem. Profecia: O que porém, há de vir contra ele fará o que lhe aprouver e ninguém poderá resistir diante dele; ele se fincará na terra gloriosa e por sua mão a consumirá - v. 16 Cumprimento: "Ele" refere-se a Ptolomeu e "seu" a Antíoco cuja vitória foi completa. A "terra gloriosa" é a Palestina. A última cláusula apresenta um problema, porque Antíoco o Grande não "consumiu" a terra; mas, se lermos "por sua mão virá a destruição" a referência é ao resultado final dessa invasão, à imposição de impostos e à crueldade de Antíoco Epifânio (175-164). Assim a dificuldade diminui bastante. Profecia: E firmará o propósito de vir com toda a força do seu reino e entrará em acordo com ele; - v. 17a Cumprimento: Antíoco ajuntou todas as suas forças na terra e no mar visando invadir e conquistar o Egito, mas os egípcios buscaram e conseguiram a interferência dos Romanos, o que levou Antíoco a mudar sua política. Profecia: E lhe dará a filha de mulheres para ele a corromper, ela porém, não subsistirá nem será para ele - v. 17b Cumprimento: Ele trocou força por astúcia e propôs que sua jovem filha Cleópatra casasse com Ptolomeu Epifânio (o que aconteceu em 198 a.C.). Seu plano era leva-la a trabalhar para seu pai, contra seu marido. Mas isso não aconteceu. Pelo contrário, quando Scípio derrotou Antíoco em Magnésia (190 a.C.), Cleópatra enviou saudações aos Romanos. Profecia: Depois disso virará o seu rosto para as ilhas e tomará muitas; mas um príncipe fará cessar o seu opróbrio contra ele; e ainda fará recair sobre ele o seu opróbrio - v. 18 Cumprimento: Antíoco virou suas conquistas contra as ilhas do Mar Mediterrâneo; assim tomou posse dos domínios de Filipe da Macedônia, atravessou por dentro da Europa e conquistou a Trácia. Os Romanos exigiram que ele saísse dos domínios antigos de Filipe. Ele recusou, mas "um príncipe" - Scípio de Roma - o resistiu e fez voltar o opróbrio sobre a cabeça da Síria. Profecia: Virará então o seu rosto para as fortalezas da sua própria terra, mas tropeçará e cairá e não será achado - v. 19 Cumprimento: Depois da sua derrota em Magnésia, Antíoco fugiu indo de forte a forte até Antioquia. Um pesado imposto foi colocado sobre ele pelos Romanos e para levantar o dinheiro ele assaltou com um exército armado o Templo deJove (Bel) em Elimas durante a noite; ele e todo o seu exército foram mortos pelos moradores. Profecia: Então no seu lugar se levantará quem fará passar um exator de tributo pela glória do reino - v. 20a Cumprimento: Antíoco foi sucedido por seu filho Seleuco IV, Filopater (187-176). Ele de alguma forma precisa levantar o imposto exigido do seu pai e conta-se que ele enviouseu tesoureiro Heliodoro para assaltar o Templo em Jerusalém, "a glória do reino". Profecia: Mas dentro de poucos dias será quebrantado e isso sem ira e sem batalha - v. 20b Cumprimento: Uma tradição diz que Heliodoro envenenou Seleuco que desapareceu repentinamente. Profecia: Depois se levantará em seu lugar um homem vil - v. 21a Cumprimento: Este é o segundo filho de Antíoco o Grande, o irmão de Seleuco Filopater: Antíoco Epifânio (176-164) Profecia: Ao qual não tinham dado a majestade real - v. 21b Cumprimento: Ele não era o herdeiro do trono como seu irmão o rei anterior, que tinha um filho, Demétrio, o qual era o verdadeiro herdeiro. Profecia: Mas ele virá caladamente e tomará o reino com lisonja - v. 21c Cumprimento: Ele tomou o trono numa ocasião quando o povo estava vivendo descuidadamente e por meio de intriga e favores políticos. Profecia: E com os exércitos de uma inundação eles serão varridos de diante dele e serão quebrados, como também o Príncipe do Pacto - v. 22 Cumprimento: Por meio de um exército inundante ele quebrou toda a oposição. Acredita-se que "o Príncipe do Pacto" seja o Sumo Sacerdote judeu (Onias I I I) a quem Antíoco depôs.
Fonte: www.delciomeireles.com

ENTENDES O QUE LÊS?

Atos 8.30 - O Menor no Reino é Maior do Que João? - W. NeeJoão Batista: Maior e Menor? - Watchman NeeA passagem de Mateus 11.7-19 é dificil de se explicar. Por que o Senhor Jesus disse: "Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele" (v.11). Qual é o sentido dessas palavras? O Senhor perguntou: "Mas para que saístes? para ver um profeta? Sim, eu vos digo, e muito mais que profeta" (v.9). Por que mais do que um profeta? Porque João é o Meu precursor (v.10). Ele está mais próximo de Mim no ministério do que qualquer outro profeta do passado. Creio que a grandeza de João está no fato da sua proximidade do Senhor Jesus, pois ele preparou o próprio caminho e a vinda de Jesus e teve uma parte significativa na obra do Senhor. Por isso João foi grande."Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele" (v.11). Estas palavras não são fáceis de explicar. Fazendo uma comparação entre as duas expressões, talvez possamos ganhar alguma luz. Em que João é maior do que todos os que nasceram de mulher? Porque muitos outros parecem ter sido mais espirituais do que João. Mesmo na questão de profetizar, Jeremias e outros profetas foram, inquestionavelmente maiores do que ele. Todavia essa grandeza de João provinha da sua maior proximidade ao Senhor. Se entendermos o "maior" na primeira frase, talvez possamos entender o "maior" na segunda frase. A questão não está no fato de alguém ser maior no sentido espiritual ou posicional. Não! João só é maior do que os outros profetas porque ele está mais próximo do Senhor. E pela mesma indicação, os crentes de hoje que estão no reino são maiores do que João por estarem mais próximos do Senhor do que ele estava. Temos que lembrar que, embora João estivesse muito próximo do reino, ele ainda estava fora dele naquela ocasião, enquanto que os crentes hoje estão dentro do reino. Mateus 5 a 7 nos fornece o conteúdo do reino dos céus; Mateus 13 descortina a aparência exterior do reino dos céus. Aqueles que estão no reino dos céus estão mais próximos do Senhor do que João, por isso são maiores do que ele. O reino dos céus aqui se refere à presente era. É verdade que o reino dos céus inclui o Milênio, mas ele não está totalmente ausente hoje, nem tampouco foi adiado até a chegada real do Milênio. Sabemos que o reino dos céus no Milênio incluirá Abraão, Isaque e Jacó (Mt.8.11), mas João, segundo o Senhor aqui, é maior do que estes, provando assim que João também será incluído no reino dos céus. Porém, "desde os dias de João o Batista até agora! (v.12) mais pessoas têm entrado no reino dos céus. Primeiro os judeus, depois mais tarde os gentios. Tanto João quanto o Senhor proclamaram: "O reino do céu está próximo". Naquela era todos os que entram no reino dos céus não são nascidos de mulher, nem da carne, mas de Deus. João havia declarado que o reino estava próximo, mas hoje existem aqueles que estão no reino. Por isso são maiores do que João. Estes não são apenas homens do reino dos céus; estes, por serem também parte do corpo de Cristo, são membros do Rei. E por essa razão, o dedinho do nosso Senhor é maior do que João.(Selecionado por Delcio Meireles do livro: "Interpreting Matthew" do irmão Watchman Nee). Fonte: www.delciomeireles.com

DEPENDÊNCIA

Prepara-se o cavalo para o dia da batalha, mas o SENHOR é que dá a vitória. Prov. 21:31 (leia também Juízes 7: 1-7)
Nos últimos anos, a palavra qualificação se tornou comum entre nós. Cursos de treinament em várias áreas “pipocam” por todo o país e cada vez mais pessoas buscam a capacitação adequada para enfrentar os desafiso modernos. Parece haver consenso: quem não está preparado para o mercado de trabalho, não sabe manejar bem determinados instrumentos, não se utiliza nem desenvolve habilidades está fadado ao fracasso.
Por isso, a largada para a corrida em busca da qualificação está deflagrada, e os incapazes que saiam da frente antes que sejam atropelados. Creio que esta é uma realidade pela qual está passando muitos dos leitores desta meditação. Eu também tenho passado por isso. A maior parte da minha vida estudei e procurei qualificação para aquilo que eu faço, e em outra grande parte dela, como pastor e professor, tenho trabalhado para qualificar outros. Então sou a favor de todos se prepararem da melhor maneira possível, pois os desafiso que nos esperam no dia a dia são grandes. Mas, ao mesmo tempo, quero dizer aos que se qualificam, à luz do texto bíblico acima citado, não confiem muito nas suas qualificações, pois, em última instância, a vitória não depende de você e sim de DEUS.
Parece contraditório, mas não é: nós cristãos, como qualquer outra pessoa, necessitamos de preparo e qualificação, sim, mas precisamos deixar de lado a soberba que pode surgir com eles. Não podemos esquecer que somos dependentes de DEUS. Prepare-se com todas as suas forças, como a Bíblia também orienta, mas não confie muito em você mesmo. Aguarde a vitória que vem do SENHOR, e a ele atribua a honra das conquistas que você alcançar.

Faça a sua parte, mas não esqueça a vitória vem de DEUS.
Fonte: Pão diário - 2009

OS DESAPONTAMENTOS DA VIDA

“Fui Eu que Fiz isto” (1 Reis 12:24)Os desapontamentos da vida são na realidade apenas determinações do meu amor. Tenho uma mensagem para ti hoje, meu filho. Vou segredá-la suavemente ao teu ouvido, a fim de que as nuvens anunciadoras da tempestade, quando aparecerem, sejam douradas de glória, e para que os espinhos, que porventura cerquem o teu caminho, sejam afastados. A mensagem é curta – uma simples frase, mas deixa que entre no fundo do teu coração e que seja para ti como almofada onde possas descansar a tua cabeça fatigada: “FUI EU QUE FIZ ISSO”* Você nunca imaginou que tudo o que te diz respeito, diz respeito a Mim Também? “Porque aquele que tocar em vós toca na menina do Meu olho” (Zc 2:8). Você é precioso para mim, e é por isso que me interesso especialmente pelo seu crescimento espiritual. Quando a tentação te assalta e o inimigo “vem como uma inundação”, quero que você saiba que “isto vem de mim”. Eu sou o Deus das circunstâncias. Você não foi colocado onde está por acaso, e sim porque este é o lugar que escolhi para você. Você não pediu para ser humilde? Saiba que o lugar onde você está é o único onde poderás aprender bem esta lição. É por intermédio de tudo quanto te rodeia e até dos que te cercam que a Minha vontade em você se cumprirá. Você tem dificuldades monetárias? Custa-te viver com o que tens? “Eu é que fiz isto”. Porque Eu possuo todas as coisas. Quero que recebas tudo, e que dependas inteiramente de Mim. As minhas riquezas são ilimitadas (Fl 4:19). Prova-me para que se não diga a teu respeito: “Contudo, não creu no Senhor seu Deus”.
* Você está passando pela noite escura da aflição? “Eu fiz isto”. Deixei-te sem qualquer auxílio humano para que ao voltares para Mim, encontres consolação eterna (2 Tess 2.16,17).
* Você está desiludido com algum amigo em quem você confiou? “Fui Eu que Fiz isto”. Permiti esse desapontamento para que você pudesse aprender que Eu, Jesus, sou o teu melhor Amigo. Eu te livro de cair, combato as tuas lutas. Anseio por ser o seu confidente.
* Alguém disse coisas falsas sobre você? Não fique preocupado; vem para mais perto de Mim, debaixo das minhas asas, longe de qualquer troca de palavras, porque “Eu farei sobressair a tua justiça como a luz e o teu juízo como o meio dia” (Salmo 37:6). Onde estão os teus planos? Você se sente esmagado e abatido? “Fui Eu que fiz isto”. Não foi você quem fez os seus planos, e depois Me pediu para abençoá-los? Eu quero fazer os teus planos. Eu quero assumir toda a responsabilidade, porque ela é pesada demais e você não poderia realizá-la sozinho (Êx 18:18).
* Você já desejou alguma vez fazer qualquer coisa de grande importância no teu trabalho por Mim? E, em vez disto foi posto de parte, talvez num leito de dor e sofrimento? “Fui Eu que fiz isto”. Não podia prender a tua atenção doutra forma, enquanto estavas tão ativo. Desejo ensinar-te algumas das Minhas lições mais profundas. Somente aqueles que aprenderam esperar pacientemente é que podem Me servir. Os Meus melhores trabalhadores são, às vezes, aqueles que estão fora do serviço ativo, pois assim eles podem aprender a manejar melhor a arma que se chama Oração.
* Foste chamado de repente a ocupar uma posição difícil, cheia de responsabilidade? Vai, conta Comigo! Dou-te esta posição, cheia de dificuldades, porque “O Senhor teu Deus, te abençoará em tudo quanto fizeres” (Dt 15:18).
* Ponho hoje nas tuas mãos o vaso de óleo santo. Tira tudo quanto quiseres meu filho, para que todas as circunstâncias que possam levantar-se diante dos teus pés, cada palavra que te magoe, qualquer coisa que prove a tua paciência, cada manifestação da tua fraqueza, sejam ungidas com este óleo santo. Não esqueça que, interrupções são instruções divinas. A dor que você sofrer será na medida em que você Me enxergar em todas as coisas. Portanto, aplica o teu coração a todas as palavras que hoje testifico entre vós, ”Porque elas são a vossa vida” (Dt 32:46,47).
Este manuscrito foi achado na Bíblia de John Nelson Darby, depois do seu falecimento.

Fonte: www.delciomeireles.com